Ah, Austrália… (um breve, mas significativo, paralelo com o Brasil)

E aí, o sofá que você comprou, toda prosa, com um desconto maneiro, graças ao cartão de fidelidade da loja, duas semanas depois entrou na promoção. Não uma promoçãozinha, não, uma bela promoção: 260 dólares de desconto.

O que você faz? Senta e chora? Bom, eu não.

Mês passado, finalmente comprei o sofá que eu andava paquerando há tempos. Um sofá de couro lindo e super stylish, que apesar de não ter os pés que eu queria, não me deixou resistir ao seu charme – sem falar que o preço estava ótimo.

Pois bem, duas semanas se passaram e não é que o bendito entrou na promoção?

Só que, como eu moro na Austrália e não no Brasil, no mesmo dia em que o sofá entrou na promoção, recebi um email da loja dizendo que depositaram a diferença no meu cartão de fidelidade.

(Pausa para o choque)

Sim, me deram um crédito de 262 dólares para gastar na loja.

Tá, se eu quisesse devolver o sofá e comprar novamente (com o desconto), poderia (sim, poderia!) e, neste caso, teria o dinheiro de volta no banco ou na carteira, maaas, para devolver o sofá, daria uma certa mão de obra, não é mesmo? Além do mais, eu já estava paquerando umas outras coisinhas na mesma loja (que também entraram na promoção) , então foi ganha-ganha.

Agora, imaginem a frustração se eu estivesse no Brasil? Iria receber, quando muito, um sonoro “lamento, senhora”, né não?

Aqui, o cliente é tratado a pão de ló – como deve ser! Já no nosso Brasilzão….

Uma vez, de férias no Brasil (na época morávamos nos EUA), passei na Casa e Vídeo (para nunca mais!) para comprar um brinquedo. Achei o que procurava e o produto estava na prateleira, junto aos seus iguais, com uma etiqueta logo abaixo que mostrava a promoção (50% de desconto). “Nossa, que sorte!”, pensei. Entretanto, no caixa veio a surpresa e o aborrecimento: aparentemente, o brinquedo não estava no lugar errado, mas a etiqueta estava. Como a descrição na etiqueta dava a entender que era sobre o brinquedo em questão, reclamei, poxa! Isso é enganação.

O pouco caso com que me trataram, a forma desrespeitosa e debochada com que conduziram o assunto fez meu sangue ferver. Não bastasse a falta de tato dos vendedores, nem mesmo o gerente mostrou-se digno do cargo. Que raiva! Reclamei, comecei a me exaltar, mas resolvi/consegui engolir a seco e ir embora (claro, sem levar o brinquedo). Fui embora indignada para nunca mais, eu disse NUNCA MAIS, pisar numa casa e Video novamente.

(Nessas horas, quem passa e ouve uma pessoa revoltada dizer “é por causa de situações como esta que eu não moro mais neste país que, dentre outras coisas, não respeita o consumidor” acha que é frescura de gente metida a besta. Aff)

Isso faz mais de 10 anos e até hoje, aqueles dia está vivo em minha memória.

Claro que no Brasil, isso não é exclusividade da Casa e Video. Eu mesma poderia contar aqui e agora mais umas 5 experiências ruins em estabelecimentos diferentes, mas pra quê, né? Prefiro dar graças a Deus por não ter mais que ser submetida a situações como aquela.

Ah, Austrália… te dedico meu amor eterno.

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