Ontem deu praia, mas hoje…

Quem diria, ontem deu praia por aqui! Viver em Melbourne é viver conectada na previsão do tempo – sempre que vejo a luz do fim do túnel, entro imediatamente no modo “contagem regressiva”, não só pro dia, mas para a hora de irmos à praia – quando se tem um buraco  na camada de ozônio bem sobre sua cabeça, todo cuidado com os raios ultravioleta é pouco. Tá vendo gente, rapadura é doce mas não é mole não, morar na Austrália tem dessas, até o dia quente é duro de ser usufruído. Muitas vezes só rola praia depois das 5… ainda bem que no verão só anoitece lá oras 8:30 pm.

Aliás, deixa eu abrir um parêntese aqui: Desde que chegamos na Austrália, sofri um processo de envelhecimento acelerado. Tá, já tô aqui há 6 anos, mas ó, vou te contar, minha pele, à cada mês parece pior. Claro que isso se deve muito ao fato de eu ter ignorado solenemente o aviso sobre a necessidade do filtro solar – e não tô falando de usar filtro pra ir à praia não! Tô falando do dia-a-dia, tô falando de já acordar com o filtro no corpo e se possível reaplicar durante o dia. Mesmo no inverno, mesmo quando o sol não dá as caras, porque mesmo sem sol, os raios UV estão castigando a pele, especialmente aqui na Austrália. Fechando parêntese.

Anyways, fomos a la playa, que estava uma delícia, quase perfeita não fosse a ventania jogando areia na gente. Mas e daí, quem se importa? A água estava gostosa, translúcida, o céu azulzinho e o sol, eu juro, estava sorrindo.

Mas como é de conhecimento geral, alegria de pobre dura pouco e hoje amanhecemos com chuva e a previsão é que assim fiquemos pelos próximos dias. Parece que na sexta teremos um dia de sol, mas a temperatura não passará dos 26C (buáaaaaaa). Sério, gente, tô entrando em crise com Melbourne. Quero morar em Brisbane, Sydney, Perth.

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a cada mergulho, uma corridinha para espantar o frio 🙂

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marido e filhotinho menor pegando um bronze – não se engane, essa cor é do filtro do Instagram

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Fim de praia – e eu já arrependida por não ter ficado até o por do sol

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Saímos da praia perto das 7pm, com o sol ainda alto – por que, meu Deus, porquê?

Contagem regressiva, ativar! Bom, pelo menos não está frio – já é um começo…

E enquanto o sol não volta, partiu show do Seu Jorge 😉

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Em tempo: quando morava no Brasil, nunca fui a um show do Seu Jorge, nem na época do Farofa Carioca! Mas já “pipoquei” num show que ele fez em Bloomington, Indiana (!!!!!), acredita? Nós éramos um jovem casal durango – íamos à Europa (no esquema mochilão, claro) mas não tínhamos dinheiro pra pagar a entrada do show (cof cof). Anyways, milênios mais tarde, iremos novamente, desta vez sem pipocar – não estamos rasgando dinheiro, mas graças ao bom Pai do Céu, a fase de contar moeda ficou no passado, rs

Momento depressão – Ah, Melbourne, assim não dá!

Hoje tô de mau humor e o motivo tem nome: Melbourne. Ou melhor, o clima de Melbourne!

Tá, que Melbourne tá sempre (ou pelo menos nos 4 últimos anos esteve) lá no topo da lista das “the most liveable cities in the world” quase todo mundo sabe, né? Todo mundo também tá careca de saber os bons motivos pelos quais viver em Melbourne arruina a vida da pessoa pelo resto de sua existência. Eu mesma estou na primeira fila, entre aqueles que adoram morar aqui, por incontáveis motivos, mas querem saber de uma coisa? Meu saco encheu!

Ah, vai ter clima ruim assim lá na Noruega, caramba! Não aguento mais! Passo o ano inteiro mirando no verão, esperando por aqueles meses quentes de queimar os miolos e quando a tão esperada estação chega, cadê o sol? Cade o calor? Cadê, peloamordedeus, o verão???

Sério, ODEIO tempo frio. ODEIO-ODEIO-ODEIO! Odeio tanto que desde que cheguei aqui, nunca, nunquinha fui esquiar. Odeio tanto que NUNCA quis “curtir” inverno Europeu. No meu calendário, férias e diversão estão diretamente associadas a tempo bom, roupas leves, calor, SOL!

Eu sei que não se pode ter tudo ao mesmo tempo, mas convenhamos, o lado negativo de se morar na Austrália deveria se resumir a distância colossal de qualquer outro lugar do mundo, né? Ou então o fato de ser tudo caro pra caramba (tá, quando eu digo TUDO, não quero dizer tuuuudo… minha revolta é mais voltada ao custo de se comprar uma casa num lugar que não seja no meio de coisa nenhuma, uma casa na civilização). Mas até aí, vá lá, ainda assim vale muito a pena viver na linda Melbourne, que em tantos aspectos é sim um paraíso.

O que eu não tô mais aguentando é esse clima mequetrefe. Hoje, no que deveria ser o auge do verão, tivemos míseros 14 graus e com direito a chuva. Francamente!

Essas férias escolares estão sendo um fiasco. E eu que tinha tantos planos de passeios por Victoria, tantos planos de fim de dia lagarteando na praia. Tudo pelo ralo. E pior, as crianças estão going nuts and driving us nuts! Tô enlouquecendo com esses meninos dentro de casa numa agitação de dar pena – parecem bichinhos selvagens em cativeiro.

A coisa aqui é tão esquisita que até um dia lindo de sol, quentinho e gostoso, em vez de me deixar feliz me deixa tensa. Por que? Porque eu preciso parar tudo o que estou fazendo pra aproveitar – sabe-se lá quando outro dia desses dará o ar da graça!

Esta semana mesmo, tivemos um dia lindo, bem no meio da semana e, claro que fomos à praia, né? Mas como alegria de pobre dura pouco, saímos da praia com raios e trovoadas e fechamos o dia com chuva e tempo ruim. Tempo ruim que segue até hoje.

Tô muito revoltada. Tão revoltada que chego a sentir saudade da vida em Bloomington, Indiana, onde os invernos a -20C passavam e davam lugar a uma primavera deliciosa e a um verão quentinho, quentinho. Um dia de sol no verão não me deixava estressada, tensa, com medo do dia seguinte ser lama pura. Saudade de lagartear na grama do parque (nunca pensei que fosse dizer isso, muito menos escrever isso!).

Não vou nem comentar a saudade que eu sinto do meu Rio, né? Por mais que a galera por lá esteja toda reclamando, eu, nos 26 anos que vivi nas minhas lindas e quentes terras cariocas, nunca, nunquinha reclamei do calor. Tá, podem me chamar de maluca, mas prefiro um milhão de vezes a sensação térmica de 55 graus do Rio do que esse verão de meia tigela de Melbourne.

Já falei que ODEIO frio? E que estou de mau humor?

Pois é, hoje é um daqueles dias que arrumaria as malas e me mudaria daqui feliz da vida, sem olhar pra trás.

Então fica a dica, se você, como eu, precisa do calor pra ser feliz, pense duas vezes antes de se mudar de mala e cuia para “a melhor cidade pra se morar no mundo” 😉

PS. Chove lá fora e aqui faz tanto frioooooo, me dá vontade de saber… Verão, cadê você? Me telefonaaaaa….

Brasileiros na Australia – um café da tarde regado a experiências migratórias

Semana passada, muitos brasileiros ficaram em polvorosa por conta da tal lista de carreiras e profissões em demanda na Austrália. Muita gente viu nessa lista a esperança de mudar, a oportunidade de dar uma guinada na vida, a possibilidade de viver uma realidade diferente, num lugar onde o medo não mora ao lado, num país generoso, que abre as portas e convida imigrantes a chamá-lo de casa.

Mas claro que, como tudo na vida, a história não é tão simples assim e o fato de existir uma lista generosa de profissões em demanda na Aussie Land não te dá a garantia de emprego, tampouco de sucesso. O processo migratório é árduo pra todo mundo, seja pela saudade imensurável que só compreende quem mora do outro lado do globo, seja pelas dificuldades que enfrentamos nos primeiros momentos da vida nova, ou ainda pelos desafios impostos pela fluência da língua e muitas vezes também pela cultura. O fato é que todos que aqui estão tem alguma história de superação digna de ser publicada e lida, especialmente por aqueles que sonham em se aventurar além dos muros invisíveis que temos ao nosso redor quando estamos em nossa terra de origem – a tal da zona de conforto.

Deixar pra trás a família, os amigos, a casa, o país, o conforto do “conhecido”, o emprego e também tudo o que conquistamos durante anos não é pra qualquer um. Começar de novo, em solo estrangeiro, muitas vezes do zero, requer muito mais do que o desejo de mudar de vida,  muito mais do que o desprender-se, do que virar a página. Muito mais do que o espírito aventureiro, requer determinação, concentração, persistência, jogo de cintura, mente aberta, humildade e muitas vezes uma boa dose de cara de pau, porque dificilmente a oportunidade vai bater a sua porta – tem que correr atrás merrrmo, neguinho!

Mas porque eu, que há séculos não falo sobre questões da Austrália (sem que estejam de alguma forma relacionadas aos meus rebentos, rs), estou levantando o ponto agora? Eu te conto…

Foi neste sábado que, reunidos na casa de amigos, tivemos um daqueles encontros VIP, recheado de brasileiros, regado a muita comida, gargalhadas e histórias das mais diversas possíveis. Foi um café nostálgico permeado por relatos de brasileiros que, à primeira vista,  em comum tem basicamente o fato de serem brasileiros.

Estávamos lá, ao redor daquela mesa, um grupo eclético, uns já estabilizados emocional e profissionalmente, outros ainda no iniciozinho da jornada, batalhando por um lugar ao sol. Pessoas de idades e profissões diferentes, que vieram de cidades diferentes, donos de realidades e histórias diferentes e que ainda assim, mesmo tendo, aparentemente, tão pouco em comum, se esbarraram, se reconheceram, se encontraram num grupo carimbado por algumas semelhanças inegáveis: o país de origem, o de destino e o sonho de uma vida diferente. Mas se você olhar bem de pertinho, vai ver que não é só isso.

Sentada àquela mesa, ora contando, ora ouvindo histórias alheias, me peguei pensando no quão pequena era minha experiência de vida antes de me aventurar fora do Brasil, há quase 10 anos. Até então o grupo mais eclético de pessoas que havia passado pela minha vida tinha sido os amigos de faculdade, quando saí daquela vida bairrista adolescente, e conheci pessoas de toda parte do Rio (ohhh). Naquela época, mal sabia eu o que me aguardava. Nem imaginava que dali uns anos, alguns dos meus melhores amigos seriam paulistas/paulistanos – ô praga, hahaha. Não imaginava também que me reinventaria tantas vezes, tampouco poderia supor que chamaria de família, amigos que se tornaram tão próximos mesmo sendo tão diferentes de mim.

Naquele sábado, olhando ao redor, observando cada amigo, ouvindo mais um pedacinho das suas histórias, dos seus medos, das suas superações… tive a certeza de que o que nos une é muito mais do que o fato de sermos brasileiros, é um estado de espírito, uma inquietação que não nos permitiu nos acomodar, que nos impulsionou a desbravar novos territórios e escrever histórias que jamais seriam escritas nas grades do berço esplêndido. Ali eu tive a certeza de que o que temos em comum vai muito além da brasilidade. Nós todos nos apaixonamos pela Austrália (ainda que em momentos diferentes de nossas trajetórias), e mais do que isso, nós todos somos gratos a este país que não só nos abriu as portas, mas nos acolheu e nos aceitou (a muitos já) como cidadãos australianos.  Nossas diferenças podem ser muitas, mas nossa identidade é muito forte.

Sou muito grata a Deus, à vida, ao destino, às minhas escolhas, à proposta do meu marido e a todos que de alguma forma contribuíram para que eu esteja onde estou hoje – escrevendo uma história a cada obstáculos, a cada conquista, a cada tristeza, a cada alegria, a cada desespero, a cada euforia. Não troco a minha experiência de vida, nem por uma cobertura na Vieira Souto. Não troco minhas gafes, meus tropeços, meu aprendizado por nada.  Graças a isso, sou muito feliz com a Erica de hoje – mesmo morrendo de saudades da família, dos amigos e da minha cidade maravilhosa.

Veja bem, são 10 anos fora e morando de aluguel. Não fiquei rica, minha conta no banco é modesta, mas minha conta na alma é gorda, e, certamente, nunca me faltará histórias pra contar.

Já passamos por perdas que nos fizeram questionar se estávamos mesmo fazendo a coisa certa, mas já tivemos também muitos motivos para comemorar.

E hoje eu vim aqui especialmente pra dizer isso: É muito bom estar aqui, viver uma vida sem medos, ter amigos lindos, que parecem que foram escolhidos a dedo, quando na verdade foram um presente do acaso (ou seria da identidade que nos atraiu?). Ao contrário da eterna saudade, arrependimento não faz parte do nosso rol de sentimentos. Não mesmo. Tudo valeu a pena. Melhor que isso, tudo está valendo a pena, porque eu tenho certeza que, por mais que hoje estejamos estabilizados, muito ainda há por conquistar, e esta é uma das belezas de se morar fora, sua vida dificilmente será monótona, seu futuro dificilmente será previsível. Sem falar que o mundo, que é tão grande, hoje me parece pequeno, acessível. Desculpe-me a redundância, mas perder as amarras é realmente libertador 🙂

Se você é como eu, o Mauricio, a Carol Martins, o Cassius, a Ana, o Renan, a Flavia, o Luciano, a Carol Milani, o Humberto, a Luciana, o Raul, a Mafê, o Marcelo, e tantos outros… se você também tem o espírito aventureiro, a determinação, a persistência e o desprendimento necessários, para encarar uma mudança de verdade, vir para a Austrália pode sim ser a maior viagem da sua vida – daquelas que em que você vai acumulando a melhor das bagagens a cada dia, uma bagagem que não pesa, que te transforma, que abre seus olhos, que amplia seus horizontes.

Entretanto, aviso: migrar não é pra qualquer um, e deve ser feito com cautela, no tempo certo e especialmente sabendo que nada é 100% garantido. Por mais que eu ame morar aqui e que aconselhe prozamigo :), acho importante que os candidatos a vida nova tenham em mente que vender tudo no Brasil e vir pra cá com filhos e sem emprego garantido é um risco com chances maiores de decepção. Pra você que se empolgou com a lista e está querendo vir de mala e cuia e rebentos, aconselho: cautela e planejamento cuidadoso são muito mais importantes do que o espírito aventureiro. Pra você que é estudante, solteiro, recém-casado ou recém formado: se joga! hahaha Se não der certo, você volta. Para todos que pretendem conseguir um emprego na sua área aqui: inglês fluente e experiência são fundamentais – claro, sempre é possível fazer o caminho mais longo, aprender inglês aqui, trabalhar em outras áreas… até finalmente chegar onde quer. Só tenha em mente que o processo não é pra qualquer um e que sempre há espaço para angústia, estresse, decepção… como tudo na vida.

Mas ó, digo e repito, perder as amarras é libertador! Aliás, é enriquecedor.

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PS. Este post foi inspirado pelo papo no café da tarde e combinado com a Carol, uma amiga que escreve um blog nota 1000, parada obrigatória pra você que quer saber mais detalhes sobre a vida em Melbourne. 

 

 

Brasileiros na Austrália

18.6.13

Na última terça-feira tivemos aqui em Melbourne um movimento em apoio aos protestos que andam acontecendo no Brasil.

Só pra deixar registrado este momento, deixo aqui uma amostrinha dos brasileiros insatisfeitos aqui do outro lado do mundo – sim, brasileiros que saíram do Brasil em busca de qualidade de vida. Que deixaram pai, mãe, irmãos, amigos… e migraram para enfim viver. Viver com segurança, sendo respeitados. Vieram também pagar impostos altos, sim,  mas com orgulho, porque aqui se tem sáude pública exemplar, ensino público fantástico. Aqui se sente segurança em casa e nas ruas. Aqui, as estradas são um tapete lisinho e o transporte público funciona e, apesar de caro, atende muito bem a população. Aqui, o dinheiro que se paga em impostos é bem aplicado. Aqui não há a palhaçada que toma conta do Brasil. Aqui as coisas funcionam.

Eu saí do Brasil há quase 10 anos e sinceramente não me imagino voltando. Cada vez que vamos de férias, me aborreço. Me irrito com a falta de educação das pessoas na rua, nos shoppings, na fila do cinema. Fico indignada com os serviços porcarientos (tanto o público quanto o privado). Isso pra não falar da insegurança que sinto, da falta de tranquilidade. Aí, a bola de neve cresce, penso na corrupção generalizada, nesse governo palhaço, nas regalias absurdas que só os políticos do Brasil tem… Lembro que o Brasil é o país das maquiagens, do engana trouxa, das melhorias pra gringo ver. Lembro que a justiça não funciona, que nada funciona… e me revolto – quando vejo, estou esbravejando e desejando voltar pra casa (casa = Austrália, calaro!).

Hoje, não me imagino morando no Brasil (até tento, mas não consigo), entretanto torço, do fundo do meu coração que as coisas melhorem por lá, que o Brasil pare de se nomear país do futuro e seja enfim o país do presente.

foto: Carolina Martins

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

Em tempo: Acreditem, gastei horas escrevendo, apagando e rescrevendo este post, dando meu parecer sobre os movimentos, sobre este governo sem vergonha enfim… mas depois achei por bem apagar, afinal de contas, o The Jump não é um blog político, mas um blog de família, rs.

 

Frio, muito frio

Hoje de manhã, nem tão cedo assim (às quase 9), a temperatura lá fora era de míseros 5 graus. É, isso mesmo, cinco graus! É nessas horas que eu levanto as mãos pro céu por não precisar acordar super cedo e pegar o trem pra ir trabalhar, porque, meuzamigo, às 7 da matina estavam 2 graus miserentos – com a sensação térmica de -2!!

Sério, quando você pensa em Austrália, aposto que imagina praia, sol, calor, buraco na camada de ozônio, mais calor, gente que vai à praia usando roupa e leva barraca (de camping!!), muito calor, surfistas, tanto calor que muitas vezes culmina em queimadas. Pois é, só que aqui em Melbourne o inverno castiga, e como eu sou garota (aham) carioca, apaixonada por calor – ainda que seja aquele que derrete os miolos! – praia, vestidinho, cabelos ao vento (ventinho tipo brisa morna, né, por favor!) e pele bronzeada, mor-ro de frio nesta terra de inverno gélido. Não tô podendo!

Aí, você que passa e me conhece de outros carnavais – aqueles que eu morei em Bloomington, Indiana, onde o inverno chega a -20C –  pergunta: mas, Erica, como assim? Você realmente acha que aí faz frio?

Acho não, gente, tenho certeza! Minha pele, meus lábios, meus cabelos, meu corpo inteiro confirma. Vim pra cá em busca (dentre outras coisas) do sol o ano inteiro (alguém me enganou ou será que eu mesma me enganei?), depois daqueles 5 anos na neve,  queria aposentar de vez o sobretudo, os casacões, as camadas da cebola (sim, porque é assim que você se sente: uma cebola, cheia de roupa). Entretanto, aqui estou eu, 4 anos depois, quase virando cidadã australiana e ainda inconformada com o frio.

Não é por nada não, mas no fim do verão, já entro em contagem regressiva para a primavera, rs. E vamo que vamo, porque agora falta menos!

Da Austrália para a Gazeta de Piracicaba

Do Rio para Bloomington, de Bloomington para Melbourne e de Melbourne para a Gazeta de Piracicaba 🙂

Hoje, domingo, acabou de sair uma matéria escrita pelo fofo do André Luís Cia, sobre cinco “Blogueiras Brasileiras… Cidadãs do Mundo”.

Quem quiser conferir, é só acessar o site da Gazeta  de Piracicaba, lá você pode conhecer um pouquinho da minha história 😉 Tem também história da Ann (Inglaterra) – Brasileiras Pelo Mundo – da Carol  (Hungria), da Karla (Israel) e da Martha (EUA)

não tá ruim, não, né, gente? 😛

 

fotcheenha na capa 😛

Quem diria, né? A carioca posando em jornal de São Paulo, rs

Blogagem Coletiva do MI: Dezembro na minha casa

A Blogagem Coletiva do MI deste mês é sobre as festividades de fim de ano, e como este ano ficaremos em terras australianas, longe da família, a boa é encher a casa de amigos!

Normalmente, os australianos comemoram com um almoço no dia 25, são raras as famílias que organizam a ceia na véspera. E tem mais, como aqui é terra de estrangeiro e a diversidade de nacionalidades é imensa, cada qual tem sua tradição. Tem até quem comemore o Natal só em janeiro.

E como a gente pode até mudar de país, mas não muda de cultura, teremos a ceia do dia 24 aqui em casa, que por sinal será bem eclética. Vai ter australiano, iraniano, chinês, russos, cingapurianos e, claro, brasileiros 🙂

No menú vai ter perú, farofa, salpicão, saladas, estrogonofe de camarão, presunto e até salada de bacalhau. Entre as sobremesas estará o famoso pudim de leite e se eu conseguir tempo, quem sabe até rabanada (ô perdição! rs). Os convidados internacionais também contribuirão com pratos típicos – a saber – então já viu, né? Uma ceia “torre de babel” pra todos os gostos:)

Este ano estou especialmente empenhada na decoração da casa, 1.montei nossa árvore branquinha e coloquei enfeites coloridos por camadas, como um arco-írirs; 2. fiz uma guirlanda usando bastidor e boá de plumas; 3. catei uns galhos secos do jardim, pintei com tinta spray, coloquei num vaso e ornamentei; 4. até uma árvore de washi tape numa parede vazia eu fiz; 5. usei um outro bastidor e umas folhinhas de papelão forradas com tecido pra decorar o lavabo; 6. fiz também umas mini-árvores de natal, usando cones de isopor, feltro e alfinetes de bolinha… E, gente ainda tenho que preparar comidas, lembrancinhas pros convidados, embrulhos de presente… aff… tenho é coisa na minha to-do list :).

Dá só uma olhadinha no que eu tenho feito por aqui

Quem passa e vê acha que eu sou uma desocupada, né? Quem me dera… E, guess what? ainda assim, com uma lista insana de coisas por fazer, aos 45 do segundo tempo, arrumei um tempinho pra registrar um pedacinho da cidade decorada pro Natal. Melbourne tá tão natalina, gente! 🙂

Querem ver um pedacinho da City? Vem comigo!

Agora, se vocês quiserem dar uma bisbilhotada no que anda rolando na casa de outras Mães Internacionais nesse mês de Dezembro, é só clicar no link 😉