Acordando no Piemonte

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Bom dia pra você que acordou com um café da manhã home made delicioso.
Bolos fresquinhos, frutas colhidas do pé no jardim, iogurte fresco, geléias artesanais, queijos deliciosos e croissants maravilhosos. Tudo servido numa salinha de refeições aconchegante, com jeito de casa, de improviso, e não de hotel.

O que eu mais estou curtindo na Cascina Rosa é a personalidade, a originalidade. Cada detalhe parece não ter sido pensado, parece mesmo que tudo aqui é muito espontâneo, não planejado, verdadeiro. E eu, aquela pessoa que tudo planeja, estou adorando e até pensando em incorporar uma beiradinha dessa espontaneidade a minha casa. Simplesmente deixar acontecer.

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Julho chegou e nós temos apenas mais 6 dias de Itália. Depois disso, a gelada Melbourne nos aguarda. Também nos aguarda muito trabalho e muita ansiedade. Mas este não é o momento de falar sobre isso.

Após o café, ficamos no jardim brincando com os meninos, curtindo, a paz, degustando o visual do lugar.

Já passava do meio-dia, quando decidimos dar uma voltinha pelos arredores. Fomos até Olívola, um micro vilarejo lindinho que abriga 143 habitantes. Isso mesmo, 143 habitantes.

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A igejinha, as casas de pedra, as ruas estreitinhas, tortinhas… e vazias 🙂 como uma boa cidade dormitório. O vilarejo é tão miúdo, que tem placa na rua indicando o caminho pra farmácia :). Uma fofura!

Demos uma voltinha, tiramos umas fotos e voltamos pro carro, porque, meu amigo, 37 graus no alto da montanha é coisa pra caramba! Nem a pessoa aqui aguenta muito tempo, rsrs

Saindo de Olivola, demos uma passada na cidade grande da região, Casale Monferrato, com seus mais de 40 mil habitants :O|

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Passamos lá, mais par  ir ao Mercado comprar some nibbles e também pra ver se encontrávamos uma bóia pro Nick poder enjoy a piscina do B&B, que é muito funda pra ele. Vejam vocês, encontramos, aqui no interior do Piemonte, um bazar chines “Ni hao”:) Quando eu digo que os chineses estão em toda parte, não é sem motivo.

Casale Monferrato, apesar de “grande”, também é bem simpática 🙂 – estou realmente apreciando esta nossa estada por aqui.

Demos ainda uma micro parada em Crea, outra cidadela lindinha no alto da montanha., onde entramos de carro por aquelas ruelas tão estreitas e curvas, que parecia que teríamos que desmontar o carro pra passar por ali. Em vários momentos, tive que sair do carro pra conferir se dava pra seguir, especialmente nas descidas estreitas e curvas. Tenso!

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Em vez de almoçar, voltamos pra Cascina Rosa e fizemos um lanchinho no jardim. Brie, proscuito, pecorino e pãezinhos, o famoso “me engana que eu gosto”;)

O dia aqui parece que rende mais. Tudo é tão pertinho, dá pra fazer um monte de coisas e ainda descansar.

Passamos o fim da tarde entre a piscina e o jardim. Desta vez devidamente protegidos dos mosquitos (compramos repelente no china).

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E atenção para a surpresa da rodada: fizemos social no jardim! Tão a nossa cara, né? Só que não, rsrsr

Pode não parecer, mas eu sou extremamente tímida, tenho sempre receio de ser intrometida, inconveniente, então, fico sempre no meu cantinho.

Só que desta vez, o filho da dona do B&B nos convidou pra degustar um vinho. Ele estava no jardim com um casal de amigos, que moram numa outra cidadela aqui perto e cultivam vegetais orgânicos lindos e aparentemente decliciosos, que entregam diretamente nas casas dos clientes semanalmente. Um luxo 🙂

Foi um bate-papo bem interessante, um misto de italiano e inglês com até mesmo umas pitadas de português, bem do jeito que a gente gosta.

O Luca, filho da Sabrina, dona do B&B, já esteve passeando pelo Brasil, em Pipa, veja você, e morou por 7 meses em Sydney, a trabalho. O casal Chiara e Michaele é de Casale Monferrato, mas há 3 anos se mudaram para uma vida ainda mais pacata, num vilarejo aqui perto. Uma das coisas mais bacanas de viajar é interagir com as pessoas locais, entender como a vida funciona e desmitificar comportamentos e estereótipos.

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Por falar nisso, desmitifiquei completamente o exagero da falta de educação no trânsito italiano. Até agora não vi nada que se assemelhe, nem de longe, à falta de educação no trânsito no Brasil. Eles aqui, podem não ser como os americanos do interior, nem como os australianos, mas ainda assim são bem educados.
O italiano, quando muito, é bagunceiro se comparado aos ouros primos europeus, mas não com os brasileiros.

E por falar em Brasileiros (esse post tá ficando gigante, né?), é interessante como nossos compatriotas só viajam pelas cidades mais turísticas e, com isso, tem muito pouco contato com a cultura local, já que as cidades mais turísticas são podadas para o turista.

O que eu sei é que o dia passou, a noite chegou e nós nem percebemos. Quando fomos nos dar conta da hora, já passava das 9, resultado, quando conseguimos chegar a Moncalvo para jantar, os restaurantes já estavam todos fechados.

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Famintos, fomos dos alimentar de cultura, porque hoje no festival de Moncalvo teve uma apresentação linda de dança. Como disse o marido, teríamos pagado, felizes, um bom dinheiro para assistir um espetáculo como aquele, mas em vez disso, assistimos de graça. Nós e toda a cidade de Moncalvo.

Uma produção fantástica, uma apresentação linda e emocionante. Me levou do riso às lágrimas. Um casalzinho de crianças, que deviam ter uns 8 anos no máximo, exibiram um talento incrível. Fiquei absolutamente impressionada, em êxtase. A fome até passou 🙂

Como pode, um vilarejo na montanha do Piemonte promover um espetáculo como este? Países europeus são outros quinhentos, né não? E itália é cultura na sua forma mais pura e genuína. Estou cada vez mais encantada com esta terra e em especial, com esta região linda que é o Piemonte. Posso confessar? Deu uma vontadezinha de me mudra pra cá – que Barcelona não me ouça, rsrsr

Mas peraí, eu moro em Melbourne :o|

Todo mundo sabe que eu sou fã de Melbourne, de carteirinha (tirando o tempo frio chato de galocha), mas não há como comparar o incomparável, laranjas com maçãs. A Austrália é uma linda e apetitosa maçã, mas a Itália é uma laranja redondinha e suculenta. E eu gosto muito mais de laranja do que de maça 😉

Bom, melhor eu encerrar este post por aqui. Amanhã tem mais 🙂

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