Uma Barcelona de olhinhos puxados

Ontem à noite fomos jantar num chinês aqui perto do apê. Desta vez, estamos mais ao sul, próximos do Arc del Triomf, num bairro chamado El Fort Pienc.

Já havia notado que o número de asiáticos aqui é muito maior na Direita do Eixample, onde ficamos da outra vez. Por aqui, é super comum ver várias famílias chinesas no parquinho, mas não é só isso… Há inúmeras lojas por aqui, que além do letreiro em espanhol, tem também em chinês. E não pára por aí. Notei que não são espanhóis descendentes de chinês, mas chineses mesmo, que, muitas vezes, falam apenas chinês e, quando muito, um espanhol bem quebrado, quase como o meu (hahaha, eu não falo nem quebrado, rs).

No restaurante que fomos, que por sinal estava super bem avaliado no Foursquare, eles mal falavam espanhol. Entendiam, mas falar que é bom, necas. São beeem chineses mesmo. Me senti em Beijing! Não só por causa da língua, mas também por causa dos gestos, do jeito, do comportamento.

Quer tirar a prova dos 9 pra saber se o chinês é genuíno? É molezinha: coloque-o frente-a-frente com o Nick. Na primeira olhada do meu pequeno, na primeira piscadela daqueles olhões com cílios imensos e cheios, é batata, todo chinês que se preza, se derrete, rs

Lembro bem da nossa saga em Beijing, quando o pequeno não tinha nem um ano de vida e a nossa família era perseguida para fotos. Não podíamos dar dez passos sem que tivéssemos que posar pra fotos. A família de olhudos, rs. Tentavam a todo custo pegar o nick no colo, ficavam completamente encantados com o baby Nick. Nem metrô lotado os impedia de tirar fotos e gravar vídeos do Nickito – privacidade zero! No primeiro dia, foi até engraçado, mas nos 10 dias que se seguiram, meodeos! Que tormenta!

Enfim, no tal restaurante, a princípio não fomos muito bem recepcionados não. Não fomos mal tratados, claro, mas também não houve aquela simpatia básica com a qual se recebe um cliente. Mas a apatia não durou muito. Foi só o garçon ficar cara-a-cara com o Nickito, que tentava usar os palitinhos para comer, e pronto: foi fisgado! Super simpático, começou a ensinar os moleques a usar os palitinhos, e ria, todo bobo. Não demorou pra que mais uma garçonete aparecesse pra admirar meus olhudinhos 🙂 Até balbuciaram algumas tímidas palavrinhas em espanhol,  rs

Mas eu comecei a escrever este post, pra falar da população chinesa, que habita este lado de Barcelona, a qual eu não não tinha conhecimento. Pra mim, os asiáticos daqui eram todos paquistaneses, fiquei bem surpresa com a descoberta.

Bom, nos demos bem. Temos um restaurante chinês autêntico, com comida gostosinha, porções super bem servidas e precinho ó, super em conta! O único inconveniente é que se você chegar após as 8 da noite, tem que ficar na fila pra entrar (chegamos 7:30), porque pega fogo!! E não é um restaurante familiar, não. Só garotada! Diria que pelo menos 80% dos clientes estão nos vinte e pouquísimos. Comida farta, boa e barata dá nisso, rsrsrs. Ah, o barulho também é intenso! Fazia muuuuuuito tempo que não ia a um lugar to barulhento. Era tanto barulho e tanta gente, que até o Nick ficou incomodado: “muito noisyyyy”, 😛

Mas algo me diz que voltaremos lá para um repeteco.

 

 

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