Entrando no clima de despedida: minha casa (e meu coração) de portas abertas – parte IV

Eh, gente, a coisa está cada vez mais real, a ficha vai aos poucos caindo e eu começo a permitir que a saudade tome conta. Sim, aquela saudade antecipada já conhecida que me acompanha em tantos momentos.

Hoje bateu saudade desta minha casa, onde passei os 4 últimos anos. Desta casa que há dois dias vem esvaziando, perdendo a forma, abrindo espaço pra minha saudade entrar.

Esta foi a casa em que moramos por mais tempo, desde que nos casamos. Foi a casa mais barulhenta (barulho de crianças) no lugar mais silencioso (mentira, nosso primeiro apê lá em Bloomington também ficava num lugar beeeeeeem silencioso). Foi a casa em que os meninos, juntos, correram ao redor da mesa, subiram e desceram as escadas, também correndo, incontáveis vezes. Foi onde nós quatro fizemos muitas coreografias juntos ao som das mais variadas músicas, onde cantamos, jogamos infinitas partidas de uno, foi onde eu e o marido mais cozinhamos juntos, onde, deitados no sofá amarelo (que já partiu para uma nova vida), assistimos vários filmes, com um olho na TV e outro lá fora, no parque em frente, onde os meninos tanto brincaram.

A casa vai ficar pra trás, mas carregaremos um pedacinho dela com a gente, um pedacinho do tamanho de mais de quatro anos, recheado de infinitas lembranças: as gostosas e também as tristes. Vivemos tanto nesta casa! Há tantas histórias entre estas paredes. Tantos amigos já passaram por aqui, tantas foram as festas, as celebrações, os jantares e almoços – combinados ou de improviso. E eu vou levar isso tudinho comigo, na memória, nas fotos, no coração.

Uma nova casa nos espera, um apartamento com bem menos espaço, num lugar muito mais barulhento e agitado. Vou finalmente voltar para a vida cosmopolita, justo agora que eu havia me acostumado aos ares dos suburbs. A vida será diferente, eu acho. Ou não. No fim das contas somos nós que fazemos a casa, não é mesmo? Sei que os primeiros meses desafiarão minha sanidade, sei que me depararei com momentos difíceis, sei também que a barreira da língua é real, mas apesar de estar, sim, estressada pra caramba, estou também de peito aberto, meio que ansiosa para começar logo a vida nova. Para mim, a angústia da espera é sempre a pior parte.

Hoje, enquanto retirava os álbuns da estante (que foi vendida), não pude me conter e folheei alguns. Ô nostalgia! Foi aí que decidi que “na hora do recreio” iria postar aqui um tour pela nossa quinta casa.

Catei fotos que estavam espalhadas (umas estão sofríveis, eu sei), fotos de épocas diferentes, algumas bem antigas, outras bem recentes, um apanhado geral do que foi/tem sido este nosso lar, durante estes 4 anos.

Pode entrar que a casa é sua 😉

Esta é a área mais utilizada da casa e compreende sala de TV, sala de jantar e cozinha. Algumas coisas mudaram ao longo do tempo, mas a base (sofá amarelo e mesa escura) seguiram conosco durante toda nossa estada na terra dos cangurus. O Detalhe é que a mesa era para ser de madeira clara, mas o marido pegou a mesa errada e acabamos ficando com ela mesmo, rs

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E já que a mesa era escura, acabamos optando por estantes e móvel de tv no mesmo tom (muito embora eu nunca tenha curtido muito a ideia).

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Meu sofá amarelo era a minha paixão e ele até que sobreviveu muito bem a dois molequinhos. Hoje, ele habita outra casa, de filhos de Brasileiros, para minha alegria 🙂

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Notem que há projetinhos DIY por toda parte 🙂

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O que eu mais curto nesta casa é a iluminação natural: luz por todos os lados! Adorooo!

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Adoro também os detalhes que só uma casa decorada aos poucos tem: o galhinho em cima da moldura na parede eu encontrei aqui fora na calçada 🙂

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Outra coisa da qual eu não abro mão é deixar a minha marca pessoal, seja emoldurando uma ilustra que eu fiz, ou transformando uma colagem de folhas de revista em quadro. Ah, também adoro quando faço um achado: esta gravura do Rio antigo encontrei na casa dos meus pais, enrolada num tubo, amarelada e um pouco poída pelo tempo. Tratei de trazer comigo e providenciar uma moldura pra ela. Esta eu não dou, não troco e não vendo 🙂

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Outro grande achado foi meu amado móvel azul bic. Amo, amo, amo de paixão. Amo tanto que mesmo não tendo lugar pra ele no apê coreano, vou levá-lo comigo, nem que eu tenha que colocá-lo no meio da sala! haha

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Onde hoje mora o aparador azul, já foi lugar de um outro aparador, na verdade uma estante adaptada com pernas 🙂

As bolsinhas de arame foram presentes de uma amiga querida e estilista super fera, dos meus tempos de modelete 😛

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Flores frescas nunca podem faltar!

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O hall de entrada, volta e meia ganhava novos elementos, novas cores, especialmente na época do saudoso DIY Coletivo.

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Uma característica bem marcante da minha casa é a ausência de paredes peladas. Outra é a mistura de estilos, um verdadeiro samba do crioulo doido, rsrs. O que eu posso fazer se o que eu gosto mesmo é de tudojuntoemisturado? Abraço a causa com gosto 🙂

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A sala de estar, apesar de pouco utilizada (só passa pra esta sala aqueles amigos que vão ficando após o evento, sabe? É a sala super íntima, rs), acabou ficando bem aconchegante. E olha que ela teve infinitas versões (esta primeira foto é a mais recente e da que gosto mais).

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Ao lado da sala de jantar, fica o cantinho de leitura, que só desaparece em dezembro, já que é onde armamos a árvore de Natal.

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Teve uma época que eu era aloka da fita adesiva. Neste período, nem o lavabo escapou das minhas intervenções. Acho que eu estava com muito tempo livre também, rsrsr.

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Acho que dá pra notar que eu prezo demias os detalhes, né? 🙂

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Meu home office vivia mudando de configuração, cada hora tava de um jeito. É que, gente, eu enjôo muito fácil! Aliás, sabedor disso, meu marido embarreira logo quando eu sugiro comprar algum móvel menos básico. O que ele não entende é que não adianta, já que eu enjôo do básico também!

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Às vezes, virava quarto de visitas…

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Nosso quarto é outro lugar que já assumiu diversas formas. Geralmente, durante o verão, fica bem minimalista, já no inverno, ele vira ninho 🙂

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Por último, a região dos verdadeiros donos da casa: quarto (em duas fases diferentes) e play corner dos meninos 🙂

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E assim encerro esse tour nostálgico de várias fases da mesma casa. Será que estou pronta para partir para a próxima? Certamente, nossa próxima morada me trará infinitos desafios para deixá-la do meu (nosso) jeito.  Mas vamo que vamo, porque eu nunca corri de desafio 😉

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