A última do Vivi

Após muito torrar nosso saco, Vivi finalmente ganhou um canal no YouTube: SuperPlush Bros!, um canal onde ele posta os trailers que faz com os personagens do Super Mario Bros 🙂

O mais engraçado é que o moleque leva jeito pra coisa. Aliás, praS coisaS! Não só pra criar clipes engraçados pros trailers, como também pra falar com a câmera – sinceramente não sei a quem ele saiu! É um comunicador nato.

No domingo passado, estávamos “tapeando” no Txapela, quando, começamos a gravar uma entrevista com o Vivi. Usei uma faca como microfone (no vídeo, parece até que estou ameaçando o pobre Vivi, rs), o Mauricio usou o iPhone como câmera e lá fomos nós, na onda do Vivi. A entrevistadora é fraca, fala pra dentro, não tem muita presença não, rs, mas o entrevistado dá um show de carisma e desenvoltura – CHO-QUEI! O bichinho nasceu pro estrelato, hahaha

Assim que o vídeo for devidamente editado, será postado no SuperPlush Bros, não percam 😉

Enquanto isso, que tal darem uma olhadinha nos trailers disponíveis no canal do Vivi? Ele vai ficar super feliz se você der um like 🙂

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Em tempo: obviamente, a mamãe foi contratada às pressas, para improvisar uma imagem para a capa do canal 😛

O primeiro big crush em terras espanholas – amor de verão sobe a serra?

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Chegamos aqui não faz nem 3 semanas e Vivisauro já está enrabichado por uma espanholinha, rsrsrs

Detalhe é que ele me confidenciou a quedinha faz uns três dias e  pediu pra que eu não contasse pra ninguém. Não contei. Nem pro pai. E agora estou aqui contando pra quem quiser saber (e quem não quiser também), rs. Mas tudo bem, ele me autorizou – “contanto que ninguém do colégio leia seu blog”, me alertou 🙂

Hoje foi aniversário da rapariga, então, eu que já estou treinando pra ser uma sogra supimpa, sugeri que ele levasse pra ela uma cartãozinho e um coalinha. Ele adorou a ideia, “you are the best, mum!” Eu sei, eu sei… rsrsr

O bichinho tá tão in love que nem consegue dormir de tanta ansiedade. Já rezou pro Papai do Céu, pedindo que ele ajude pra que ninguém descubra sobre o crush e para que, amanhã, ninguém o veja entregando o mimo para a Ana (é este o nome da lambisgóia, rsrsrs).

Tô até vendo que esse moleque vai sofrer de amor um dia – Deus me dê forças, hahahah

Neste exato momento, já deitado na cama e ansioso demais pra conseguir pegar no sono, ele acaba de me fazer a seguinte pergunta: “mamãe, ano que vem podemos vir pra cá novamente? E eu posso ir pra mesma escola?”

Eu, como sempre, respondi: “vamos ver, meu filho…” (não quero esmigalhar o coraçãozinho do meu pequeno, né?)

PS. Será que ele esqueceu a Molly (o crush australiano)?


Atualizando: Vivisauro teve uma crise de tosse de cachorro a noite inteira e portanto não foi à escola esta manhã.

Achei que ele fosse ficar triste por não ver a Ana, mas na verdade ficou triste porque perdeu as aulas de inglês e de esportes, as únicas em que ele dá show e lidera a galera (no esporte, não por causa do futebol, claro, mas sim pelo talento no basquete, rs).

Ah! Um dos principais atrativos da Ana, além de ser cute, é que ela é boa no basquete. “Quase tão boa quanto eu, mamãe!” 😛

 

 

 

 

Extra, extra: mãe mente para filho e quase é descoberta!

Ai gente, esse mundo de hoje tá muito mudado, né? Antigamente – sim, porque eu sou de antigamente, rs – mãe mentir pra filho era coisa normal: “Papai do Céu castiga”,  “Se comer espinafre, vai ficar forte igual ao Popeye”, “Se você não se comportar, o papai Noel não vai trazer presente”, “Você já deixou a cenourinha pro Coelhinho da Páscoa?”… O que não faltam são exemplos de mentirinhas brancas (se existe inveja branca, existe também mentira branca, né não? Ou será que nem isso se pode falar mais sem que apareça alguém atribuindo o “branco” à discriminação? Aff, menor paciência pra isso!).

Anyway, o fato é que eu, assumidamente mãe imperfeita, conto sim, pequenas mentirinhas pros meus filhos – uma das maiores é que o sensor de movimento aqui de casa é uma câmera que o Papai Noel usa pra saber se as crianças estão se comportando direitinho :0| Tá, vai… eu sinto um pouquinho de vergonha. Mas bem pouquinho mesmo 🙂

Mas mentira, vocês sabem, né? A pessoa começa contando uma pequenininha e quando vê, está mais enrolada que linha em carretel.

Antes de ontem, Vivisauro perdeu seu terceiro dentinho e tava todo feliz que ia ganhar uma moedinha da Tooth Fairy (que fique bem claro que não fui eu quem contou essa mentirinha pra ele – eu apenas não desmenti. Vê se eu tenho coragem de destruir castelos de areia de criancinha?).

Na hora de dormir, ele, que junto com o irmão tem dormido as últimas noites no meu quarto (porque eles estão muito assustados com tudo e nada),  colocou o dentinho sob o travesseiro e dormiu feliz da vida, na expectativa da moeda.

Na manhã seguinte, ele acorda no susto e pergunta: Papai, mamãe, eu posso ver se a Tooth Fairy deixou minha moeda?

Eu, que ainda estava dormindo, gelei – A moeda!!!!!

Esqueci completamente de colocar a tal da moeda embaixo do travesseiro.

Ele ficou tão, mas tão triste, que morri de dó. “A Tooth Fairy não veio 😦 Este é o pior dia da minha vida (aos prantos)”

Naquele momento eu poderia escolher entre contar toda a verdade-verdadeira sobre a Tooth Fairy (e Papai Noel e Coelhinho da Páscoa), ou não. Eu escolhi  o que vem depois do “ou”.

“Meu filho, só tem uma explicação (esta parte até é verdade, rs): A Tooth Fairy não existe deve ter ido no seu quarto e como não viu ninguém na cama, foi embora…”

Vivi: mas e agora? Ela nunca mais vai voltar??

Mãe mentirosa: Quando isso acontece, filho, ela volta no dia seguinte, até porque, ela precisa dos dentes, né? Ou você acha que ela iria sair por aí dando moedas SÓ porque um dente caiu? Ela certamente usa esses dentes para alguma coisa – dentaduras talvez? (e a mentirinha estica as pernas). Vamos fazer o seguinte, esta noite você volta a dormir no seu quarto (yes!), coloca o dente de baixo do travesseiro e a gente vê no que dá.

Vivi: Eu posso deixar também um recadinho, explicando o que aconteceu, o que você acha?

Mãe mentirosa: perfeito!

E assim, naquela noite ele foi dormir até mais cedo. Colocou o dentinho sob o travesseiro junto com um recadinho e na manhã seguinte, quando acordou, pulou da cama eufórico e veio correndo e gritando: mamãe, papai!!! A Tooth Fairy veio e deixou um saco de moedas!!!! Este é o melhor dia da minha vida!!!

Mãe mentirosa:  Nossa, filho, um saco de moedas?!?!? (Nossa, como eu to dissimulada) WOW!! Você é very lucky!

Vivi (uns minutos mais tarde): eu só não entendi uma coisa… Esse saquinho é muito grande. É maior que a Tooth Fairy! Como foi que ela carregou? Ou… será que foi você que colocou as moedas lá?

Mãe mentirosa: Eu?!?!! (bancando a indignada), como assim, Vivi? Eu tenho mais o que fazer, né não? (esta parte até é verdade, rs). Além do mais, como você sabe o tamanho da Tooth Fairy se você nunca a viu?!

Vivi: É… Você procura aí no seu iPhone informações sobre a Tooth Fairy, por favor?

Mãe mentirosa: Outra hora, meu filho, você está ficando atrasado pra escola. (ganhar tempo é preciso)

E assim, a mamãe aqui é quase descoberta mentindo. Mas ó, mentirinha de fantasia que não machuca e faz feliz. (cada um dá a desculpa que quer, rs)

Sobre dentes e mentiras (brancas)


Esta semana, Vivi que já estava mega ansioso com o dente mole, finalmente ficou banguela. Se bem que banguela mesmo não ficou, já que o dentão permanente (e afoito) nasceu e cresceu antes do de leite cair, rs

Eu, claro, tinha que arrancar o primeiro dentinho do meu primeiro filhotinho. Esperei longos 5 anos, 9 meses e 19 dias, mas o dia finalmente chegou. E foi à noite, logo após o jantar, que arranquei o dito-cujo.

Vivi gargalhava de alegria, eufórico como nunca vi! O sangue rolando solto e ele rindo, feliz da vida. Vai entender esses meninos!

Segurou o dentinho miúdo até a hora de dormir e quando o momento chegou, colocou-o sob o travesseiro e me perguntou preocupado: “mas mamãe, como a tooth fairy (fada dos dentes) vai entrar aqui em casa?”

Ao que eu respondi: “ah, meu filho, não se preocupe, ela dá um jeito! Papai Noel que é muito maior entra, não entra? Então!”

E neste momento, me senti uma enganadora-mentirosa – mas fazer o que? Quem nunca fez no chão as pegadinhas do coelhinho da Páscoa que atire a primeira pedra, rs

Tá achando que nóis é jeca?

Dia desses, numa sexta-feira, recebi uma ligação do Colégio do Vivi me pedindo que fosse buscá-lo porque ele estava com diarréia. Como eu estava sem carro, passei a incumbência pro marido que teve que sair do trabalho bem mais cedo.

O curioso é que ao chegar em casa, o bonitinho tava normalzinho e não teve nada que se assemelhasse a tal da diarréia.

O fim de semana foi ótimo também e só lá pelo meio da tarde de Domingo foi que ele, após procrastinar o quanto pôde, ficou tão apertado pra ir ao banheiro que teve um pequeno acidente já chegando ao banheiro. Mas não chegou a ser um big deal. Depois voltou a brincar e em nenhum momento reclamou de nada.

Pois bem, chegou segunda-feira, dia de escola! Acordou de cara amarrada e, quando já estava de uniforme, se jogou na cama e se contorcendo, reclamou: to com dor de barriga… Acho que estou com diarreia… (Com aquela voz espremida)

Aham, tá bom, pode deixar que eu acredito…

Sem nem dar atenção, apressei o bonitinho pra Escola.

Já era meio-dia quando meu celular tocou. Adivinha? Era da Escola! A professora preocupada pedia que eu fosse buscá-lo porque o pobrezinho estava muito mal (aham…) e havia sido encontrado no banheiro chorando!

Lá fui eu. Catei o Nick, que fez uma gritaria enorme (nova moda) e fui buscar meu aprendiz de Pinóquio.

Chegando lá, vejo um Vivi com cara de coitado, mas que logo se animou com a perspectiva de voltar pra casa. Enquanto o Vivi foi, todo faceiro, buscar sua mochila, conversei brevemente com a professora sobre como achávamos que o espertinho estava tentando nos manipular.

Eu que não me cuide! Vai ser esperto assim lá longe! Rs

Em casa, mandei-o pro banho e depois descansar. No TV, no play time. Claro que não demorou pra que ele reclamasse de fome. Ofereci uma maçã, Mas ele recusou. Também, com comer maçã, sentindo cheirinho de macaroni & cheese especial da mamãe? Fez tanto drama, que acabei dando pra ele.

Pergunta se ele teve dor de barriga novamente? Claro que não!

Mas aposto que amanhã de manhã ela aparece novamente 😉

Mas já avisei no Colégio: Fiquem de olho nas artimanhas do menino! Ele é danadinho!

Tá pensando que nóis é jeca?

Em tempo: sabem porque ele estava chorando no banheiro?? A verdade verdadeira é que ele não curte limpar o próprio bumbum, tem nojinho, posso??? Então ficou lá fazendo um drama em voz alta pra ver se uma alma caridosa vinha socorrer. Deu certo. Sempre dá.

“shoes and germs”

Aqui em casa é assim, cada criança tem (pelo menos) um T.O.C.

O Vivi com os germes e o Nickito com os sapatos – tá, o nick tem outros, mas achei que este dava um título melhor pro post, rs

Os germes:

Meu nem-tão-pequeno Vivi está cada vez mais apavorado com os tais dos germes. Chegou ao ponto de, noutro dia, não colocar a mochila nas costas, porque um amiguinho implicante, já sabendo do seu “probleminha”, deu um beijo em cada ombro dele. Resultado? “o fulano de tal passou germes pra mim! não posso colocar a mochila!”

Eu: Mas meu filho, você não tem que se preocupar com os germes, até poruqe eles estão em toda parte – mas isso não quer dizer que eles vão te fazer mal…

Ele: Eu odeio germes! Assim que chegar em casa vou tomar banho!

(e assim foi.)

E reações como esta acontecem a todo momento, até quando ele está super distraído, de repente dá o clique. Às vezes, nem receber beijinhos dos amigos/tios ele quer: “germs!” Dar um pouquinho da sua água pro amigo que está morrendo de sede? No way! Germs, só se for da família (mamãe, papai e Nick), que são germs amigos.

Agora, não me perguntem de onde ele tirou isso, porque eu não sei! Claro que eu ensinei o bonitinho a sempre lavar as mãos antes das refeições, após ir ao banheiro e sempre que chega em casa – coisa que ele sempre faz! Lava com sabão e nem preciso mandar.

Mas, juro, nunquinha botei o terror, nem nunca falei de germes. Dizia apenas que ele deveria lavar as mãos pra ficarem limpinhas e cheirosas – tá, e pra não ficar com bichinhos na barriga :0|

O lado bom é que ele realmente é muito asseado, mas em compensação, as situações pelas quais ele me faz passar… jesusu-maria-josé! Não tenho onde enfiar a cara.

Os sapatos:

Nickitito-farofinha, por sua vez, está com cada vez mais manias e a dos sapatos é das mais recentes.

Às vezes, quando acontece de estarmos atrasados pra levar o Vivi à escola, cato o Nick de pijama mesmo e ponho no carro, mas quem disse que o miudinho aceita sair de casa sem sapatos??? O pior é que muitas vezes não serve qualquer sapato, tem que ser OS sapatos, aquele par que ele quer naquele momento. E ai de mim se não calçar os benditos nele: é uma gritaria danada! “my shoes, my shoes!”

Eu explico que ele não vai sair do carro, mas ele grita: “my shoes!”

Eu digo que a mamãe leva ele no colo, mas ele implora: “my shoes!”

Eu finalmente pego o primeiro par de sapatos/chinelos que encontro pela frente, e ele: “não, esse não!”

Gente, não é fácil. Tinhoso demais esse molequinho.

Hoje, por exemplo foi um desses dias, quando eu tive que catar o bonitinho de pijamas e levar pro carro. Como ele estava sem meias, peguei um par de chinelos e, não sei como, ele aceitou – beleza!

No meio do caminho, um chinelinho caiu no chão do carro. Pra quê?? Foi um auê, uma gritaria – até que o papai, que estava de co-piloto, resolveu pôr um fim no escândalo. Como? Pegando o chinelo e calçando o bonitinho, claro 🙂

É muito óbvio quem manda nessa casa 🙂

“I’m American!”

“I’m not Brazilian, I’m not Australian…  (pausa dramática) I’m American!” Isso é o que sempre fala meu molequinho mais velho. E quando algum desavisado tenta contestar, ele pergunta: “onde eu nasci? foi no Brasil? foi na Austrália? Não, foi nos Es-ta-dos-U-ni-dos, então, eu sou o que?Americano!”

É, pelo visto o patriotismo dos americanos habita a alma do nosso primogênito, que não aceita ser chamado de carioca (mesmo o seu sotaque sendo tão chiado quanto o da mãe), tampouco de Brasileiro (o que? só porque papai e mamãe são brasileiros? besteira!), muito menos de australiano, muito embora tenha um sotaque Ozzie invejável.

É, ele é americano. Só um americano pode ser tão patriota assim. Acho que ao nascer naquele país, ao respirar pela primeira vez ares da terra do Tio Sam, os bebês são impregnados pelo sentimento ufano, pelo amor à bandeira e pelo orgulho americano, só pode.

Seja como for, se não quiser arrumar briga com nosso americaninho, não o contrarie: americano sim senhor, rs.