Dente de leite e cinema

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Hoje de manhã, antes mesmo de levantar da cama, Nickito teve seu primeiro dente de leite arrancado (pela mamãe aqui, claro). Aos 5 anos e 3 meses, tão novinho… E pior, não só o dentinho ao lado também está mole, como os dois dentes permanentes já nasceram por trás. Isso é uma criança ou um filhote de tubarão?? :O)

A mim só resta lamentar, porque meu bebê está crescendo muito rápido, rápido demais!
Nickito, apesar de insistir em falar fofamente, pedir colinho e afirmar que é meu bebezinho, na verdade já é um molequinho bem grandinho e eu preciso aceitar que ele está crescendo, pra não me transformar numa mãe sem noção, hihihi.

Mas ó, difícil, viu? Especialmente porque o Vivi, aos 8 anos, já tem trejeitos de adolescente, gosta de ser super cool e acha mico (ou coisa que o valha) dar beijo e abraço na mamãe e no papai em frente à escola (claro que eu não tô nem aí, e agarro e beijo assim mesmo!).

A verdade é que apesar de eu lutar contra, já consigo visualizar os dois molecões em silêncio sentados à mesa de jantar e até por isso, tento não reclamar muito da bagunça, do barulho que eles fazem durante as refeições (tento, do verbo “quase nunca consigo”), porque eu sei, eu tenho absoluta certeza que vou piscar e eles estarão grandes, silenciosos, independentes. E a fase gostosa de molecada terá fim.

Já disse e repito: não estou preparada!

Eu sei que vivo me lamentando que as crianças estão crescendo rápido demais, mas sabem de uma coisa, hoje experimentei os dois lados da moeda do crescimento: a dor de perder meus bebês e alegria de voltar a ter uma vida adulta. Como assim? Fomos ao cinema, os quatro, para assistir um filme PG, uma comédia light, mas não infantil. Fazia tempo, viu? Cinema pra gente virou sinônimo de programa familiar, AKA programa infantil.
Não que a gente não curta os filmes/desenhos infantis, mas a coisa tava ficando estranha. Fazia muito tempo que não assistíamos uma sessão de gente grande. E, gente, foi tão bom!

O Vivi se amarrou no filme, e o Nickito comportou-se tão bem, que conseguimos realmente desfrutar do programa em família, o que é super importante, visto que 99.9% dos nossos programas são em família. Ah essa vida de estrangeiro, sem família por perto pra largar as crianças…. Raríssimo rolar programa a dois. Todas as nossas programações incluem os moleques. TODAS. Então é bem bacana poder começar a diversificar a categoria de filmes e também os restaurantes – já contei que eles vão numa boa com a gente ao Thai? Claro que eles preferem um Indian ou Korean, mas até o Thai já está sendo bem recebido, para minha felicidade :O)

É assim, toda moeda tem dois lados, então bora focar no que agrega valor 😉

Vida cigana não é para qualquer um, aliás, nem sei se é pra mim.

Este ano passamos o Natal na casa dos nossos amigos paulixtash, a Flavia e o Luciano. Como já é tradição, rolou, além da ceia na véspera, o enterro dos ossos no dia seguinte só com os mais próximos.

O Natal mesmo foi muito lotado, quase 40 pessoas, um exagero. Me canso só de lembrar. No final das contas, concordamos que 20 é um excelente número. Dá pra conversar, dar risada, se divertir, interagir com todo mundo, sem perder o caráter intimista e sem ser muito cansativo. Por mais que todo mundo ali fosse querido, 40 é a bit too much e por isso, acabei curtindo mais o enterro dos ossos com “apenas” 17 pessoas 🙂

Mas este post não é uma discussão sobre qual o número ideal de pessoas numa festa. A motivação deste post é me lamentar um pouquinho, mas só um pouquinho mesmo, porque eu não posso, de maneira nenhuma reclamar da minha vida.

Mas vamos a minha pequena lamentação:

Estou triste. Aquele tristeza relacionada aos problemas de primeiro mundo, problemas que não são problemas de verdade, sabe? Tô triste porque temos muitos amigos queridos, temos uma família aussie que vamos deixar pra trás (já é a terceira família que a gente deixa pra trás), quando embarcarmos rumo a nossa aventura coreana. Tanta gente boa, tanta gente querida… Quando eu penso que passaremos possivelmente uns 3 anos com escassez de brasileiros, me dá um frio na espinha. Porque, vamos combinar, né? Apesar de morarmos há quase 12 anos for a do Brasil, todos os nossos amigos próximos sempre foram brasileiros, e o motivo é um apenas: identidade. Por mais que tenhamos amigos de outras nacionalidades, são os brasileiros que falam a nossa língua, que compartilham da nossa cultura, que nos fazem sentir em casa. E é por isso que, quando eu penso em nossa vida num país asiático, me dá, sim, um frio na espinha, e até mesmo um certo pânico, com a possibilidade super real de não termos este conforto que só amigos de berço nos proporcionam. E como sentiremos falta dos nossos amigos brasileiros!

Quando eu digo que esta será nossa primeira experiência como expatriados, não é exagero meu, pode ter certeza. Muito embora nossa vida cigana já dure quase 12 anos, esta será a primeira vez que enfrentaremos um verdadeiro choque cultural, choque este que gera em mim sentimentos paradoxais: euforia pelo desconhecido e pânico do desconhecido, hahaha

Mas uma vida cigana não é feita apenas e euforia e pânico. Outro paradoxo bem presente, bem comum em nosso dia a dia é o: vai ser bom x vai ser ruim.

Como assim, Erica?

Explico:

Se por um lado, esta vida de eterno estrangeiro, pulando de galho em galho, aqui e ali, sem criar raízes em lugar nenhum, abre nossos horizontes, desmistifica muita coisa, nos permite experimentar situações, lugares e culturas das mais diversas, e nos faz colecionar histórias pra contar, por outro, tira o direito dos nossos filhos de ter raízes, de ter sua própria cultura, de ter um ninho, um país, uma cidade pra chamar de casa. Eles já nascem filhos do mundo e isso me dá uma certa aflição. Mas por que, Erica?

Ah, gente, mal ou bem, eu e o Mauricio vivemos por 26 anos na mesma cidade e temos amigos, que apesar de hoje em dia terem se distanciado, são amigos de uma vida inteira, que nos acompanharam por vários momentos, várias fases, do infantil à vida adulta. Amigos que nos conhecem, que sabem detalhes sobre nossas vidas, que fazem parte da nossa história, que estiveram conosco durante uma longa jornada. Nossos filhos, muito provavelmente não terão isso, não se continuarmos com esta vida cigana de paradoxos.

Me dói um pouco nossos filhos não conhecerem o folclore brasileiro. Me dói muito eles não poderem passar o fim de semana com os avós, os tios e primos. Me dói um pouco eles se expressarem muito melhor em inglês do que em português, Me dói muito eles não considerarem o Brasil a casa deles (mas por que o fariam?).

Ao mesmo tempo que sei que estamos proporcionando a eles experiências valiosíssimas, sei também que os estamos privando de muitas coisas importantíssimas. Mas e aí? O que fazer? Voltar pro Brasil não é uma opção – quem em sã consciência voltaria com família, mala e cuia, pra esse Brasil aos pedaços, depois de experimentar uma vida com dignidade, sem abismos sociais, uma vida segura, descomplicada? Quem? Certamente, eu não.

Não quero que meus filhos cresçam com medo de andar com a janela do carro aberta, ou de dirigir à noite. Não quero que eles cresçam num país onde a propina é o padrão para se resolver questões simples. Não quero também infartar de preocupação quando chegar a época deles saírem à noite com os amigos… Dito isso, infelizmente, ao que tudo indica, avós, tios e primos estarão sempre restritos às férias, às visitas esporádicas. E isso me deixa muito triste, mas quem disse que escolhas importantes são fáceis?

O que podemos fazer então para minimizar os efeitos da vida cigana nos nossos filhos? Fazer da Austrália nossa casa. Após nossa Aventura coreana, voltar pros braços da Austrália, que é a casa que eles conhecem. Justo, né? Senão conosco e com nossa família no Brasil, justo com eles, nossos pequenos australianos. E é por isso que penso, sim, em, daqui uns 3 anos, abrir mão da vida cigana e fixar residência neste país que nos acolheu como cidadãos, país onde nossos filhos sentem-se em casa, onde eles conhecem os costumes, a cultura, o folklore (melhor que a gente), país pro qual viemos por acaso, sem planejar, e fomos ficando até o bicho da inquietação começar a nos mordiscar.

O futuro a Deus pertence, mas hoje, neste 26 de dezembro de 2015, diria que existe uma grande chance de, pelos nossos filhos, voltarmos pra cá. Ainda que seja só até eles crescerem – aí, existe uma boa chance da gente resgatar a vida cigana e finalmente realizar meu sonho europeu 🙂

Sabe as mentirinhas brancas que a gente conta pros filhos?

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Pois é, seja ela branca ou não, uma mentirinha leva à outra, né? E, apesar da perna curta, pode chegar bem longe.

Vejam a história do Elf edo Papai Noel (no meu caso até do Coelhinho da Páscoa e da Fada dos Dentes). A coisa tá tão fora do controle que neste 25 de dezembro, Papai Noel escreveu pessoalmente uma cartinha pra eles, dizendo que o Cheeky ficaria por mais um dia para brincar com eles. Vocês não fazem ideia da alegria que tomou conta da casa! “Vamos poder brincar com o Cheeky finalmente!!!!”

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E assim a gente vai vivendo. Com uma mentirinha branca de cada vez, vamos construindo muitas das memórias de infância dos moleques 😛

 

Sobre as mentirinhas (brancas) que contamos pros nossos filhos

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Eu sei que existem pais (são raros, mas existem), que são tão comprometidos com a verdade absoluta, que não se deixam enveredar pelo caminho do Papai Noel. Para estes pais, metade de mim tira o chapéu, porque vamos combinar que é no mínimo louvável, uma pessoa ir contra a maré, que tá mais pra tsunami, para ter certeza que a verdade impera no lar, que não há espaço para mentirinhas, nem as mais branquinhas, porque o exemplo é a base de tudo.

Mas esta categoria de pais é bem resumida, então, chapéu tirado, devo dizer que minha outra metade sente pelas crianças que não vivem estes poucos anos de magia, de acreditar na existência do Bom Velhinho, de imaginar os Elves fabricando os presentes, o Papai Noel no trenó… de acreditar que uma pessoa pode levar presentes para as casas do mundo inteiro uma noite apenas. Tenho lembranças tão gostosas da minha infância… E não, quando descobri que Papai Noel não existia, não fiquei traumatizada, tampouco achei que meus pais eram grandes mentirosos. Não foi um trauma, foi algo que aconteceu quase que naturalmente e me deixou lembranças muito boas.

Eu faço parte dos pais que vão com a maré. Mentira, eu não só vou com a maré, como ligo o motor da lancha para ir além da Ilha da Fantasia. Elaboro a mentirinha branca estória e quando vejo, criei um mundo mágico rico em detalhes.

As crianças? Adoram! E eu não faço com eles nada do que eu não gostaria pra mim. Acho legal nutrir esta crença infantil, que apesar de durar pouco, cria memorias eternas.

Dito isso, Cheeky, o Elf on the Shelf, voltou este ano, apareceu magicamente aqui em casa, já fazendo bagunça. E toda noite, ele viaja pro Pólo Norte pra contar pro Papai Noel como foi o dia aqui, voltando na manhã seguinte, quando se esconde num lugar diferente, às vezes comportado, às vezes fazendo arte.

Um detalhe do Elf é que a criança nunca pode tocá-lo, senão ele perde a mágica – ops! Como assim, um brinquedo que não pode ser tocado?

Peraí, brinquedo não! Mais respeito, por favor, o Cheeky é um Elf-espião enviado pelo Papai Noel 😉

O fato é que uma noite dessas, Cheeky amanheceu no mesmo lugar do dia anterior, do mesmo jeito (simplesmente porque a mamãe aqui esqueceu completamente de mudá-lo de lugar – é o cansaço, gente) e o pânico tomou conta da casa. Os meninos ficaram apavorados, porque viram que o Cheeky perdeu a mágica. “Será que eu toquei nele sem querer?” “Será que ele ficou triste porque fizemos malcriação?” – os meninos se perguntaram.

Eu, ixperta que sou, providenciei uma cartinha manuscrita pelo Bom Velhinho, perguntando se estava tudo bem com o Cheeky , já que ele não havia aparecido no Pólo Norte na noite anterior. Papai Noel disse na cartinha que o Elf poderia ter perdido a mágica e disse também, que mandaria um vidrinho com água do Pólo Norte para reativar a mágica, desde que eles prometessem ser bons meninos.
E assim, no meio do dia, chegou em casa uma garrafinha com água mágica, que pingamos na pontinha do nariz do Cheeky e na manhã seguinte ele voltou à ativa 🙂

Observem o trabalho da pessoa, rs O comprometimento é grande, gente!

E claro que não pára por aí. Todo ano tem vídeo personalizado do Noel e também muita imaginação pra explicar tantas incoerências e justificar porque alguns amiguinhos deles dizem que Papai Noel não existe. Manter mentirinhas brancas cansa, viu?

Me julguem, mas não eu tenho a menor vergonha de contar tantas mentirinhas branquinhas de neve 😛 Pior que Elf e Papai Noel, só o Coelhinho da Páscoa (sim, eles ainda acham que é um Coelho que deixa os ovos de chocolate aqui em casa). Ah não, tem também a Fada dos Dentes. Aí, Jesus, tem mentirinha o ano inteiro!!!

Mas ao contrário do que possa parecer, eu não sou uma mentirosa profissional e apesar da invejável (?) desenvoltura para inventar estorinnhas da Carochinha, eu não conto mentiras sérias pros filhotes, não, viu? Hmmmm, se bem que eu digo que os detectores de movimento da casa são câmeras do Papai Noel – ops!

Ah, gente, um dia isso tudo vai passar e eu tenho certeza que daremos muitas risadas, quando eu contar pra eles a trabalheira que dava pra manter as mentirinhas funcionando 😉

Mas enquanto este dia não chega, vamos vivendo de fantasias, de brincadeirinhas que alimentam a imaginação e, às vezes, funcionam como moderadoras de comportamento 🙂

Dia de menino bonzinho

Hoje, Vivisauro foi o menino perfeito. Não sei o que deu nele, mas desde que acordou até a hora de dormir, não deu uma fora. Arrumou o quarto e o play corner, escovou os dentes, sem eu mandar, tirou o pijama, não brigou como irmão, não reclamou quando disse que o tempo do iPad havia terminado e quando mandei tomar banho, foi na hora, sem enrolar. Não fez o famoso draminha nehuma vezinha e, também não me fez pedir duas vezes a mesma coisa. Muito estranho, mas um estranho bom. Parecia estar sob algum feitiço, o feitiço do bom menino. Sério, nem a gritaria que ele geralmente faz, nem isso rolou. Brincou, brincamos, riu, rimos, mas tudo de uma maneira gostosa, sem aborrecimento.

Tá, não espero que ele fique assim para sempre (até porque, que criança é assim, peloamordedeus? Se a sua é assim, por favor não me conte, rsrsr, melhor eu seguir achando que não existem crianças tão comportadas), mas bem que ele podia fazer uma media entre o Vivi normal e o Vivi under spell, né? Rsrsr

Vamos ver como ele acorda amanhã 😉

Sentimentos, sensações e resoluções

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Mais um Natal vem chegando, só que este, pela primeira vez em muito tempo, não será aqui em casa. Por total falta de tempo e energia, passei a bola pra nossos amigos paulixtax que acabaram de comprar uma casinha linda, antiguinha e cheia de personalidade, uma delícia, bem do jeito que eu gosto.

Confesso que ao mesmo tempo que me dá um alívio imenso não ter que me preocupar com os preparativos pra festa, me dá também um vazio, aquela sensação de que está faltando alguma coisa. Queria não gostar tanto de fazer festa, de receber os amigos, de preparar cada detalhe.

Pra mim é muito difícil abrir mão de certas coisas e ainda assim, já abri e continuo abrindo mão de tanta coisa…

Já não faço mais eventos em casa, já não sou mais aquela Erica perfeccionista (jamais imaginei que pudesse deixar de ser), já não me estresso tanto com a casa de pernas pro ar (mentira, me estresso sim, mas tento fechar os olhos em nome da minha saúde). Já nem sei mais quem eu sou (olha a crise aí, gente!).

Sinceramente, achei que não fosse passar por isso, mas e não é que existe mesmo a tal crise quando estamos nos aproximando dos enta? Especialmente quando você se sente tão mais nova – por dentro, claro, porque por fora a viola não tá mais tão bela assim, hahaha. Mas não dizem que o que importa mesmo é o interior? Lá no fundo eu sou jovem, sou jovem de espírito, de alma (e olha o papo de coroa 3.8 aí, gente! Hahaha)

Não vou ficar aqui me lamentando, nem falando sobre minhas crises (pelo menos não hoje, não neste post), até porque são tantos tópicos que eu precisaria de um post para cada assunto e agora tô sem muito tempo até mesmo pra minha blogoterapia, tenho muito a fazer antes de finalmente embarcarmos pras nossas férias no Brasil, após 4 longos anos. Além disso, não quero parecer ingrata, reclamona, já que a vida sempre foi muito boa comigo. Então, pelo menos por agora, me aterei aos assuntos mais leves, até porque, acho que ainda não estou preparada para escrever sobre tudo o que me aflige, tudo o que me inquieta.

Voltemos ao Natal.

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Ainda não terminei minhas comprinhas, ainda não consegui deixar a casa em ordem (hoje, no entanto, comecei a organizar os trabalhinhos dos meninos, o que deu uma boa desafogada no meu home office), ainda nem pensei em começar a arrumar as malas – isso porque embarcamos em uma semana! Não vou ao salão desde antes de Barcelona, ou seja, tô uma mess :o|

Nessas horas, bate novamente aquela alívio de não estar fazendo o Natal aqui em casa (e logo em seguida, bate a tristezinha, por não estar fazedno o Natal em casa – ô pessoa complicada, né não? Rs)

Nesta época do ano, sempre fico mais pensativa e até mesmo um pouquinho melancólica. As luzes de Natal me proporcionam sentimentos mistos: vou da alegria à depressão em segundos. Mas isso tem uma explicação: não sei lidar com coisas que estão fora do meu alcance, coisas que eu não tenho como resolver. E eu odeio coisas mal resolvidas.

Um exemplo bem ridículo e superficial do quanto eu sou afetada por coisas não resolvidas é o que aconteceu na última sexta.

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Preparei lembrancinhas para as professoras da crèche do Nick. Como oficialmente, ele tem apenas uma professora, mas eu sempre vejo outras pela sala, resolve perguntar ao pequeno pra quem ele gostaria de dar presentinhos de Natal e ele me listou 5 pessoas. Eu, na hora, nem me toquei, nem parei pra contar, pensar, nem confirmar. Comprei 5 presentinhos e preparei 5 vasinhos de flores com mensagens de agradecimento. Pedi pro Nickito fazer 5 pinturas, embrulhei tudo bonitinho e levamos, logo no início do dia, quando fomos deixar o Nickito pro seu ultimo dia de Kinder.

Pois bem, o dia passou, fomos buscá-lo. Na saída, dei de cara com outros dois professores na sala, um deles, um rapaz, que é sempre muito simpatico, falou comigo áspero feito uma lixa (estava, obviamente, magoado com a falta de presente, lembrança). Mas antes mesmo dele falar comigo, quando eu o avistei na sala, gelei. E depois de gelar, senti uma quentura subir, ummal estar. Eu tinha esquecido completamente de dois professors que estavam sempre por ali, e pelo visto, não fui só eu quem esqueceu, porque perguntei pro Nickito 300 vezes se eram somente aqueles 5. Mas não tenho como culpar uma criança de 5 anos, né? Eu é que deveria lembrar.

Passei como mal agradecida e aquilo me tirou o sono.

Saí no dia seguinte pra comprar dois presentinhos e já embrulhei. Agora, preciso ainda escrever cartões de agradecimento e passar na crèche com cara de sei lá o que e entregar meu agradecimento, porque de fato, sou muito grata pelo carinho que eles sempre tiveram com meus filhos e é por isso, só por isso, que fiquei completamente perturbada com a minha falha.

Agora, se este ocorrido que, em tese é contornável, me tira o sono e me faz sentir a pior das pessoas, calcula aí como eu me sinto em situações mais graves em que eu não tenho como remediar.

Dureza, viu…

E por isso, minha resolução de Ano Novo é uma só: meditar, cuidar da minha saúde mental, porque exerce influência no corpo e na alma.

Volta pra yoga me faria um bem danado. Preciso fazer minha agenda em torno disso, porque se eu for tentar encaixar isso na minha agenda, nunca vai dar certo.

E como este post já está muito longo, vou parar por aqui, assim de repente mesmo, com meu desejo de um Feliz Natal e um Ano Novo de muita paz no coração.

Nosso já tradicional passeio de Natal

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Todo ano é a mesma história: vai chegando o fim do ano, tiramos uma noite para ir à city ver as luzes de Natal. Este ano, além das luzes, teve também o cenário natalino de lego, então lá fomos nós para o nosso tradicional passeio pré-Natal 🙂

Dessa vez não tirei fotos dos prédios iluminados, em vez disso, resolvi apenas apreciar o espetáculo, afinal, este foi, possivelmente, nosso último Natal na quase perfeita Melbourne.

Então, deixo aqui um pedacinho apenas do nosso passeio quase sem fotos pelas ruas da City.

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