Recordações

 

Esta semana, aparecemos no Brasileiros Mundo Afora mostrando uns shots das nossas primeiras viagens em família: primeiro quando éramos 3 e depois em 4.

A pergunta é: será que ainda teremos uma terceira “primeira” viagem em família? Sim, porque eu continuo com a ideia fixa de ter o terceirinho – o Thomas, lembram? 🙂

Enfim, o tempo dirá… e se eu não tiver mais um filho nos próximos 3 anos, vou adotar um gato. Pronto, falei! rs

Quem quiser conferir as fotos que são pura nostalgia, é só clicar AQUI 😉

beijing: conclusão

Só pra encerrar o assunto Beijing, deixo aqui algumas conclusões e notas sobre nossa viagem:
– Queria muito (muito mesmo) ter tirado fotos decentes mas por razões óbvias não foi possível. As fotos foram poucas e basiconas, nos moldes de turistão mesmo. Das poucas mais de mil, acho que só se salvam umas cem. Com uma criança e um bebê que atraem multidões, dois carrinhos e uma bolsa pesada, não daria pra fazer melhor 😦 É bem complexo conseguir tempo e inspiração pra conseguir boas fotos. Quem sabe da próxima vez a gente consegue deixar as crianças no Brasil? 🙂
– Queria ter feito mais compras (especialmente seda e esculturas), aproveitando que fiquei master na arte da barganha 🙂
– Queria ter ido a tantos outros lugares, mas as distâncias de um ponto ao outro são gigantescas, mal dá pra fazer um ponto por dia… Precisaria de pelo menos mais uma semana e de deixar as crianças no Brasil
– Beijing é muito, muito, muito poluída: do dia em que chegamos até dois dias após nosso regresso, tive meus olhos, garganta e nariz irritados
– Prestação de serviços não é o forte do povo chinês
– O inglês deles é pior do que precário, é praticamente inexistente, Além de não falarem direito, frases não fazem sentido pra eles, quando muito, entendem palavras soltas.
– Pegar taxi é uma aventura à parte: Muitas vezes, nem adianta mostrar mapa, nem endereço escrito com caracteres chines, impressionante!
– Os pontos turísticos são maravilhosos e cheios de história
– As pessoas dormem nas mesas dos restaurantes após comerem (!!!)
– Algumas crianças usam a tal roupa “rasgada” no bumbum
– Tudo o que eu li à respeito da China (e que vocês podem checar nos meus posts pré-viagem) é verdade, confirmei pessoalmente.
– As crianças foram ótimas! Mas o sucesso da viagem dependeu fortemente da companhia dos nossos amigos Nicolas e Vivian
– Preciso voltar à China, outra cidade certamente, pra fotografar mais e comprar mais e para experimentar a vida noturna.

beijing: sétimo dia – comprinhas de despedida

Nossa última manhã em Beijing, acordamos e falamos pro Vivi “hoje é dia de voltarmos pra casa!” e ele com a felicidade mais sincera do mundo, vibrou: “Oba! que boa idéia! vou brincar com meus brinquedos… vou abraçar o Woody e o Buzz… Feliz!!”

Depois de tomarmos café saímos pra umas comprinhas de última hora. Mauri ficou no hotel com as crianças porque como já contei, pegar taxi aqui não é fácil. Eu, Vivian e Nicolas fomos de metro. Uma hora pra ir, outra pra voltar, no fim das contas tivemos uma mísera horinha pra comprar lembrancinhas, mas uma coisa é certa: to uma verdadeira chinesa na arte da barganha, a ponto de deixar os amigos envergonhados, e dizerem que fui longe demais =O| e os vendedores sem o sorriso no rosto no final da transação. Só aceitei o meu preço. Tô que tô, hahaha – claro que essa cara de pau só funciona aqui na China… imagina se euzinha vou barganhar em qualquer outro lugar? Mó vergonha 🙂

O que eu sei é que do jeito que eu tava, se mais tempo tivesse, voltaria pra casa com uma mala cheia de good deals. Mas Deus não dá “tempo” à cobra, hahaha

Voltamos correndo pro hotel, em tempo de fazer o check-out e voar pro aeroporto. Confusãozinha básica pra embarcar, visto a variedade de passaportes, mas no fim deu tudo certo. Deu até tempo de, entre um vôo e outro, rolar o último assédio às crianças – e tome de flash!

Mais uma vez, minha noite no avião foi horrível, não dormi nadinha, um saco.

Estamos de volta a Melbourne. Que delícia voltar pra casa após uma viagem cansativa. São duas sensações maravilhosas: esta e a de colocar o pé descalço no chão após horas em cima de um salto agulha. Mas apesar do alívio de estar em casa, já começo a me perguntar: qual será nossa próxima viagem? Bem que podia ser uma semaninha de lagartixa na Tailândia ou no Vietnã, num Resort, só pra recarregar as baterias, né não?

Oh well, na pior das hipóteses, devemos ir ao Brasil no fim deste ano ou início do próximo – se encontrarmos um preço viável, claro, porque ninguém pemrece pagar 3.300 dólares por cabeça.

beijing: sexto dia – ming thomb, muralha da china e village

Em nosso último dia de turismo tivemos que nos render à uma excursão, já que a Muralha da China fica bem distante da Cidade, cerca de duas horas. Então, de quebra tivemos que cumprir o roteiro do grupo que incluía Ming Thomb e duas outras paradas: uma pro almoço, estrategicamente situado dentro de uma mega loja de jade (tudo caríssimo!) e outro no mercado da seda (no qual nao entramos, mas isso conto no fim).

Na verdade, quase não conseguimos ir à Muralha, o que seria uma lástima, tudo porque demoramos a dizer se querímaos sair às nove ou às dez e quando conseguimos falar com eles, já haviam fechado com outro grupo. No fim das contas, na noite do dia anterior ao passeio, conseguimos, por sorte, fechar com outra excursão, que saía às 7 da matina. Bom, pelo menos era esse o combinado. O fato é que acordamos cedo (coitadas das crianças), tomamos café e esperamos, esperamos, até que finalmente, às quase 9 horas, chegou o ônibus e lá fomos nós.

A primeira parada foi Ming Thomb, lugar bem mais ou menos e quando perguntamos onde era a tal tumba, disseram em algum lugar ali atrás”, apontando pra uma florestinha. Okay, valeu pela experiência.

Depois disso, paramos pra almoçar, mas antes deveriamos zanzar pelas mega instalações da fábrica/loja de peças de jade. Muita coisa linda, mas tudo surrealmente caro. Não compramos nada, óbvio.
Aparentemente o guia ganha uma comissão pelo número de pessoas que traz até a loja (que outro motivo teria pra nos levar pra almoçar ali?). Por sorte, o restaurante era super nice e a comida muito gostosinha (e estava incluída no preço). Só comecei a ficar chateada quando, antes de almoçarmos, o guia disse que a comida ainda não estava pronta e que podiamos dar uma volta pela loja pra passar o tempo e quando dissemos que preferíamos esperar no bar, bebendo uma água, ele disse “ah, não tem nada bom no bar”, como forma de nos forçar a zanzar pela loja. Odeio isso! Obviamente ficamos no bar e, mais uma vez, as crianças foram foco de assédio (morar na China seria um verdadeiro filme de terror, reparem).

Finalmente, após não comprarmos nada, almoçamos e partimos em direção à tão esperada Muralha da China! Gente, o que é aquilo? Sem palavras pra descrever a grandiosidade, a magnitude daqueles muros, escadarias e rampas daquela estrutura milenar. Incrível! Mais uma vez, lamento muito não ter conseguido capturar a grandiosidade da obra com fotografias, mas era impossivel: com duas crianças, bolsa pesada, calor dos infernos, cabeçada de turistas e uma neblina (poluição!) danada (pra não falar do assédio que, obviamente continuou), mesmo com a ajuda do tio Nicolas e da tia Vivian, foi impossível, parar pra absorver a vista devidamente. Que frustação. Mas sabem o que não faltou? Gente chegando de todos os lados pra tirar fotos com os “zoiúdos”, damn it!

O fato é que mesmo sem fotos decentes, vou guardar para sempre aquela imagem única em minha mente. Absolutamente divino.  Mesmo com toda a dificuldade de carregar as crinaças em meio àquela multidão, mesmo com a bolsa pesada e os degraus de tamanhos diferente, mesmo com as rampas íngrimes e o calor dos infernos, eu voltaria uma, duas, três, quantas vezes me fosse possível. Vale cada degrau.

Tá, vou confessar, não subimos tantos degraus assim, até porque pegamos um teleférico que nos levou pro ponto mais alto daquela região, mas ainda assim deu pra cansar e pra ver a magnitude daquela fantástica obra de arquitetura militar.

Uma curiosidade é que caiu por terra aquela estória de que do espaço dá pra ver a Muralha, afinal, apesar dos quase 9 mil Km de extensão de muros, a largura de cerca de 7 metros, jamais permitiria que a obra fosse vista de tão longe.

Dando sequência à nossa excursão, a última parada foi no tal mercado da seda, onde, dada nossa experiência anterior, preferimos não entrar, até porque as crianças estavam cansadas e nós ainda queríamos fazer umas comprinhas. Aí veio nossa surpresa: A partir do momento em que dissemos que não entraríamos no tal mercado, nossa excursão foi encerrada e o guia se recusou a nos lavar de volta ao hotel, pasmem! Ou seja, aparentemente, nosso “contrato”com a excursão nos obrigava a ir em todos os lugares, sem direito à escolha, uma característica bem chinesa, diga-se de passagem, e como nós não respeitamos nossa parte no “acordo”, tivemos nosso “contrato” rasgado. Que tal? Fiquei muito danana da vida, mas fazer o que? Com quem reclamar? Enfiamos o rabinho entre as pernas e, com muito custo, conseguimos pegar um taxi até nosso próximo destino (os taxis muitas vezes não aceitam mais do que 4 pessoas, ainda que as outras duas, sejam crianças de colo).

Nossa última parada do dia foi num bairro de estrangeiros, chamado Village, onde há um mercado Russo, onde fizemos umas comprinhas (devidamente barganhadas) à jato. Jantamos num árabe no mesmo bairro. Comida deliciosa, mas o que mais me emocionou foi o banheiro, que era limpíssimo e cheiroso. Fiquei emocionada (vocês sabem que não vou a banheiros público, né?)

Esse bairro de estrangeiros é super cool, moraria lá “facinho , facinho” :). Arquitetura decente, centro comercial bem bacana, lojas conhecidas, limpinho, bem internacional.

De volta ao hotel, pra encerrar com chave enferrujada, nossa última noite na China teve vizinho de quarto com TV nas alturas e quando ligamos pra reclamar, quem disse que o povo da recepção que acha que sabe inglês nos entendia? Eles estavam quase mandando alguém até o nosso quarto pra ver qual era o problema com nossa TV! Após muita tentativa, o marido desistiu de tentar explicar que o problema era a TV alta do vizinho, afinal eles não falam inglês e não adianta falar frases construídas, em geral, o segredo é jogar palavras soltas, pra eles juntarem e tentarem entender a idéia, mas essa noite, nem isso adiantou. O jeito foi colocar o travesseiro na cabeça e esperar o sono do vizinho chegar.

Vamos às poucas e vergonhosas fotos (as piores de toda a viagem, infelizmente…). Algo me diz que terei que voltar à China só pra fotografar decentemente um dos principais motivos (senão O principal) do meu interesse nesta viagem… Oh well, fizemos o que foi possível, dadas as condições.

beijing: quinto dia – old beijing & peking duck

Hoje fomos dar uma volta num lugar que chamam de Old Beijing, mas na verdade foi reconstruído faz dois anos. Trata-se de uma rua destinada ao comércio de souvenir e coisas tradicionais chinesas como seda, porcelana, roupas e outras coisitchas mais. Encontramos até barata e escorpião no espeto, pasmem!

O dia foi bem light, fizemos umas comprinhas, coisa pouca, quando eu comecei a esquentar as turbinas, já era hora de partir pro almoço. Mas valeu, consegui comprar umas poucas lembrancinhas, uns quadrinhos pra casa e de quebra, encontrei um vestidinho muito fofo pra mim, por um precinho fantástico, graças a ajuda da tia Vivian e do tio Nicolas 🙂

Uma curiosidade é que a estrutura da rua era de rua de pedestres, entretanto, volta e meia passavam carros, bicicletas e motocas, sem se preocupar com o pedestre. Coisas da China, I guess…

Comprar na China é muito bom, ainda mais quando você não mora na China: vem pra cá e se acha rico 🙂
Se você me perguntar se me arrependo de alguma coisa nessa viagem, vou ter que te dizer que sim, me arrependo de não ter destinado um dia inteiro às compras.

Antes de vir pra cá, pensei, “pô, não tô indo a China pra comprar, caramba, afinal, tudo nessa vida é made in China, além do que, odeio comprar coisa fake”. Mas como eu estava enganada. De fato, tem muito fake e tudo é made in China, mas vi tanta coisinha fofa, tradicional, tanto objeto de decoração interessante, tanta lembrancinha bonitinha, que me arrependo horrores de não ter trazido uma mala pra encher de coisinhas. Quem sabe numa próxima? Shanghai me parece bem atraente 😉

Enfim, munida de singelíssimas duas sacolinhas, deixamos a tal rua e fomos, à convite dos pais da Jiemiao, provar do pato mais famoso de Beijing o “Peking Duck”! Gentem, que experiência! O pato nos foi servido nos moldes tradicionais, fatiado à nossa mesa, sendo que todos as fatias tinham um pedacinho da pele tostadinha.  Mas antes que o pato fosse servido, veio a parte mais especial: a melhor parte da pele tostada, um pedacinho apenas, mas que delicia! O pato você deve comer num “embrulhadinho”, você pega a massinha, abre na mão, molha o pato no molho, adiciona uns palitinhos de vegetais, enrola e manda ver!

Delicia! E os outros trocentos pratos de acompanhamentos? Nossa, um mais gostoso que o outro. Estava tudo muito gostoso, as únicas coisas que não me encantaram foi o pé do pato (!!) e a sopa feita da ossada (too easterns for my taste). A sobremesa, como meu maridinho bem apontou, não é doce, engraçado. Em compensação, o suco de manga, meo deos do ceo :), que delícia!

Super experiência! Se voltarmos à China um dia, certamente comerei o Peking Duck novamente 😉

Eh, Tá acabando… amanhã é nosso último dia inteiro por aqui. Depois de amanhã, ao meio-dia temos que fazer o check-out e correr pro aeroporto!

Vamos às fotos.

beijing: quarto dia – palácio de verão

Hoje saímos só à tarde, após o marido voltar da conferência. Nosso quarto ponto turístico foi o Palácio de Verão, outro lugar gigantesco com um lago enorme cercado por caminhos e construções lindas. É de impressionar qualquer um.

Of course, a família koala cada vez menos paciente segue firme e forte sendo alvo dos flashes. Só que agora, Vivisauro tomou gosto pela coisa (ou se rendeu, não sei) e começou a fazer mil e uma poses. Preciso falar que foi sucesso total? Não, né? Pois bem, se já era difícil sair do lugar, pior ficou, porque agora, se alguém tirasse foto só do Nick, o Vivi ficaria triste. OMG! Eu mereço. Haja paciência…

E por falar em Vivi, o bonitinho, após tomar um dos seus trezentos e noventa picolés diários (nessa viagem, tava sempre com um picolé na mão, também pudera, os picolés de fruta são baratinhos e uma delícia), pegou o papel e foi jogar no lixo. Lixo? Bom, ele achou que fosse, mas na verdade era a sacola repousada no chão, de uma chinesa que estava descansando, já que dentro havia nada menos que uma melancia gigante. No momento em que Vivisauro estava largando o lixo na sacola, a mulher veio fazendo gestos pra evitar, mas foi em vão, já era! Fiquei com a cara no chão e o Vivi, com cara de quem não entendeu nada. Pedi desculpas mimicadas. Sorte nossa, que a moça era simpática. mas também, quem não o é frente à família big eyes?

Gente, preciso deixar registrado aqui que os meninos estão sendo nota 1000. O Vivi está um verdadeiro rapazinho, o que ajuda bastante nosso aproveitamento da viagem, e o Nick, poor thing, apesar de doentinho, está show de bola, tão comportado!

De ontem pra hoje, Nick teve sua melhor dormida ever! À noite, foi se ajeitando na cama, até encontrar uma boa posição (de bruços em cima do travesserio) e foi serenamente pros braços de Morpheu. E ainda tirou uma boa soneca pela manhã e mais duas micro-sonequinhas. Não sei se é o início de uma nova fase, ou se é a exaustão. Infelizmente, aposto na segunda.

Voltando ao nosso passeio, no meio da visita, o calor era tanto que a pressão começou a baixar, então tivemos que parar pra comer alguma coisinha salgada, beber um líquido e pegar um fresquinho. Como o lugar é muito grande, não rola de sair de lá pra comer e voltar depois, então paramos num dos “cafés” que diziam ter “fast food”. E sabem qual era o menu de fast food? Diversos sabores de miojo em potinho, daqueles que você põe agua quente e espera um minuto pra ficar pronto. Oh well, era isso ou morrer de fome.
Mas por falar em fast food, uma nota rapidíssima sobre o Mc Donald’s: apesar de não termos ido a nenhum, vimos alguns anúncios em abrigo de ponto de ônibus e, pasmem,  o sanduíche sai a 1 dolar!!!!! Muito barato, impressionante.

Ah, quase esqueço de comentar! Gente, por muito pouco não fomos enganados durante uma compra. Estava lá barganhando o preço de um leque, quando por fim consegui o preço que queria. No mesmo segundo que fiz a compra, veio um segundo ambulante, com outros modelos, querendo aproveitar o embalo da venda anterior. Após idas e vindas de oferta, dei meu preço final e surpreendentemente ela aceitou (achei estranho a facilidade). Mal sabia eu o que estava por vir… A safada havia visto que a transação anterior tinha nos rendido notas menores, de 10 e 20 Yuan, então disse que precisava de trocados e nos deu uma nota de 50 em troca por duas de 20 e uma de 10. Maridinho bonzinho trocou, mas sabiamente olhou pra nota e não viu a foto do Mao (que, acreditem, está em TODAS as notas!). Mostrou pra safada e pediu os trocados de volta. Ela, na tentativa de nos passar pra trás, disse “fifty, fifty” tentando dizer que era a mesma coisa, aí veio uma mulher loira, alta, grandona, e disse, essa nota não é yuan! Aí a safada devolveu e sumiu na fumaça. Nossa, fiquei chocada com a cara de pau. Acho que estou ha muito tempo fora do Brasil, perdi o hábito de desconfiar das pessoas, mas por sorte, meu maridinho tá ligado na missão 😉

Pra fechar o dia, quando chegamos de volta no hotel, o que encontramos perto da porta? Um cartãozinho oferecendo serviços sexuais! Muito embora tivesse lido sobre essa possibilidade durante minha pesquisa pre-China, fiquei chocada! Que isso, minha gente!, num hotel de respeito! Ouvi dizer que em alguns hoteis de baixo calão, eles chegam a ligar pros quartos tarde da noite, oferecendo os serviços. Graças a Deus não aconteceu com gente…

E assim vamos construindo nossas imagens a respeito da China… Okay, eu sei que no Brasil também tem disso, mas como disse, me desacostumei a presenciar certas coisas de terceiro mundo

Fotos?  🙂


beijing: terceiro dia – templo do céu

Nosso terceiro dia de turismo na terra do urso panda, foi dedicado ao Templo do Céu, um lugar enorme (pra variar) e lindíssimo. Infelizmente acabamos nos desencontrando dos nossos companheiros de viagem, o que tornou nossa experiência bem mais complicada, a começar pela dificuldade que é se locomover de metrô com o nada prático carrinho do baby Nick. Gente, o carrinho é ótimo, confortável, desliza super bem e tem uma basket enorme, super útil, mas definitivamente não é carrinho pra viajar (e eu já sabia disso, mas o marido não achou que valia a pena comprar outro menorzinho só pra viagem).

Por sorte, encontramos, numa das nossas conexões entre uma linha e outra (curiosidade: so far existem 10 linhas de metro em Beijing), uma alma caridosa que não só nos ajudou a carregar o carrinho escadaria abaixo, como esperou , a cada nova escada, pra continuar dando uma mãozinha. Uma verdadeira santa de olhinhos puxados. É impressionante o descaso com deficientes físicos (ou, na linguagem politicamente correta, portadores de necessidades especiais). Aliás, onde eles se escondem (ou onde são escondidos)?

Enfim, nas estações mais novas até tem escada rolante (normalmente só pra cima) e elevador, mas este está quase sempre desligado. Sem falar que o singelo carrinho do Nick não passa na “roleta” e o portãozinho de acesso está sempre com cadeado e como a gente não fala chinês, levava uma hora pra eles entenderem que precisava abrir o portãozinho (mesmo com toda a mímica), serviço que era prestado com aquele ar de reclamação.

Mais uma vez, comprovamos que ninguém fala inglês nessa terra (quem fala, certamente emigrou). Eita tortura, isso de não conseguir se comunicar. Pra eles, tanto faz se a gente fala em inglês ou português ou a lingua do “pê”, é tudo a mesma coisa e o pior é que alguns insistem em falar em chinês ao invés de se utilizar da linguagem dos gestos. Ah, gente, tá certo que no Brasil ninguém fala inglês nas ruas, mas num hotel ou num ponto turístico, você sempre encontra que fale.

O dia foi chegando ao fim e com ele a minha paciência. Caracoles, não bastasse a família “big eyes” não poder parar pra descansar sem ser cercada pras fotos (sério, me senti um E.T.), éramos também abordados no meio da caminhada. Às vezes, eles nem tinham visto as crianças, mas quando olhavam pra mim e pro Mauri e viam os olhos arregalados, partiam direto pro carrinho pra checar o bebê e quando o Vivi chegava perto pra proteger o irmão do assédio (a coisa mais fofa do mundo!), também virava alvo. Pra vocês terem uma idéia, até o Vivi, que ama ser fotografado, já estava de saco cheio e fazia cara de grumpy inutilmente pra afastar os flashes . Foi aí que comecei a falar pro Vivi “meu filho, se você der um sorrisinho fofo, eles tiram a foto e vão embora, caso contrário, vão continuar tentando” (ô turminha persistente!). E a tática funcionou bem no começo…

O engraçado é que a imagem que eu tinha dos asiáticos era a de pessoas que não tocam, tampouco dão beijinho, mas com criança a estória é outra: eles pegam pelo braço, querem abraçar e beijar, uma coisa de louco!

Pra vocês terem uma idéia do tamanho do assédio, no fim do dia paramos no Mall perto do hotel (região nada turística) e, minha Nossa Senhora, nos 10 minutos que sentei no banquinho com as crianças, aguardando o marido voltar da loja de brinquedos*, foram pelo menos umas 20 pessoas que pararam pra fotos. Isso porque o Vivi estava dormindo no carrinho! Teve um momento que fomos cercados pela dúzia, começou com um casal, que encantado com o bebezuco, chamou outro e outro e quando me dei conta, estávamos rodeados.

Pela primeira vez, testei minha capacidade de barganha. A primeira deu certo e arrebatei uma chapéu de agricultor chinês pela bagatela de 6 dolares. Já na segunda, não teve jeito, e apesar da vendedora ter baixado consideravelmente o preço, eu queria mais desconto e acabei não comprando. Confesso que fiquei um pouco frustrada, mas fazer o que? Pelo menos me divertí no processo 🙂 Não se pode ganhar todas, I guess… Mas é bem curioso o quanto eles (chineses) gostam de barganhar. Venda sem barganha não tem a menor graça, eles gostam mesmo é de sacar a calculadora e pedir pra você fazer sua “offer” 🙂

No fim do dia, completamente exaustos após muito bater perna, ainda tivemos que encarar um metro completamente entupido e, pior, carregando a espaçonave que é o carrinho do Nick! Visão do inferno, gente, por pouco não chorei, juro! Tentem imaginar: metro lotalo, a ponto de você sentir as respirações dos amigos em volta, pára na estação de transferência e ao invés de uma meia-dúzia saltar, entra mais duas dúzias. Não é exagero, juro! Infernal. Agora some a isso o fato de que um monte deles, com o celular em punho, tirava fotos das criamças. Cheguei a ver alguns, com a tranquilidade dos loucos, dando zoom e aguardando bebezuco olhar pra eles pra disparar o click. Surreal.

 Conclusão do dia: “Olho grande não entra na China” porque tem medo do assédio 😉

Agora, segue uma amostrinha do nosso dia 😉

*Em tempo:  Após termos entrado na tal loja de brinquedos no Mall pelo terceiro dia consecutivo, mesmo sem o Mauri falar um “xie xie” (obrigado), nem as vendedoras um thank you, na base dos gestos, papai Mauricio fez um cartão de fidelidade e já ganhou desconto! 🙂 Ficou todo prosa, hahaha