Terceiro dia de férias – mais praia, mais sol e mais água fresca

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O dia hoje começou com água de coco (acho que bebi uns 2 litros de uma vez!), granola feita em casa e suquinho de abacaxi com melancia fresquinho. Devo dizer que a casa é tão agradável que dá uma certa preguicinha de sair. Tão gostoso o ambiente… e o mais engraçado é que, por razões completamente diferentes nós e as crianças estamos adorando o tempo que passamos em casa. Eu e o marido curtimos por causa da tranquilidade, do espaço lindo, agradável… já os meninos, adoram o layout da casa, as janelas baixinhas (ótimas para pular – sim, eu deixo) e os jardins: tudo perfeito para as brincadeiras de espionagem e esconde-esconde 🙂

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Por essas e outras, fica difícil convencer as crianças a sair – ir à praia pra quê se temos uma senhora infra em casa?

Mas, como quem manda aqui sou eu (cof cof) tomamos café, enrolamos um pouquinho e saímos rumo à praia, a mesma de ontem, a boa e velha Sanur Beach, com suas águas mansas – aliás, este foi um dos fatores determinantes para a escolha da região em que ficaríamos. Fica numa praia de surfistas, definitivamente, não era uma opção.

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O mole do dia foi termos seguido uma sugestão do guia que a dona da Villa nos enviou: ela aconselhava ligar para um beach club e agendar uma cabana na praia (aquele kit básico de toalhas, cadeiras e guarda-sol + acesso ao banheiro, chuveiro e piscina do clube). Se arrependimento matasse…. Tão fraco, mas tão fraco, que nem no restaurante do clube comemos. Definitivamente foi o dinheiro mais mal gasto até agora, mas fazer o quê? Acho que toda viagem nos dá direito a um engano. Espero que tenha sido este o nosso, rs

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A verdade é que as crianças curtiram o espaço, curtiram a piscina e ficaram um pouco decepcionadas quando resolvemos não almoçar lá (pô, o menu tava sofrivelmente básico). Às vezes acho que nós (eu e o Mauricio) estamos ficando muito exigentes com as coisas. Talvez estejamos ficando velhos, rs – ele mais do que eu. Só Deus sabe o estresse que me causa cada viagem que fazemos. Estou sempre preocupada se o marido ficará entediado, ou se vai achar que estamos fazemos muitas atividades. Aff…

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Anyway, saímos do tal beach club e fomos almoçar num restaurante na rua de dentro, sem vista pro mar. Fizemos bem? Não sei, porque a comida estava bem ordinária – gostosinha, mas ordinária, saca? Aliás, descobri que não sou apenas eu a exigente com comida. Nickito mandou a real: “mamãe, a gente pode voltar pra Austrália?”

Eu: por quê, meu filho? Não tá gostando de Bali?

Ele: Tô sim! Mas eu tô com muita saudade dos restaurantes da Austrália: o indiano, o tailandês, o chinês, o malasiano, o coreano…

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Oh well, à noite pedimos comida em casa, um restaurante indiano super bem recomendado mas que levou mais de uma hora para entregar e ainda mandou a comida em saquinhos (peloamordedeus). A comida tava até gostosinha, nem perto do que é nosso indiano em Melbourne, mas tava decente, o problema é que àquela altura já estávamos com má vontade e com muito sono – pô, a previsão de entrega eram 20 minutos e levou uma hora a mais.

Mas amanhã é um novo dia e o importante é que o dia de mico já passou 😉

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Descobertas até agora:

– As porções balinesas são super pequenas, seja de batata frita, de salada, de arroz no restaurante ou do pacote de pão ou de biscoito no mercado. Até os potes de shampoo e condicionador são minúsculos, mais parecem amostra grátis.

– Não é em todo lugar que come-se bem.

– Assustador como as pessoas se deixam depreciar aqui. Conversando com a massagista ontem, fiquei em choque com ela dizendo que a pele dela era feia (pele linda, gente! Sedosa, saudável, nem rugas tinha), porque era marrom. Segundo ela, marrom é cor de macaco e os homens não gostam, então é muito difícil “arrumar marido”, porque os homens preferem mulheres mais claras. Morri.

– Os próprios locais demonstram preconceito com seus iguais, se diminuem e exaltam o estrangeiro. Triste apenas.

– Como em todo lugar, acham que “nóis é jeca” e, nas barraquinhas, dão o preço de acordo com o look da pessoa. Cobram o que acham que a pessoa vai pagar. Tipo, não me importo de pagar mais, não mesmo, porque sei que é uma forma de ajudar a melhorar um pouquinho, ainda que momentaneamente a situação da pessoa, mas não gosto de ser passada pra trás. Dou uma gorjeta boa, mas não tente me vender por 20 uma coisa que vale 2 porque eu vou embora e você fica sem a venda e sem a gorjeta.

– Há que se ter paciência com os vendedores (de bugiganga, de esportes aquáticos, de massagem…), porque muitos deles te perseguem até quando você está apenas caminhando pela praia. Se há uma coisa que me incomoda é ser perseguida por vendedor, seja onde for, odeio, por exemplo, vendedora de shopping no Brasil que fica querendo ajudar, ou ver como está a roupa. Odeio. Mas aqui, tento ter mais paciência porque, a realidade deles é cruel. É muita pobreza, gente.

– As pipas balinesas são lindas! O céu está sempre enfeitado e algumas são tão bem feitas que se confundem com pássaros. Preciso levar uma para colocar na decoração da casa nova.

– O trânsito de Bali é meio sem lei, um mar de motocas carregando até 4 pessoas sem capacete, incluindo bebês de colo. Por outro lado, eles dirigem devagar, quase em fila. Nos carros não se usa cinto de segurança e a mãe carrega o bebê no banco da frente. Os policiais só multam os turistas.

– O povo balinês é extremamente cortez, religioso e sorridente. Estão sempre dispostos a ajudar. Por outro lado, me impressionou o descaso com o ambiente. Vimos lixo pelo chão e crianças descartando latas, copos e embalagens de plástico como se fosse água.

– Ninguém entra de sapato em casa.

– O povo me pareceu muito trabalhador, muito dedicado aos seus afazeres.

– Religião aqui é coisa séria, a base da cultura Balinesa.

– calçada é artigo raro por aqui.

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