Quatro dias mais tarde, no vôo a caminho de casa

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(Senta, porque o post é longo. São 4 dias, minha gente!)

Quatro dias mais tarde, aqui estou eu, diretamente do vôo Barcelona-Doha, deixando para trás um verão borbulhante e indo em direção 1a friaca mamonesca de Melbourne. Os amigos melbournianos alertam via Facebook: o frio está de doer o ciático.

Vou aproveitar que o vôo curto é longo (8h) e atualizar o blog com os últimos posts da viagem 🙂

No último final de semana, conforme anunciado, tivemos a companhia dos nossos amigos que vieram da Alemanha curtir o calorão do Piemonte.

A Carla e o Henrique chegaram na sexta no fim do dia e fomos direto jantar, porque conforme já aprendemos, as cozinhas dos restaurantes ficam abertas por no máximo duas horinhas por noite. Fomos à mais famosa pizzeria da cidade, Week End (assim mesmo, separado). A pizza, de fato, era muito boa, mas o ambiente, JesusCristo, era um verdadeiro forno. Além de ser pequeno e não ter uma boa circulação de ar, o forno à lenha fica dentro do recinto e o ar condicionado não dá vazão. Na verdade, o momento mais fresquinho aconteceu, quando por alguns segundos acabou a luz (as luzes eram bem quentes). Ou seja, por mais que a pizza fosse muito boa, a experiência deixou a desejar por causa do desconforto. Vejam bem, até mesmo eu que não reclamo de calor e muito pouco suo, estava pingando. Por outro lado, a pizzeria ganhou pontos extra pelo precinho mega camarada. Cada pizza (bem grande) custava 5 euritos. Nosso jantar saiu praticamente de graça. Sem dúvida alguma o jantar mais barato das férias italianas (e da temporada em Barcelona).

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Após o jantar, demos uma voltinha pelas ruelas de Moncalvo e por fim assistimos um pouco do festival, mas não até o fim, já que os moleques estavam podres de cansados.

Passamos o final de semana lagartixando na Cascina Rosa, ora jogando totó, ora na piscina, ora na sombrinha, ora jogando pingpong. Quando não estávamos lá, estávamos comendo ou procurando algum lugar pra comer – alias, diga-se de passagem, comer foi o que mais fizemos nessas férias. Foi tanta massa que já não aguentamos mais ouvir falar em gnocchi, tagliatelle e afins. Ao contrário de todas as outras férias da minha vida, nestas eu certemente ganhei uns quilinhos, as roupas não negam. Também, pudera, comemos feito italianos e muito pouco andamos por conta do calor insano que encobria as ruas e fachadas de pedra das cidadelas – e talvez por isso também, não houvesse uma viva alma nas ruas pra nos fazer companhia.

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No sábado, acabamos perdendo a hora na piscina e quando finalmente saímos para almoçar, era tarde demais, as cozinhas estavam todas fechadas. Nosso almoço foi um misto quente com suco de laranja, que era a única coisa que os dois cafés de Moncalvo ofereciam àquela hora – além de gelato, claro. O café escolhemos com base na melhor sombra oferecida 🙂

À noite voltamos à cidade e após rodarmos vários restaurantes à procura de uma cozinha que ainda estivesse aberta, conseguimos uma mesa na Osteria Alermano – que delicia! De entrada nos trouxeram bruschetinhas e os melhores pasteizinhos de queijo do universo. Sério, ô pastelzinho bom! O jantar em si não ficou atrás, estava excelente. Não é  sem sem motivo que essas tem sido férias gastronômicas. Temos sido muito bem servidos 😉

Claro que não poderíamos deixar de assistir ao encerramento do Festival de Moncalvo, né? Uma compilação dos melhores momentos, as melhores apresentações. Mais uma vez, um belíssimo espetáculo. Devo dizer que estas férias estão repletas de cerejinhas 🙂

No domingo, fomos espertos e saímos do B&B mais cedo para almoçar. Voltamos ao Restaurante do Castelo, onde fomos na primeira noite (e quase fomos carregados pelos mosquitos), só que desta vez ficamos lá dentro, no fresquinho e longe da mosquitada. O Castelo não é requintado, pelo contrario, é bem caseiro, os garçons são simples, a comida é simples… mas muito gostosinha. Comi um ossobuco com polenta de lamber os beiços. Como disse a Carla, gosto de comida de vó 🙂

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Voltamos pro hotel para aproveitar as últimas horas da companhia dos amigos.

O casal Coijinha 😛 foi embora por volta das 5 e nós fomos aproveitar nossas últimas horas da piscina e do calorzão piemontês.

Claro que não demorou para que o marido ficasse com fome novamente, né? Eu, sinceramente, tenho comido tanto, que nem tenho tempo de sentir vontade de comer, quem dirá fome. Não posso reclamar das roupas apertadinhas, né? Rs

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Nosso farewell dinner foi no melhor restaurante de Moncalvo (a gente não sabia disso, foi uma grata surpresa de despedida!). Que comida, que serviço, que vinho, que atmosfera lindinha (super fresquinho, rs). Comi ali o melhor gnocchi do universo. Nunca, nunquinha havia comido algo parecido (e olha que eu já comi muito gnocchi por aí e faço uma receita da mamãe que é muito boa!). Sabor perfeito, derretia na boca. E a beringela do antipasto MEODEOSDOCÉO? Preciso muito aprender a fazer. É de morrer! E o segundo prato?? Olha, nem lembro o nome, mas que minha carne estava de se comer de joelhos, ah isso estava. Nota 11 pra ele.

Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que encerramos nossas férias em grande estilo.

Ah, na noite de domingo rolou o Moncalvo Summer Festival – esta cidadezinha é o que há de melhor no Piemonte, rs. Uma rua foi toda dedicada à degustação de vinhos e chás, com direito a músicos tocando aqui e ali e citronelas queimando pelo caminho, na tentativa de reduzir o desconforto causado pelos mosquitos ferozes (o único downside desta última semana de férias). Teve também apresentação de rock e outras atividades espalhadas pelo  centrinho histórico de Moncalvo, que tem o título de menor cidade italiana!

Demos uma volta, mas não nos demoramos, porque no dia seguinte iríamos sair bem cedo, logo após o café da manhã, para pegar uma longa Estrada, mais de 8 horas até Figueres, há uma hora e meia de Barcelona, nossa parada para dormir, antes de partirmos pro aeroporto.

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Foram longas horas de Estrada e quando finalmente chegamos a Figueres, nosso hotel era bem no centro antigo da cidade, o que a primeira vista pareceu uma furada, já que o quarto do hotel era minúsculo, o estacionamento caro… acabou sendo mais uma daquelas cerejinhas. Deixamos o carro no estacionamento do Hotelzinho e fomos dar uma voltinha. Que fofurinha de cidade! Fiquei até triste por não termos chegado lá mais cedo. O Museu de Dali era do lado! Só não vou dizer que fiquei frustrada, porque seria até pecado e se há algo que eu não sou é mal agradecida :). Mas que eu adoraria ter ido ao Museu de Dali, ah adoraria!

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De qualquer forma, demos uma volta, tiramos umas fotos (bônus) e ainda comemos nossos tapas da despedida, devidamente acompanhados da nossa boa e velha água com gás catalan (aquela com gostinho de bicarbonato, que eu odiava, mas acabei me apegando).

E finalmente nossa viagem chegou ao fim. Esprememos até a última gotinha, né? 🙂

Hoje cedinho, pegamos a estrada rumo ao aeroporto de Barcelona, onde devolvemos o carro. Apesar de ter sido um pouco enrolado, já que precisamos da ajuda de um amigo pra enviar, no tempo exato, de taxi, nossas duas malas (as que não couberam no carro, lembra?) + a tampa da mala do carro que ficaram na casa dele, tudo deu certinho no final. E quer saber? Foi muito melhor termos ficado com um carro menor, mesmo tendo que deixar duas malas pra trás, porque nos enfiamos em cada ruela medieval no Piemonte, que se fosse um carro grande estaríamos entalados lá até agora :O| Definitivamente, há males que vem pro bem 😉

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Olhando pra trás e fazendo um balanço desses quase 3 meses abroad, só tenho a agradecer. Foi tudo tão bom! A estada em Barcelona, o encontro DIY Coletivo, o encontro Oca, a primeira parte das férias na Toscana e o encerramento no Piemonte. Tudo tão perfeito, que se eu tivesse realmente planejado, acho que não sairia melhor (acreditem, foi tudo no improviso – nunca tivemos férias tão improvisadas na vida. Tudo decidido no último minuto).

Eu estava super insegura com o Piemonte, mas foi uma delícia esse nosso agriturismo, sem Milão, sem Turino, sem Alessandria. Serviu realmente para curtir a família (e os amigos), relaxar, recarregar as baterias e ficar prontinha pra onda de trabalho que me aguarda neste retorno à Melbourne. Aliás, vou precisar de muita disposição e disciplina pra conseguir cumprir minha agenda, não só para o lançamento da Oca, anota aí, dia 20 de agosto, como para mandar brasa no período de divulgação que começará dia 19 de julho (deu até um frio na barriga agora). Que Papai do Céu abençoe este projeto e que os anjinhos digam amém.

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