Eles não são só diferentes, são os extremos!

Enquanto um quer parecer  “gente grande”, falar como um adolescente e fazer planos pra quando sair de casa (sim, choquem-se), o outro pira quando alguém comenta que ele tá grande e planeja mil maneiras de ficar “bebê” pra sempre (já teve a brilhante ideia de parar de comer e também de, no aniversário dele, colocar uma vela de 4 anos, assim ele não “vira 5”).

Enquanto um não é nem um pouco dado a abraços e beijos e, tão cedo, já morre de vergonha de se despedir dignamente da mamãe e do papai na porta da escola, ou outro é todo meloso, abraça, dá mil beijos, diz que ama muuuuuuito, pede colinho, faz carinho…

Enquanto um é super pop, faz amizade com uma facilidade incrível e coleciona amigos, o outro é completamente na dele, não só não faz a menor questão de se esforçar pra fazer amigos, como repele os que se aproximam. Tem sempre uma desculpa (ele tem meleca, ele solta pum, ele não tem cheiro bom…). Enfim, exigente o rapazinho.

Enquanto um faz um dramalhão cada vez que pedimos pra colocar a mesa, ou recolher um par de sapatos que não lhe pertence, o outro, briga porque eu não o deixei colocar a mesa, e não pode ver um par de sapatos fora do lugar, que corre pra guardar.

Enquanto um, fica tentando bagunçar as regras, o outro faz questão de seguí-las, ainda que ele seja prejudicado. O certo é o certo (mas pra não ser injusta, o “um” também já foi de seguir regras).

Enquanto um se desdobrou, se esmerou, se esforçou até que finalmente começou a se interessar por futebol só pra agradar o papai, o outro não give a damn, “não gosto de futebol e pronto!”

Enquanto um é daqueles que implicam em silêncio, cutucam, enchem o saco do santo, mas quando se trata de partir pro físico é um anjo, o outro não implica com ninguém, mas vive encaçapando o irmão.

Enquanto um é agitado, o outro é quase zen (desde que não esteja sob a influência do  “um”, porque aí o bicho pega)

Enquanto um, pra conseguir o que quer se faz de vítima, faz um drama danado, o outro bota a casa a baixo enfurecido, achando que consegue na marra (claro que este “outro”também tem seus momentos de “olhar gatinho de botas”,, que por sinal, quase sempre funciona, rsrs).

Enquanto um tem uma preguiça monstro de fazer o dever de casa, o outro nem começou o colégio e já sabe ler e escrever algumas palavras, coisa que aprendeu sozinho.

Enquanto um acha que é o centro do universo e que tudo gira em torno dele, o outro está sempre preocupado com o sentimento alheio.

Enquanto um acha o máximo entreter as pessoas e fica todo feliz com o título de engraçado, o outro fecha cara e briga “eu não sou funny!!”

Enquanto um se recusa a assumir suas raízes brasileiras e tem dificuldades de levar uma conversa em português sem migrar pro inglês de repente, o outro diz com orgulho que é brasileiro e vai além, quando é indagado de onde ele é, diz sem pensar “Brasil”. Este outro, se esforça para falar em português e quando não sabe uma palavra, pergunta, em vez de ir logo enfiando uma em inglês no meio. (em defesa do “um”, até pra gente grande nascida e criada no Brasil é difícil não enfiar palavras in english na conversa, ou no post, rsrsrs)

Poderia listar mais uma dúzia de situações extremas, que demonstram como meus molequinhos são diferentes um do outro, mas acho que já dá pra sentir o drama, né? Mas o mais bacana é que apesar de tão diferentes e de muitas vezes sair faísca quando estão juntos, eles se dão tão bem, brincam tão bonitinho (até um começar a implicar e o outro começar a encaçapar, rs) que eu só posso concluir que Papai do Céu acertou em cheio, nos dando todas as experiências possíveis. Posso concluir também que irmãos criados a mesma maneira não são iguais, simplesmente porque são pessoas diferentes e neste caso, muito embora o fenótipo tenha lá sua importância, o genótipo é mais decisivo.

E como é gostoso ter dois molequinhos tão diferentes, tão ímpares, e amar os dois com a mesma intensidade. Coisas do amor incondicional, não é mesmo? Aquele que não é baseado em simpatias, nem preferências, tampouco em semelhanças.

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