Tanta coisa…

Eu ando sumida e não é só do blog… Ando sumida de casa, da família – mesmo trabalhando de casa.

Tenho estado tão consumida por este novo projeto, que não tenho feito outra coisa da vida. A Oca me consome, consome minhas horas, meus dias e minhas noites. Consome muitas das minhas madrugadas. Consome meu papel de mãe, de esposa, consome meu papel de ser humano, de Erica. Vivo com cara de cansada, com olheiras profundas, perdi sei lá quantos quilos, minha pele está horrível, meus cabelos despencam da cabeça… estou a pessoa mais sem paciência da face da terra. Estresse puro.

Não era pra ser assim, não foi isso que planejei. Espero, sinceramente, que este período não se prolongue muito mais. Espero que as coisas se ajustem, que entrem nos eixos, porque por enquanto não há vida além da Oca (que nem inaugurada foi ainda!).

Eu estou em casa, mas é como se não estivesse. Desde que voltamos das férias que não faço outra coisa. Não limpo a casa, raramente faço comida, não vou ao mercado, raramente levo ou busco os meninos na creche/escola, raramente os coloco pra dormir. Sou uma mãe fantasma e isso dói.

Nickito não reclama diretamente, até porque ele se contenta com as migalhas de atenção que ofereço quando posso. Ele ainda não entende muito bem (sorte minha).

Vivi, por outro lado, sente e cobra. Joga na cara mesmo, usa todas as letras pra que eu saiba que isso não tá legal. Já me perguntou algumas vezes porque tenho que trabalhar tanto. Já disse também que preferia quando eu não tinha que trabalhar, porque eu podia dar mais atenção pra eles. Já requisitou um final de semana inteiro pra ele, alegando que seria justo (e não é?). Enfim, Vivi me fez enxergar a realidade, aquela pra qual eu ando fechando os olhos.

A verdade é que ando mirando lá na frente, tentando me convencer que é isso aí, que preciso fazer este sacrifício agora, mas que vai passar. Mas será?

Já chorei de desespero pelas madrugadas, me perguntando se isso é vida, se estou fazendo a coisa certa, porque, meus amigos, essa história de empreender é ainda pior do que pura e simplesmente trabalhar de casa. E quando você empreende de casa então, sai de baixo, porque o trabalho é full and extra time.

A Oca nem começou e já estou sentindo na pele.

Enquanto isso, no meio deste turbilhão, Nickito traz a fofura embrulhada no mais lindo papel de presente e sem saber amacia os meus dias com suas frases inocentes.

Hoje, fui obrigada a fazer uma pausa no trabalho pra deixar registrada aqui a fofura do dia 🙂

Ele vem chegando de mansinho, senta ao meu lado, olha pra mim com aqueles olhões de cílios compridos e diz assim: “mamãe, eu não quero mais fazer aniversário!”

– por que meu filho?

– porque eu não quero crescer! quero ser sempre seu bebê, seu picoquinho, seu periquitinho fofinho… quero sempre caber no seu colo.

– ah, meu filho, mamãe já te disse que você será sempre meu periquitinho, meu bebezinho 🙂

(pensou por uns segundos e…)

– tive uma ideia! E se você colocar uma vela de 4 novamente no meu bolo?? Assim eu não viro 5, fico 4 pra sempre! 🙂

Ah como eu gostaria de poder congelar tudo, pra não perder nem um pedacinho da infância desses moleques. Mas a vida, às vezes,  é cruel.

Esta não é a primeira vez que o Nickito tem uma grande ideia para parar de crescer. Uma vez,  disse que não ia mais comer, porque comer faz crescer e bebês são pequenos, logo ele não pode mais crescer.

Acho que ele é o único menino que eu conheço que não gosta de ser chamado de big boy. Fica uma fera! “Eu não sou big boy! Eu sou pequeno!!”

Ao mesmo tempo que eu tento explicar pra ele que é normal crescer, que todo mundo cresce e tal, confesso que fico toda feliz que ele queira ser pra sempre meu bebê 🙂

Às vezes olho pro Vivi e vejo aquele meninão comprido, já com carinha de rapaz, e fico quase triste. Meu moleque tá crescendo rápido demais e pior, ele faz questão de crescer, de ser cool, de não dar abraços nem beijinhos. A sensação que eu tenho é que ele está muito acelerado. Ele e o irmão são os extremos opostos. Enquanto um quer ficar comigo pra sempre, o outro já avisa que vai sair de casa, mudar de país (mas volta pros meus netinhos me visitarem). Talvez por isso, eu em prenda tanto a bebezice do Nick, rs

Anyway, falei falei e não disse nada. Mas é isso mesmo, este post foi só um desabafo de mãe que tá sentindo falta de ser mãe.

Mas se Deus quiser, esse tsunami vai passar.

Ainda bem que meus moleques tem um super pai e eu um super marido, porque só assim pra sobrevivermos todos a essa tempestade.

Meu eterno amor e gratidão a esse homem maravilhoso que me apoia incondicionalmente.

 

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