Ah, Brighton, how I miss you!

O ano que moramos em Brighton foi realmente adorável. Saudade enorme que sinto das minhas caminhadas matinais na praia, dos almocinhos nos cafés da Church Street, da manicure baratex, do salão na porta de casa, do mercado no quintal, de não precisar ir ao shopping pra fazer absolutamente nada, de poder fazer tudo a pé.

Tempos que não voltam mais…

Mas a gente sempre pode dar uma rebobinada básica e voltar ao ninho pra dar um rolé, né não? 🙂

Hoje fomos passear por lá e foi tão gostoso. Até voltinha de scooter eu dei 🙂

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O dia em que sairmos de Melbourne, vou sentir falta de tanta coisa, que dá um aperto no peito só de pensar…

 

my valentine

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Hoje, 14 de fevereiro, é Valentine’s Day por aqui – o tal do dia dos namorados. E apesar de, em tese, ser um dia para celebrar a dois, celebramos a quatro, dado que fez um lindo sábado de sol (apesar da previsão ser de chuva e trovoadas – ê , Melbourne!).

Mas vamos às minúcias…

Parte I

Pela manhã, maridinho foi pra costumeira pelada (sagrado compromisso semanal, rs) e eu fiquei mais tempo na cama, lagarteando uma preguicinha boa que só. O tempo estava horrível e quando é assim, eu fico super desanimada.

Porém, quando doutor Mauricio chegou em casa, vendo que o sol estava a brilhar no céu azulzinho (vai entender o tempo de Melbourne!), resolvemos sair pra passear (yay!). Eu, claro, sugeri um passeio longe, num lugar que nesses quase 6 anos de Austrália, nunca visitamos, maaaas, claro, meu digníssimo arregalou os olhos e disse: “lá longe?!?!”

Diante da (já esperada) reação, guardei a viola no saco e passei a bola pra ele: “onde então?”

Mauricinho sumiu por uns instantes e voltou dizendo que nosso casal de amigos número 1 sugeriu um passeio no Jardim Botânico seguido de um café da tarde por lá mesmo. Achei perfeito pra nós e pras crianças. E o melhor, nem tive que combinar nada, tudo foi resolvido pelos maridos. Perfeito, né? Esperem…

Nos arrumamos e saímos em direção ao Jardim Botânico.

Chegando lá, enquanto procurávamos uma vaga, recebo uma mensagem do nosso amigo com um mapinha apontando pra outro jardim botânico do outro lado da cidade. Como eu conheço a figura que adora uma piada, respondi: “engraçadinho!” Contei pro marido e ficamos rindo.

Quando finalmente encontramos uma vaga, o telefone tocou. Era a amiga, perguntando onde nós estávamos.

eu: estacionando
ela: mas onde?
eu: numa vaga próxima ao café, perto daquela área que a gente faz picnic..
ela: picnic? eu nunca fiz picnic aqui!
eu: como não? claro que fizemos! vários até! aqui perto do shrine…
ela: shrine???? peraí, em que jardim botânico você está???
eu: ué? no de sempre!
ela: NÃO ACREDITO!
eu: ah, não!!! estamos em lugares diferentes?!
ela: estou no Jardim Botânico perto da minha casa!
eu: (cara de tacho)

É, gente, estávamos em lugares totalmente diferentes e nosso encontro furado, graças aos nossos digníssimos maridos, que “combinaram tudo”.

Meu maridinho é ótimo, mas numa conversa ele só ouve o suficiente pra tocar a vida. Detalhes? Confirmações? Não é a praia dele. Não é à toa que seu apelido carinhoso é Mauricinho 80%. Quando lava a louça, não lava toda, quando aspira a casa, não aspira toda, quando programa um passeio, programa pela metade.

Não adianta, nossos passeios só são bem sucedidos quando  euzinha tô no comando. Acho que o único passeio, na vida inteira deste casal, que doutor Mauricinho organizou e foi um sucesso total, foi uma viagem que fizemos pela Bahia, quando éramos recém namorados. Segundo ele, quando éramos namorados, ele estava em fase de conquista, então dava o melhor de si, colocava toda sua energia nas missões pra fisgar o peixe. Depois que casou, se aposentou. Deve ter gastado toda a energia naqueles dois anos sendo namoradinho mais-que-perfeito, que topava tudo.

Mas tudo bem, tivemos um início de tarde super gostoso, ainda que o encontro tenha furado. As crianças se esbaldaram e nós demos boas risadas e também nos deleitamos com a alegria dos moleques. That’s what life is about, isn’t it? 🙂

Parte II

Quando chegamos em casa, deixamos as crianças no parquinho e ficamos na sala, com um olho neles, pela janela, e outro na tv, assistindo o último episódio de How I met your mother. Eu, me debulhando em lágrimas e pensando how lucky I am, por tem meu Mauricinho 80% na minha vida. A cada cena, eu me identificava com um personagem, via traços da nossa própria história ali e só conseguia me sentir agradecida a Deus, à vida, à sorte, ao universo, aos tropeços, a todas as escolhas que me levaram a conhecer este homem que há quase 13 anos é meu melhor Valentine.

Sério, se alguém chegasse pra mim, há 10 anos e me dissesse que eu hoje passaria um dia dos namorados sem um encontro romântico, jantar e troca de presentes, eu diria: “bebeu?!?!? tá doidão?!?!”

Mas hoje meu dia foi assim, sem jantar especial, nem troca de presentes, mas com algo muito, muito mais especial que qualquer simbolismo representa: a felicidade de saber que se eu voltasse no tempo, sabendo que minha vida seria como é hoje, eu teria o maior cuidado do mundo para repetir cada escolha, cada passo, cada momento (os bons e os ruins), pra que não houvesse a menor possibilidade de que alguma coisa estivesse diferente hoje. E pra mim, sem hipocrisia nenhuma, esta é a melhor sensação do mundo inteiro.

Se há uma coisa que aprendi ao longo desta caminhada é que a felicidade a gente celebra diariamente. Aprendi também que não é preciso uma data especial pra ganhar ou dar presente. E claro, aprendi que o que mais me faz feliz é a família que eu tenho.

Parte III

Terminado o último episódio do HIMYM, eu com a vista ainda embaçada de lágrimas, a cara inchada e o nariz entupido, olhei pela janela e do outro lado da rua, no parquinho, estavam nossos dois molequinhos, brincando com a gangue. O Nickito, outrora meu bebê, lá no meio dos big boys, todo metido e sob a proteção do irmão… Chorei um pouco mais – de pura felicidade. E quando o marido foi lá fora só pra tirar uma foto dos moleques brincando, derramei mais um litro de lágrimas. E quando o vi pela janela, ele já com alguns fios brancos, caminhando pra se tornar o grisalho mais charmoso do mundo, pensei, nossa, we came a long way together, e eu sou tão grata, mas tão grata. Pensei também nos meus pais e me deu uma vontade enorme de ligar pra eles e contar mais uma vez sobre o quão feliz a filha deles é. Taí uma coisa que tenho certeza que todos os pais e todas as mães gostariam de ouvir.

Não liguei porque àquela hora ainda era madrugada no Brasil, então resolvi escrever aqui e deixar registrada uma felicidade que não cabe dentro de mim, uma gratidão sem limite, por tudo.

Não, minha vida não é perfeita, não, eu não tenho tudo o que quero (ainda bem, né?), mas certamente tenho tudo o que preciso pra ser feliz e pra conquistar todo o resto.

Em pensar que meu príncipe encantado me encontrou no momento em que eu menos queria ser encontrada… Em pensar que eu nem fui com a cara dele à primeira vista. Em pensar que estive muito perto de eu não dar bola pra ele. Nossa, chega a me dar um frio na espinha.

Um dia eu conto mais dessa história. Por hoje, só quero dizer pro meu eterno valentine: “amor, I love you” com todo o meu ser, de corpo e alma. Mesmo com os sapatos pelo meio da casa, mesmo com o restinho de comida no ralinho da pia, mesmo quando você não enxerga o farelo no carpete da sala, mesmo quando você bebe meu restinho de suco como se fosse seu. Obrigada por me fazer tão feliz, por me apoiar, por me amar, por ser um pai perfeito, por cuidar tão bem de mim e dos nossos moleques. Obrigada por não ter um pingo de egoísmo no coração. Obrigada por estar sempre presente – até quando preciso que você saia do trabalho no meio do dia pra matar uma barata (true story).

Dito tudo isso, maridinho, que tal você liberar aquele iPad novo hein? 😛

Em tempo: enquanto eu finalizo este post, meu maridinho está dançando bobamente com os meninos pela sala. Como não amar? 🙂

Dureza

Este ano começou conturbado, muito a ser feito, pouco tempo (ou tempo mal organizado?), crianças de férias em casa… daquele jeito!

Acho que nunca tive um mês de janeiro tão enrolado, tão encrencado.  Mais parece que todas as complicações do ano se concentraram nestes primeiros 31 dias. Aff!

Aconteceu de tudo um pouco e eu, pra variar, entrei num estresse profundo – do qual, aos poucos, estou começando a sair.

Só pra ilustrar um pedacinho da delícia deste primeiro mês do ano, nosso carro decidiu parar de funcionar. Parou assim, de repente, enquanto eu estacionava em frente ao playcentre. Parou atravessado no meio do estacionamento, enquanto eu manobrava para estacionar.

Sorte que nessas horas sempre surgem almas caridosas e quando eu vi, já havia 3 me ajudando, empurrando o carro (eu mereço!) enquanto eu manobrava pra entrar na vaga e liberar o caminho.  Aí eu te pergunto: você renovou o seguro? Eu não. Pois é, esquecemos. O seguro estava vencido fazia quase 1 mês. Parabéns pra gente que teve que pagar 80 doletas no reboque. Parabéns pra gente novamente que o mecânico não só NÃO resolveu o problema como cobrou 650 doletas pela revisão + troca de alguma coisa que eu não faço ideia do que seja.

Dureza, gente. Espero que a coisa melhore, viu? E que no final de 2015, o balanço tenha saldo super positivo. Tô precisando!