Coisas do Nickito

Noutro dia na creche, Nickito teve um pequeno acidente. Segurou tanto o xixi, que molhou a cuequinha. E a calça. E as meias.

A professora, entregou a roupinha extra para que ele se trocasse. Ele pegou a muda de roupa, olhou no fundo dos olhos dela e perguntou: Onde eu me troco?

Professora: ué, Nick, no banheiro.

Nick: mas lá não tem cadeira pra eu sentar…

P: pode sentar no chão 🙂

Ele foi. Chegou no banheiro, deu meia-volta e retornou.

Perguntou para professora: O chão do banheiro está limpo pra eu sentar?

P: Nicolas! Claro! Você acha que o banheiro da creche estaria sujo??

N: Mas eu vi umas sujeiras no chão!

P: ok, Nicolas, eu te ajudo…

Quando fui buscá-lo, a professora me narrou, com os detalhes que escrevo aqui, o ocorrido. E ainda acrescentou: Ele é bem “particular”, né?

Eu, claro, fingindo que não sou “particular”, sacudi a cabeça e falei: “ai, Nick, só você mesmo…” e dei um sorriso sem graça.

Mas vocês me conhecem, né? Por dentro fiquei toda orgulhosa do meu filho que tem o cuidado de não sentar-se num chão sujo #prontofalei. Se nem no banheiro de casa eu gosto que eles sentem, imagina no da creche, cheio de criança que erra a mira? Tenha paciência, né? hahaha

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Quando abri o blog para escrever este post, tinha mais dois fatos do mesmo naipe pra contar, mas esqueci. Se eu lembrar, volto aqui.

Festividades de setembro e outubro – parte 1: aniversários em família

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Todo mundo que nos conhece sabe que nosso período festivo no final de setembro, com o aniversário do Nickito e só vai terminar no Ano Novo, não é verdade? Esse período é sempre turbulento e eu acabo papando mosca aqui no blog.

Dois mil e quinze foi um ano pouco mais complicado por causa do lançamento da Oca que aconteceu em agosto, isso me deixou afastada não só do blog, mas da vida. Vê-se pela falta de qualidade da festinha (se é que dá pra chamar assim) de aniversário dos meninos, que para mim foi uma tristeza. Ai ai… Mas o que importa é que eles curtiram, né? Eu me preocupo demais e no fim das contas, se eles estiverem num play centre com os amigos, rolar um bolo e lollybags no final, tá tudo certo (cara de tacho).

Para não deixar de registrar, comecemos com celebração, em família, dos aniversários do Nick, no 22 de Setembro; do marido, no 4 de outubro e do Vivi, no 11 de outubro.

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Pro Nickito, teve bolinho com direito a cartão especial do big brother, faria bread (acho isso horrível, mas meus australianinhos curtem) e os bichinhos de pelúcia preferidos (aqueles que o acompanham na hora de dormir). Teve também brincadeira com o irmão no Crocs e bolinho na creche.

Na sequência (menos de 2 semanas depois), teve o aniversário do marido, que foi celebrado   timidamente, com um bolinho para não passar em branco

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Uma semana depois, foi a vez de cantarmos parabéns por Vivi que completou 8 aninhos e pediu para ir ao shopping comprar um livro (como se não fôssemos ao shopping a cada 2 ou 3 dias comprar livros, rs). Como o dia era especial, ganhou também um donut da sua padaria favorita e um monte de plushies do Mario.

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E assim, de uma tacada só, em menos de um mês, foram três bolos gordos. Foi um bom “esquenta” pro Natal e Reveillon, né não?

Depois eu volto com o registro da festinha “oficial” com os amiguinhos, super e vergonhosamente improvisada, num play centre (a pedidos deles – fazer o que?).

A saga continua!

Não faz nem dois dias que o marido voltou das últimas campus visits. Passou uma semana fora, para visitar duas universidades, uma em Columbus, Ohio e outra em Milão. O pobrezinho passou mais tempo em trânsito do que nas cidades – tá pensando o quê? Morar na Austrália só é bom quando você não precisa sair da Austrália, rsrs. Ô lugarzinho isolado, meu Deus!

Foi bem interessante acompanhar o humor do marido durante suas visitas. Enquanto esteve nos EUA, tava meio borocoxô, nada empolgado. Dizia que tudo era OK (no sentido de nem bom, nem ruim, rs). A conversa foi OK. As pessoas são OK. A apresentação foi OK. O campus é OK. A vida é OK. Empolgação zero. Voltar pros EUA, realmente seria o fim da aventura. Seria assinar o atestado “it’s over” e encarar uma vida plain, básica, sem emoção, mas com segurança. Tipo, se ele recebe uma oferta dos EUA, a razão nos manda aceitar, mas o coração fica em frangalhos.

O engraçado é que durante a visita à universidade em Seoul, ele demonstrou manifestações bem mais apaixonadas. As pessoas são awesome! O deal é awesome! O colégio Internacional para as crianças é awesome! A apresentação foi awesome! E pra não dizer que tudo foi awesome, as opções de moradia apresentadas foram assustadoras!!!! hahaha (mas, depois, já em casa, pesquisando melhor, vimos que há outras possibilidades awesome :)). Morar na Coréia seria a maior aventura de nossas vidas (e eu tô sempre pronta pra viver aventuras, rs), conforto financeiro, vida novinha em folha e estresse zero pra crianças, que viveriam na bolha dos expatriados. Quem sofreria mais com a mudança seria euzinha, mas não sou do tipo que  se intimida com desafios 😉 Acho que o maior problema seria mesmo a distância da família, que continuaria gigante, com o agravante de estarmos na Ásia e não num país de língua inglesa.

Mas e a Itália? Ah, o humor do marido durante a visita à universidade em Milão estava nas alturas. Também pudera, né? A ambiência italiana já é alto astral por si só. As pessoas falam alto, riem, fazem piada, tudo é meio bagunçado e cheio de alegria, um ambiente completamente familiar, rs. Segundo meu digníssimo foi a melhor visita EVER!

Pra tornar a opção mais atraente, o deal oferecido parece ser melhor do que o imaginado – tipo, não é um deal como o da Korea, mas… O grande problema é que na Itália, dificilmente poderíamos colocar os meninos em escola internacional e sinceramente, não gostaria que eles perdesses o inglês, coisa que acontecerá inevitavelmente se eles forem pra uma escola italiana. Ó vida…

Outubro começou e estamos aí com três pulgas atrás da orelha. Aliás, três pulgas não, uma pulga, um carrapato e um percevejo. Três possibilidades completamente diferentes. Pra onde será que vamos? De onde virá a oferta? Teremos que escolher? Não teremos escolha? Tudo pode acontecer, até mesmo NADA, rsrsr

Até o fim do mês saberemos o que 2016 nos reserva. Aguenta coração!