feita a cirurgia

Eis que chegou o dia da tão adiada cirurgia e a hérnia que tomava conta da cavidade do meu pobre umbigo foi extraída, sem dó nem piedade, fazendo desaparecer a bolota horrorosa que me acompanhava desde a última gravidez.
O procedimento foi ontem pela manhã (6/01/12) simples e rápido, lembro-me apenas do gosto amargo do “Boa Noite, Cinderela” e após trocar umas palavrinhas com o marido (pedindo que ele não permitisse o uso da sonda),só lembro de acordar já em outro quarto e ainda meio zonza responder, murmurando, à enfermeira que me perguntava se preferia as luzes apagadas.
Caraca, vou te contar, eita pilulinha danada! Maridinho jura que eu troquei palavras com o medico após a cirurgia e que até ri da piada que ele fez sobre ter deixado uma cicatriz em forma de boomerang, conforme previamente combinado, ha! Mas eu, eu não lembro de nadinha. Só voltei a mim lá pelas 4 da tarde quando o marido retornou de uns exames que foi fazer (o próximo da fila é ele, com três micro cirurgias, mas é coisa simples, não se assustem…. Que “férias, hein!”).
E eu que pretendia vir pra casa ainda no mesmo dia, mudei de ideia rapidinho quando percebi que levantar pra fazer xixi não estava sendo assim tão trivial. Levei bem uma hora entre perceber que estava apertadíssima e conseguir fazer o danado do xixi. Só mesmo após o efeito da anestesia ter passado completamente foi que consegui ter controle sobre os músculos necessários à execução da corriqueira tarefa. Nem falar consegui direito, muito estranho.
Enfim, bye-bye, hérnia e welcome boring days. As crianças despachamos pro sítio (ai que saudade!), onde ficarão com vovô, vovó, titia e priminhos, já que seria impossível ter ao meu lado meu carrapatinho (also known as baby Nick) uma vez que não posso de jeito nenhum levantar peso. Alias, só quero ver como vai ser, porque a recomendação é não levantar peso ou fazer qualquer exercício idealmente por 3 longos meses, sendo que embarcamos de volta pra casa em pouco mais de um mês, que tal?
Fora isso, não posso subir escadas e pra deitar, sentar e levantar tenho que apoiar o peso nos braços, nunca no abdômen. Diliça!
Ah sim, claro que o dia hoje amanheceu lin-dís-simo e ao sair da clínica me deparei com uma lagoa cintilante e aquele arzinho matutino do verão carioca que ha muito não sentia. Um presente (de grego, claro), pós check out do hospital. Damn it! A praia ficou cheia hoje e eu não pude sequer ir à piscina. E agora tô aqui entocada no poleiro colocando o rosário de posts em dia, porque amanhã é dia de aproveitar a ausência dos meninos (ai que saudade! – mas acho que já disse isso) e dar um gás na formatação do site. Sim, sim, sim, o HomeSweetener, apesar de um tantinho atrasado, está super de pé! Na verdade não vejo a hora de colocá-lo no ar e por isso mesmo andei dando uma simplificada báaaasica pra pode lançar logo o bendito, deixando pra depois as ramificações planejadas.
 
Em tempo: enquanto aguardávamos pra efetuar o pagamento na recepção, meu querido marinho sabiamente comenta: “estranha essa sua cirurgia, né? Você entra na clínica e sai sem nada, nem um bebê, nem um airbag…”- vale ressaltar que a clínica era especializada em cirurgias plásticas e que eu estava lá assim como peixe fora d’água. Mas não há de ser nada, agora só entro novamente numa fria dessas se for pra sair com meu terceirinho nos braços, ou, who knows, airbags novinhos 😉

quase dois meses na terrinha

É, gente, tudo na vida tem um limite, inclusive o tempo fora de casa, da rotina, de ter as rédeas da vida em nossas mãos. Sinto falta de chegar em casa, de cozinhar, de ir ao Mercado, de colocar as crianças pra dormir no quartinho delas, de organizar meus eventos, de trabalhar no meu projeto, de ter o controle da situação.  Infelizmente acho que dessa vez exageramos e agimos no impulso quando decidimos passar 3 meses fora de casa. Três meses é muito tempo, muito mesmo! E por mais que estejamos aproveitando bastante, chega um momento que a falta que se sente de casa, do nosso bom e velho dia-a-dia é tão grande, que começa um conflito interno entre querer voltar e saber que vai morrer de saudade do tempo que passamos aqui. É dose!
Confesso que neste exato momento, meu descontentamento maior é por conta do comportamento irritantemente mimado do meu filhote maior que anda passando dos limites diariamente. Vivisauro anda atacadíssimo, a ponto de gritar “eu quero isso agora!!!”ou então “não quero comer isso porque é eca”  e chega ao ponto se debulhar em lágrimas porque não quer engolir o suflê de cenoura “eca”. O problema foi que desde que chegamos aqui, fui afrouxando as rédeas e o bonitinho, quando tem plateia faz um show daqueles caprichados, de deixar qualquer garoto mimado no chinelinho. Nessas horas eu penso: se estivéssemos em casa, isso não estaria acontecendo. Mas fazer o que? É muito difícil manter o controle quando a vida está assim tão solta, e criança, vocês sabem, precisa de regras, limites e isso anda em falta por aqui e é por essas e outras que we miss home. Sim, “we!”, até mesmo o Vivi, apesar de todas as vantagens e regalias, tem me perguntado diariamente: “mamãe, a gente pode voltar pra Austrália hoje?” – ele morre de saudades da nossa casa, da creche, dos amiguinhos e claro dos brinquedos que o estão esperando lá na terra do cangurú (o que me faz lembrar que o Papai Noel Australiano prometeu entregar uma bicicleta e uma scooter na casa nova, OMG!)

brasil engorda?

Cheguei aqui no Brasil magrinha magrinha. Tão magrinha que queria mesmo ganhar uns dois quilinhos pra me sentir melhor, mas confesso que não nutria grande esperança, já que nunca ganhei peso em férias no Brasil. Mas dessa vez foi/está sendo (?) diferente.
Na minha opinião, Brasil não engorda, mas vir ao Brasil e passar mais que um mês e meio pode engordar sim, ainda mais se for regado a jantares maravilhosos, daqueles que se come rezando – e como dizem por aí, pela manhã deve-se comer como um rei, no almoço como um príncipe e no jantar como um pedinte.
Eu, que sou apreciadora de uma boa gastronomia, tenho que dizer que temos tido experiências fantásticas em nossos jantares e aí, meus amigos, sabem como é né? A circunferência abdominal dá uma aumentadinha básica, né? Graças a Deus, não ao ponto de perder roupa, ou melhor, de recuperar roupa, já que antes de chegar aqui havia perdido muitas delas, mas ainda assim, após quase dois meses na Terrinha preciso confessor: Brasil engorda. O pior é que ainda falta 1 mês! 

adeus ano velho

Aqui estou eu no ultimo dia do ano, tirando uma folguinha enquanto bebezuco dorme e tentando colocar o assunto em dia. A quantidade de posts é grande, mas nada absurdo após quase 3 meses sem dar as caras, né? Mas minha promessa de Ano Novo é que os posts serão semanais e não virão mais assim em enxurrada após a seca. Outra promessa é que teremos um endereço novo, um layout novo. Ano Novo, cara nova, ops, casa nova (real e virtual). Após 7 anos blogando em diferentes endereços virtuais, vamos finalmente comprar nosso domínio – já que ainda vamos demorar um pouquinho pra comprar nossa casinha real, vou realizar o sonho da casa própria no mundo virtual. Então anotem aí, em 2012 nosso blog vai mudar um tantinho, mas enquanto isso não acontece, continuamos por aqui. Pros meus leitores desejo um 2012 de amor, conquistas, muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender 😉

tia K e tio Ricardo


Só pra não perder o costume, uma notinha sobre o ultimo encontro do ano: Tia K e tio Ricardo vieram lá dos EUA passar as fe
stas de fim de ano aqui no Rio e fizeram um pit stop aqui pra nos ver (após um ano inteirinho), que delicia foi reencontrá-los. Eles que fizeram parte do nosso dia-a-dia em nosso primeiro ano de Austrália (ano e meio na verdade) e que marcaram presença lá em casa e aqui no blog, nos deram o prazer de um dia juntos. Colocamos o papo em dia, almoçamos e tia K ainda brincou feito criança com os meninos – sim, porque não basta ser tia eleita, tem que participar e tia K participa mesmo: tira o salto e corre descalça no parquinho, uma beleza!
Esses eu tenho certeza, só passaram pela Austrália pra cruzar nosso caminho e virar parte de nossas vidas. Tem amizades – mas somente as verdadeiras – que são assim, vem pra ficar e a tia K e o tio Ricardo são desse grupo de amigos que fizemos pelo meio do caminho que valem ouro.

Deixo aqui o registro da visita deles e o desejo de não levar mais um ano pra revê-los.

bebezuco e suas transformações

Como a gente bem sabe, um mês na vida de um bebê é tempo pra caramba, dá pra aprender muita coisa, mudar a fisionomia, falar as primeiras palavras, aprender novos truques, gracinhas, dancinhas, é tempo suficiente pra se tornar uma criaturinha pirracentinha e ao mesmo tempo encantadora.
Baby Nick não é diferente. Em pouco mais de um mês na terrinha a diferença é gritante. Bebezuco transformou-se no beijoqueiro de plantão – é um tal de dar beijos estalados e abraços beeeeeem apertados que eu vou te contar, um sucesso! O mais interessante é ver que a compreensão dele é fantástica porque muitas vezes esse espetáculo de beijos e abraços ocorre logo após ele fazer alguma coisa errada, como um pedido automático de desculpas, como quem diz “tá, eu errei, mas olha como eu sou fofo”. E é mesmo, um poço de fofura.
Ás vezes, quando é contrariado, nosso bebezinho, o encrenqueirinho de plantão larga a mão em quem o contrariou, ou joga em direção ao contrariador o que quer que esteja em sua mão, ou morde, ou dá um daqueles caprichados beliscões, mas em seguida distribui os tais beijos estalados e abraços apertados e segue a vida. O pequeno é tão danado que muitas vezes, quando está prestes a dar um tabefe no irmão, me dá uma olhadinha assim de rabo de olho e transforma o que seria um tapa num carinho daqueles que bagunçam o cabelo do acarinhado. Um sem vergonha.
Outra coisa muito engraçada é ver sua reação ao ralharem com ele. “Nananão, Nick, pára com isso!” Ao ouvir qualquer repreensão o bonitinho escolhe sua ação, que depende claramente de quem brigou com ele: ou finge que não é com ele e segue a fazer sua arte, ou pára, fica de cócoras encosta a cabeça no chão e chora um choro de uma mágoa profunda a ponto de soluçar.
Nikitito é o bebê-alegria, vive esbanjando sorrisos, espalha simpatia, mas é também, vejam vocês, muito tímido e quando vê pela primeira vez uma pessoa, abaixa o rosto envergonhado, vira o pezinho como um personagem de desenho animado, uma fofura de ver.
Fora isso, bebezuco também sabe dizer não direitinho e balança a cabeça com força total quando não quer alguma coisa. Também gosta de virar a cara pras pessoas, às vezes pra fazer charme, outras pra fugir do assédio mesmo.
Baby Nick adora cantarolar e tem uma canção pra cada ocasião, são várias melodias, tem pra hora de comer, pra hora que vai dormir (inclusive, quando ele quer que eu cante, sempre dá a deixa “naaaaananananaaa”), pra quando está brincando, pra quando está agarrado aos cabelos (sim, como o irmão, ele adora cabelo!). É bom também de imitações, imita o gato sacudindo a cabecinha, o cachorro com a língua de fora, faz brrrrrr e até indiozinho. A-do-ra bichos! No sítio ele vive encantado pela gatinha, pelos cachorros Rubinho e Mabel e, pasmem,  pelas galinhas, sua categoria predileta. Não pode ver uma cocó que fica doido, quer ir atrás e não tem medo de ser bicado não, um perigo! Recentemente se encantou também pelos beija-flores.
Meu nem-tão-pequeno é um bichinho altamente genioso, tudo tem que ser do seu jeito senão cria um banzé daqueles. Tem várias manias e diria que a principal delas é andar com uma ou duas colheres na mão. Tem dias que ele dorme e acorda com a colher na mão e passa o dia inteiro assim, não larga nem pra fralda, nem pro banho – o pai dele diz que é pra poder reivindicar comida com mais facilidade e eu até acredito porque, minhanossasenhora, esse bichinho come, hein! Em nossa primeira semana aqui, ele parava perto da fruteira e comia de 6 a 7 bananas de uma tacada só, assim uma atrás da outra. Outra coisa que se deixar come a dúzia é o tal do Danoninho. Dá até medo de ver.
A hora do banho não tem sido mais tão tranquila como costumava ser e não há santo que o faça sentar na banheirinha, mas se anima todo se num dia quente for levado pra piscina ou mesmo pra um bom banho de tanque! Mas banho mesmo, com sabonete e shampoo, tem sido resolvido no chuveiro, no colo da mamãe. Tenso.
Só pra encerrar o balanço das transformações do Bebezuco neste último mês, diria que sem sombra de dúvida, ele é muito diferente do Vivi com a mesma idade – como pode ser tão diferente! Enquanto Vivisauro era emburradinho (como a mãe e o pai quando bebês), Nikitito é só simpatia.  Enquanto Vivisauro tinha uma preferência clara por colos masculinos, bebezuco é o oposto absoluto e os únicos que escapam da regra são o papai e o vovô William. Nikitito interage lindamente com os primos, dança, ri, roda-roda, bate o pé, se joga no chão, só falta dar cambalhota 🙂, sem falar que monta lego e se interessa por todo tipo de brinquedos, enquanto o Vivi só foi se interessar por interagir com outras crianças ou por fazer uso de seus brinquedos muito tempo depois.
Mas é assim, né? Mesmos pais, mesma criação e pessoas completamente diferentes. Fico imaginando como seria o terceirinho…