Lucca, a terra de Puccini

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Hoje foi dia de conhecermos Lucca, a terra de Puccini, que fica mais ou menos 30 minutos de onde estamos.

Esta foi a primeira vez que saímos de casa sem saber direito o que faríamos, sem sequer ler sobre a cidade. Fomos completamente às cegas!

Ainda bem que arrependimento não mata, porque se matasse, estaria aqui estirada no chão!

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Passamos o dia interinho lá, percorrendo suas ruas e nos perdendo nelas (sem mapa!), visitando Igrejas, Museu, caminhando sobre o muro… e não ainda assim não vimos uma das principais atrações da Cidade, a tal torre de Guinigi, que tem carvalhos habitando seu topo.

Como não li absolutamente nada sobre Lucca, não fazia ideia do que me aguardava e com isso, acabamos papando mosca.

Aí você me pergunta: mas, Erica, por que você não se informou antes??

Eu te explico.

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Meu digníssimo tem a teoria (maluca) de que o Google estraga o prazer dos viajantes, elimina o fator surpresa, quando disponibiliza inúmeras imagens, visões do observador, etc. Ele diz (ou dizia) que era muito mais interessante antigamente, quando os viajantes eram surpreendidos em cada parada.

Pois bem, resolvemos testar o método “viajante ignorante” e foi um mega fracasso!

Não que nosso passeio não tenha sido gostoso, foi sim! A cidade é linda, se perder nas ruas de Lucca é uma delícia, maaaas fiquei bolada por ter perdido os carvalhos da torre. Bo-la-da! “Mas, Erica, não é você que sempre diz que não curte programa turistão? Os carvalhos da Torre são mega turistão!”. Sim, são, mas fiquei bo-la-da!

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Aí, meu digníssimo vira pra mim e diz: “ah, mas a minha tese só vale pra mim. Eu é que não quero ter que ver fotos do lugar que vou visitar, pra ter a surpresa. Só que pra isso dar certo é fundamental que você veja tudo e planeje a viagem.”

Sim, minha gente, eu tive que ouvir isso! Quando eu digo que tomei caipirinha no cálice sagrado, não é sem motivo! hahaha

Anyway, voltando à Lucca…

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Super recomendo um dia passeando por lá. O ambiente é muito bacana e se perder pelas ruas é um “must”. Cada esquina guarda uma surpresa, uma paisagem diferente.

Particularmente, sou uma grande fã das cidades medievais e gosto de percorrer suas ruas sem mapa, tentando decifrar os caminhos.

Lucca é uma antiga colônia romana, que data de 180 a.C. e é cercada por 5km de muralha de pedra que foi construída no século XVI para proteger a cidade de possíveis batalhas, nas quais, felizmente, a cidade não se envolveu, mantendo seu traçado original intacto.

Uma das coisas que eu mais achei interessante na cidade (já que eu não vi os tais carvalhos da torre – grrrrr), foi uma Igreja, construída onde havia uma antigo Foro Romano e, portanto, tem fachada quase completamente pagã.

Outra característica marcante é o número de bicicletas. É muita bicicleta, gente! E o motiveo é bem simples: como as ruas não são feitas para os carros (que são raros por ali), a bicicleta é um excelente meio de transporte que facilita bastante a circulação pela cidade. Se um dia eu voltar a Lucca, alugarei bicicletas com certeza!

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Gostei muito também do Anfiteatro Romano, onde, num passado bem distante, os gladiadores enfrentavam as feras. Confesso que só de imaginar essa loucura, me dá um frio na espinha. Coisa de maluco!

Mas o que antes era um palco de sangue, hoje é uma praça super charmosa.

Outra característica super bacana é que em muitas edificações, o exterior foi preservado lindamente, enquanto o interior foi adaptado à novas funções, sem descaracterizar a arquitetura original. Vimos biblioteca, escola, banco… Por fora, uma viagem no tempo, por dentro, a arquitetura antiga se mescal à moderna. Um grande exemplo a ser seguido.

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Confesso que cada vez que viajo e vejo o respeito que os países tem com a história e a cultura, sinto um misto de alegria e tristeza. Alegria por ver tanta beleza intacta, preservada, valorizada. E tristeza em pensar que no Brasil, não há essa cultura de preservação. Quantas obras já não foram sacrificadas em nome do “progresso”, ou, pior, de interesses políticos?
Mas este post não é pra lamentar a falta de apego à história que se vê no Brasil né? É, quando muito, pra lamentar o fato de eu não ter planejado a visita,  ter ido na teoria do marido e não ter visto os carvalhos! 😛

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No fim do dia, cheguei a comparar Lucca a Avignon, mas pensando bem, tirando o fato de serem cercadas por muros, não são parecidas não. Avignon é exclusivamente turística. Até pra encontrar um restaurante decente é ruim. Já Lucca tem vida própria, come-se bem (almoçamos num restaurantezinho super gostoso sem ser pretencioso), tem toda uma estrutura de cidade normal e muito mais personalidade que Avignon.

Super vale a visita!

Hoje, ao voltarmos pra casa, passamos no Mercado pra comprar umas coisinhas pro café da manhã e acabamos comprando também uma massinha fresca e um pesto pra fazer em casa, pro jantar.

Jantamos lá fora, com uma vista linda das montanhas, Sob o Sol de Toscana. Super romântico – não fosse a louça suja pós jantar, rs. Ficou o aprendizado: jantar em casa não tá com nada 😛

Bom, agora dá licença que preciso planejar o passeio de amanhã 😉 Detalhe é que ainda nem sei pra que lado vamos!

PS. Tô quase dando uma passadinha em Lucca amanhã, só pra ver a Torre dos carvalhos, rsrsr

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