Duas semanas depois… o que mudou?

Olha eu aqui de novo 🙂

Meu último post, há duas semanas, falava do meu desejo conformado de voltar pro interior do milho estadunidense, de morar numa cidadezinha pacata e tal, né? Pois bem, as coisas mudam, viu? Hoje, já não temos mais esta opção, nenhuma cidadezinha universitária fofa nos abriu as portas.

Nestas duas últimas semanas, passamos por uma montanha russa de emoções. Fomos das nuvens ao chão.

Após o marido ter passado 3 dias fazendo entrevistas na Terra do Tio Sam, com as mais diversas universidades, das mais diversas localidades ao redor do Globo, voltou pra casa superanimado, com a certeza de que o processo continuaria tão bem quanto começou. E não era sem motivo, não era puro otimismo. Ele realmente está num momento fantástico, com uma produção fenomenal. Tudo levava a crer que o mais difícil seria escolher pra onde ir. Entretanto esta vida é mesmo incerta e por motivos diferentes em cada caso, o outcome não foi como esperávamos.

Para ser bem sincera, eu estava preparada pra isso. Se há uma coisa que aprendi nesta vida é que nada é garantido e que para as coisas acontecerem da maneira que a gente espera, os astros precisam se alinhar. Outra coisa que também aprendi é que nossas mudanças, desde o início, láaaa atrás, quando ainda éramos namorados, é sempre sofrida, espremida, mas no final, o caminho que se abre pra gente é sempre o melhor possível. Tem sido assim há quase 12 anos e é por isso que eu, desde meados deste ano, quando o marido começou a aplicar pra vagas, disse: “prefiro que a gente não precise escolher. A vida, Deus, o destino, ou seja lá o que for, tem trabalhado a nosso favor desde sempre. Pra mim seria muito estressante fazer uma escolha, até porque, não há lugar perfeito. Haveria, se Barcelona estivesse no mapa, mas não está, rsrsr, então, prefiro entregar pra sorte, nas mãos de Deus e deixar a vida escolher por nós.”

Hoje, dia 30 de agosto, estamos aqui  e o marido tem apenas duas visitas agendadas (esperávamos ter 4!) e uma em cima do muro. Na segunda semana de setembro, ele  vai a Seoul (isso mesmo, na Coreia) e no final de setembro, vai a Columbus, Ohio – a mais americanona das cidades americanas. Duas cidades grandes, uma na Ásia e outra na América.

A universidade asiática promete mundos e fundos: mimos como isenção de impostos por 2 anos e plano de saúde + escola internacional pra crianças + apartamento de 3 quartos na City + um salário bem digno estão incluídos no pacote. Tentador, né não?

A universidade americana oferece um salário bem digno e a promessa de uma vida estável, num subúrbio americano, com boas escolas e a vantagem de ser “bem perto” do Brasil (especialmente se comparada à Coreia, rs).

A desvantagem de ir pra Coreia é que viveríamos na bolha dos expatriados. A desvantagem de voltar pros EUA é que esta é a opção mais sem graça, é como dizer: “okay, a aventura acabou, the party is over, tá na hora de criar raízes.” Raízes? Não sei se estou preparada pra viver essa vida no meio do nada novamente.

Mas e a opção em cima do muro qual é? Pois é… Existe ainda uma possibilidade ainda oculta, uma universidade que está aguardando o desenrolar das coisas para ver se oferece uma visita. Onde ela fica? Milão. Milão tem a óbvia vantagem de estar na Europa – my dream could come true! Maaaaas como toda rosa tem espinhos, não sei se seria o mais acertado. As crianças iriam pra uma escola italiana, teriam que passar pelo estresse de aprender uma nova língua e provavelmente esqueceriam o inglês. Eu teria que aprender uma nova língua! O salário é digno mas não e tão digno como nos EUA ou Coreia e por último mas não menos importante, a Itália é linda e maravilhosa para passar férias, mas sofre de um problema crônico de desorganização e burocracias bestas, coisas que já saíram do nosso sistema há muito tempo e sinceramente, seria bastante sofrido sair de um país onde tudo é simples, tudo funciona para um onde as coisas não são tão fáceis.

Entendem porque eu prefiro deixar nas mãos do destino? Por mais estressante que seja este período de incerteza, sem saber pra onde vamos, onde estaremos em um ano, ainda prefiro que no fim das contas não tenhamos escolha, que só haja um lugar pra ir. O problema é que existe ainda a chance de não irmão a lugar nenhum e para esta chance nem eu nem o marido estamos preparados. Melbourne já deu, that ship has sailed.

Mas Melbourne não é a oitava maravilha do mundo, Erica?

Olha, até é. Não é sem motivo que foi eleita pelo quinto ano consecutivo o melhor lugar do planeta pra se viver, mas… são quase 7 anos aqui, né? Já deu. Muito embora sejamos os 4 cidadãos australianos, não pretendemos criar raízes Down Under. Então, se não for em 2016, será em 2017.

No momento, o que nos resta é aguardar. Se Deus quiser, até meados de outubro saberemos onde estaremos ano que vem. Que aconteça o que for melhor para nossa família. Amém 😉

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