Resumão das férias no Brasil

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Após 4 anos sem aparecer por lá, eis que finalmente regressamos, ainda que temporariamente, ao ninho: fomos passar férias no Brasil.

Desta vez, fizemos diferente, em vez de ficarmos pipocando o tempo inteiro, indo de uma casa para outra, alugamos um apê esperto no Leblon e passamos lindas semanas vivendo na bolha do Rio, no cenário Manoel Carlos das novelas, que faz o resto do Brasil crer que o Rio de Janeiro ase resume à Zona Sul, ou melhor, aos poucos quarteirões daquele bairro super privilegiado.

Não vou negar, até consideraria voltar a viver no Rio, se pudesse levar essas vidinha “embolhada”, morando, trabalhando, vivendo exclusivamente no Leblon, sem ter que pegar trânsito, ou enfrentar a insegurança de quem transita de um canto pro outro nessa minha cidade maravilhosa. Mas como isso seria impossível, impossível também é eu voltar de mala, cuia e família pro Brasil. A menos, claro, que tudo mais dê errado em nossas vidas. E não, não estou sendo esnobe, tampouco acho que tenho o rei na barriga. Estou apenas sendo realista. Prefiro uma vida sem ajuda (empregada, babá), sem os “luxos”que se tem no Brasil, a uma vida sem segurança, sem liberdade, sem tranquilidade. Mas, para passar férias (na bolha), o meu Rio continua lindo!

Passamos semanas deliciosas, tudo acontecia entre 4 quarteirões: apê, mercado, restaurantes, barzinhos, praia, cafés, sorvetes. Tudo perfeito. Perfeito e fake, hahaha Tão fake que as crianças pouco ficaram no apê. Ora estavam no sítio, ora na casa da tia Mariana. Tivemos umas férias a dois, finalmente, rs

Confesso que quase morri de tanta falta que senti dos moleques, especialmente na semana que passaram sem mim no sítio. Sim, porque enquanto estavam na casa da tia Mariana, a gente sempre dava uma passadinha por lá pra dar um oi, rs.

Nickito que é mais apegado, toda vez que passávamos pra dar um oi, queria voltar pra dormir conosco (meu eterno bebê!), já o Vivi, tava feliz da vida com a liberdade excessiva, as vontades todas feitas… Comeu tanto junk (refrigerante, hambúrguer, biscoito…) que voltou pra casa parrudo. Isso aí, meu martelinho foi embora, partiu, foi engolido pela versão parruda do Vivi. Até papo ele tem!

Não há de ser nada, agora, de volta à rotina, a coisa vai voltar pro eixo, especialmente porque após minha visita ao médico, resolvi mudar radicalmente os hábitos alimentares da família.

Mas voltando à Cidade Maravilhosa….

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Sabe de uma coisa? A gente sempre ouve falar da hospitalidade carioca, né não? Eu mesma sempre falei dela, orgulhosa de como somos hospitaleiros, entretanto, agora, após tantos anos fora, consegui observar a vida carioca com um olhar mais crítico. Descobri que nem somos tão hospitaleiros assim, somos, sim, informais e é essa informalidade carioca que as pessoas confundem, talvez por estarem inebriadas com a paisagem beira-mar, com simpatia.

No Rio a gente conhece os garçons pelo nome; todo mundo é amigo: “amigo, quanto custa o sorvete?”; a informalidade no trato impera. Informalidade até demais, confesso.

Para você ter uma ideia, entramos num restaurante para almoçar e a garçonete, anotando nosso pedido, virou pra crianças e perguntou algo assim: “e vocês? O que os bebês vão querer, fala pra tia?” Os meninos, se entreolharam confusos. “bebês?”, “tia?” como assim?

Isso, essa informalidade e intimidade exagerada, foi uma constante durante a nossa estada. Talvez eu tenha me desacostumado, talvez tenha virado gringa, mas o fato é que agora consigo entender alguns comentários de pessoas que vieram ao Rio à passeio. Consigo sentir o que eles sentiram. É estranho mesmo. Se é para mim, imagina para pessoas que vivem numa realidade menos afetiva, de menor contato físico? Choca, né?

Anyway, a vida carioca sempre foi assim, eu é que mudei, rs

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Outra coisa que não muda no meu Rio é que em janeiro sempre chove. Por isso que o Rio é de Janeiro. Janeiro das águas. Mas sabe que apesar disso, aproveitamos muito? Sempre que o sol surgia, largávamos tudo e corríamos para a praia. E quando o sol não surgia, íamos assim mesmo, pra fazer uma caminhada até o Arpoador e poder voltar pra casa declara pra vista mais linda 🙂

Sabe de uma coisa? Um mês é muito pouco tempo para passar no Rio. É impossível aproveitar a família (dos dois lados), estar com os amigos e curtir a vida carioca em apenas 30 dias. Impossível. Dito isso, até que aproveitamos bastante 🙂

Desta vez, consegui até rever amigos de outros tempos, tempos pré-Mauricio. Amigos, engraçado, que não se encaixam em nenhum grupo, nem no da escola, nem da faculdade, nem do trabalho… amigos de um pedaço da vida que foi muito bacana, mas tinha vida própria e não se relacionava com o resto. Foi bem legal entrar nesse túnel do tempo 🙂

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Esta nossa ida ao Brasil foi tão completinha, que teve encontro com a galera da faculdade, com a amiga da vida toda e até encontro da Oca num café super charmoso e também sessão de fotos pro com a fotógrafa oficial da Oca 🙂

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Quando veio chegando a hora de partir, o coração foi ficando apertadinho, mas fazer o que se nossas escolhas nos levaram a viver uma vida longe das raízes?

A beleza egoísta de não viver mais no Brasil é que pra turista, a vida no Rio não é nada cara. Fica fácil comer fora sem quebrar a firma, ir ao salão sem voltar pobre, comprar roupa sem deixar um rim como pagamento, rs. Como eu costumo dizer, tudo na vida tem seu lado positivo 🙂

Até o matte de barril que eu tomei na praia e me fez passar um mal danado bem no dia de embarcar de volta, teve um lado positivo: tive, por uns instantes, a satisfação de entrar no túnel do tempo e me teletransportar para aqueles anos todos em que eu era imune à bebida mais insalubre e mais tradicional das praias cariocas, rs. Valeu o piriri pré-embarque hahaha

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Resumindo, bem resumidamente, esta foi, de longe, nossas melhores férias no Brasil, desde que partimos em 2004. Espero que daqui pra frente, venhamos com mais frequência,  até porque, devemos isso para as crianças.

Agora sim, que venha 2016! 🙂

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