Sentimentos, sensações e resoluções

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Mais um Natal vem chegando, só que este, pela primeira vez em muito tempo, não será aqui em casa. Por total falta de tempo e energia, passei a bola pra nossos amigos paulixtax que acabaram de comprar uma casinha linda, antiguinha e cheia de personalidade, uma delícia, bem do jeito que eu gosto.

Confesso que ao mesmo tempo que me dá um alívio imenso não ter que me preocupar com os preparativos pra festa, me dá também um vazio, aquela sensação de que está faltando alguma coisa. Queria não gostar tanto de fazer festa, de receber os amigos, de preparar cada detalhe.

Pra mim é muito difícil abrir mão de certas coisas e ainda assim, já abri e continuo abrindo mão de tanta coisa…

Já não faço mais eventos em casa, já não sou mais aquela Erica perfeccionista (jamais imaginei que pudesse deixar de ser), já não me estresso tanto com a casa de pernas pro ar (mentira, me estresso sim, mas tento fechar os olhos em nome da minha saúde). Já nem sei mais quem eu sou (olha a crise aí, gente!).

Sinceramente, achei que não fosse passar por isso, mas e não é que existe mesmo a tal crise quando estamos nos aproximando dos enta? Especialmente quando você se sente tão mais nova – por dentro, claro, porque por fora a viola não tá mais tão bela assim, hahaha. Mas não dizem que o que importa mesmo é o interior? Lá no fundo eu sou jovem, sou jovem de espírito, de alma (e olha o papo de coroa 3.8 aí, gente! Hahaha)

Não vou ficar aqui me lamentando, nem falando sobre minhas crises (pelo menos não hoje, não neste post), até porque são tantos tópicos que eu precisaria de um post para cada assunto e agora tô sem muito tempo até mesmo pra minha blogoterapia, tenho muito a fazer antes de finalmente embarcarmos pras nossas férias no Brasil, após 4 longos anos. Além disso, não quero parecer ingrata, reclamona, já que a vida sempre foi muito boa comigo. Então, pelo menos por agora, me aterei aos assuntos mais leves, até porque, acho que ainda não estou preparada para escrever sobre tudo o que me aflige, tudo o que me inquieta.

Voltemos ao Natal.

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Ainda não terminei minhas comprinhas, ainda não consegui deixar a casa em ordem (hoje, no entanto, comecei a organizar os trabalhinhos dos meninos, o que deu uma boa desafogada no meu home office), ainda nem pensei em começar a arrumar as malas – isso porque embarcamos em uma semana! Não vou ao salão desde antes de Barcelona, ou seja, tô uma mess :o|

Nessas horas, bate novamente aquela alívio de não estar fazendo o Natal aqui em casa (e logo em seguida, bate a tristezinha, por não estar fazedno o Natal em casa – ô pessoa complicada, né não? Rs)

Nesta época do ano, sempre fico mais pensativa e até mesmo um pouquinho melancólica. As luzes de Natal me proporcionam sentimentos mistos: vou da alegria à depressão em segundos. Mas isso tem uma explicação: não sei lidar com coisas que estão fora do meu alcance, coisas que eu não tenho como resolver. E eu odeio coisas mal resolvidas.

Um exemplo bem ridículo e superficial do quanto eu sou afetada por coisas não resolvidas é o que aconteceu na última sexta.

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Preparei lembrancinhas para as professoras da crèche do Nick. Como oficialmente, ele tem apenas uma professora, mas eu sempre vejo outras pela sala, resolve perguntar ao pequeno pra quem ele gostaria de dar presentinhos de Natal e ele me listou 5 pessoas. Eu, na hora, nem me toquei, nem parei pra contar, pensar, nem confirmar. Comprei 5 presentinhos e preparei 5 vasinhos de flores com mensagens de agradecimento. Pedi pro Nickito fazer 5 pinturas, embrulhei tudo bonitinho e levamos, logo no início do dia, quando fomos deixar o Nickito pro seu ultimo dia de Kinder.

Pois bem, o dia passou, fomos buscá-lo. Na saída, dei de cara com outros dois professores na sala, um deles, um rapaz, que é sempre muito simpatico, falou comigo áspero feito uma lixa (estava, obviamente, magoado com a falta de presente, lembrança). Mas antes mesmo dele falar comigo, quando eu o avistei na sala, gelei. E depois de gelar, senti uma quentura subir, ummal estar. Eu tinha esquecido completamente de dois professors que estavam sempre por ali, e pelo visto, não fui só eu quem esqueceu, porque perguntei pro Nickito 300 vezes se eram somente aqueles 5. Mas não tenho como culpar uma criança de 5 anos, né? Eu é que deveria lembrar.

Passei como mal agradecida e aquilo me tirou o sono.

Saí no dia seguinte pra comprar dois presentinhos e já embrulhei. Agora, preciso ainda escrever cartões de agradecimento e passar na crèche com cara de sei lá o que e entregar meu agradecimento, porque de fato, sou muito grata pelo carinho que eles sempre tiveram com meus filhos e é por isso, só por isso, que fiquei completamente perturbada com a minha falha.

Agora, se este ocorrido que, em tese é contornável, me tira o sono e me faz sentir a pior das pessoas, calcula aí como eu me sinto em situações mais graves em que eu não tenho como remediar.

Dureza, viu…

E por isso, minha resolução de Ano Novo é uma só: meditar, cuidar da minha saúde mental, porque exerce influência no corpo e na alma.

Volta pra yoga me faria um bem danado. Preciso fazer minha agenda em torno disso, porque se eu for tentar encaixar isso na minha agenda, nunca vai dar certo.

E como este post já está muito longo, vou parar por aqui, assim de repente mesmo, com meu desejo de um Feliz Natal e um Ano Novo de muita paz no coração.

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