Seu Jorge in Melbourne

Ontem tivemos um date night, uma saída totalmente kids free, coisa rara por aqui 🙂

Podem me chamar de maluca, mas eu sempre me sinto estranha quando saímos e o marido sem os filhotes a tiracolo. Sei lá, parece que tá faltando um pedaço…

Dito isso, posso, com um pouquinho de culpa, contar que a noite foi uma delícia do princípio ao fim, dos drinks pré-show até a volta pra casa sem ter que se preocupar em dar banho nas crianças e colocá-las para dormir 🙂

Super recomendo 😉

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O show foi mooooooito bom! Apesar da gente estar super por fora do repertório do Seu Jorge, a animação é contagiante – até porque, músicas na língua mãe a gente aprende num piscar de olhos, né não? E a delícia que é desenferrujar o sambinha no pé?Mas o priceless mesmo é ir a show muito bom, sem se estressar pra estacionar, sem muvuca na entrada nem na saída, tudo fácil, simples e indolor.
Queria fazer uma programação assim, a dois, pelo menos uma vez por mês, mas se bem conheço este casal, outra programação desta só ano que vem, rsrsr

Point Nepean

Meu marido não é muito chegado a passear. Por ele, se puder acordar no sábado de manhã, ir pro futebol, voltar pra casa, almoçar  um churrasquinho e depois sentar no sofá em frente à TV, com as pernas pra cima, tá ótimo.

Pra mim, tá péssimo, rs

Então, gentilmente, ele, vez por outra, se rende e aceita minhas sugestões de passeio, mesmo achando que é longe, que não tem graça e tal.

Para minha surpresa, desta vez foi ele, meu digníssimo que sugeriu o passeio 🙂

Um amigo do trabalho recomendou que levássemos as crianças ao Point Nepean, que além de ser um lugar lindo, tem um forte dos primórdios da colonização do país.

Lá fomos nós!

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Particularmente, apesar dos meninos terem perturbado, porque rolou muita, mas muita caminhada meixxxxxmo, rsrsr, eu adorei o passeio! Lugar lindo, paisagens maravilhosas e um pouco da história da Austrália (e, de bônus, uma cobra tigre, a mais venenosa, bem no meio do caminho).

Já o marido, que teve que carregar nosso reclamãozinho menor durante uma boa parte do passeio, não compartilha do mesmo sentimento, rs.

É bem verdade que teria sido um passeio bem mais agradável sem crianças, mas isso porque não nos programamos, saímos de casa de repente. Tivéssemos nos programado, saberíamos que parte da diversão para as crianças é fazer, de mini bus, o percurso que fizemos a pé, rs, só que a hora que chegamos lá, o serviço já havia se encerrado (fuén fuén fuén).

Mais uma vez, isso é que dá deixar a organização do passeio nas mãos do marido 😛

Ontem deu praia, mas hoje…

Quem diria, ontem deu praia por aqui! Viver em Melbourne é viver conectada na previsão do tempo – sempre que vejo a luz do fim do túnel, entro imediatamente no modo “contagem regressiva”, não só pro dia, mas para a hora de irmos à praia – quando se tem um buraco  na camada de ozônio bem sobre sua cabeça, todo cuidado com os raios ultravioleta é pouco. Tá vendo gente, rapadura é doce mas não é mole não, morar na Austrália tem dessas, até o dia quente é duro de ser usufruído. Muitas vezes só rola praia depois das 5… ainda bem que no verão só anoitece lá oras 8:30 pm.

Aliás, deixa eu abrir um parêntese aqui: Desde que chegamos na Austrália, sofri um processo de envelhecimento acelerado. Tá, já tô aqui há 6 anos, mas ó, vou te contar, minha pele, à cada mês parece pior. Claro que isso se deve muito ao fato de eu ter ignorado solenemente o aviso sobre a necessidade do filtro solar – e não tô falando de usar filtro pra ir à praia não! Tô falando do dia-a-dia, tô falando de já acordar com o filtro no corpo e se possível reaplicar durante o dia. Mesmo no inverno, mesmo quando o sol não dá as caras, porque mesmo sem sol, os raios UV estão castigando a pele, especialmente aqui na Austrália. Fechando parêntese.

Anyways, fomos a la playa, que estava uma delícia, quase perfeita não fosse a ventania jogando areia na gente. Mas e daí, quem se importa? A água estava gostosa, translúcida, o céu azulzinho e o sol, eu juro, estava sorrindo.

Mas como é de conhecimento geral, alegria de pobre dura pouco e hoje amanhecemos com chuva e a previsão é que assim fiquemos pelos próximos dias. Parece que na sexta teremos um dia de sol, mas a temperatura não passará dos 26C (buáaaaaaa). Sério, gente, tô entrando em crise com Melbourne. Quero morar em Brisbane, Sydney, Perth.

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a cada mergulho, uma corridinha para espantar o frio 🙂

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marido e filhotinho menor pegando um bronze – não se engane, essa cor é do filtro do Instagram

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Fim de praia – e eu já arrependida por não ter ficado até o por do sol

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Saímos da praia perto das 7pm, com o sol ainda alto – por que, meu Deus, porquê?

Contagem regressiva, ativar! Bom, pelo menos não está frio – já é um começo…

E enquanto o sol não volta, partiu show do Seu Jorge 😉

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Em tempo: quando morava no Brasil, nunca fui a um show do Seu Jorge, nem na época do Farofa Carioca! Mas já “pipoquei” num show que ele fez em Bloomington, Indiana (!!!!!), acredita? Nós éramos um jovem casal durango – íamos à Europa (no esquema mochilão, claro) mas não tínhamos dinheiro pra pagar a entrada do show (cof cof). Anyways, milênios mais tarde, iremos novamente, desta vez sem pipocar – não estamos rasgando dinheiro, mas graças ao bom Pai do Céu, a fase de contar moeda ficou no passado, rs

Curtíssima – mas de cortar o coração desta mãe

Dia desses o Vivi declarou: “tenho saudade do tempo que a mamãe não trabalhava…”

E aí, a pessoa aqui, que vive tentando se reinventar profissionalmente justamente para poder ser mais presente na vida dos filhos, se sente mega culpada, porque toda essa “reinvenção” abocanha um pedação do meu tempo 😦

Resultado? Crise existencial.

Mas vamo que vamo porque o projeto de 2015 tem que dar certo. Se não der, acho que me aposento desta vida de tentativas e volto praquele esquema dos 5 dias na semana, das 9 às 18.

 

Churrasco do futebol do marido

Todo sábado de manhã é sagrado. Mauricinho pula da cama cedo e se prepara pra sua missa seu futebol de toda semana 🙂

Duas vezes por ano, as famílias do futebol se reúnem pra fazer um churrasco, que é sempre animado.

Desta vez foi no meu parquinho predileto aqui das redondezas, o Mentone Racecourse, vulgo parque dos patos, porque tem um lago lindo, onde nadam patos, cisnes e até pelicanos!

Chegamos pro almoço e só saímos de lá com a noite caindo – esses brasileiros que não sabem a hora de ir embora, rsrs

O dia tava quentinho (tão quentinho que desejei estar na praia, rsrsr) e as crianças brincaram até a bateria acabar.

The simple and beautiful life.

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Momento depressão – Ah, Melbourne, assim não dá!

Hoje tô de mau humor e o motivo tem nome: Melbourne. Ou melhor, o clima de Melbourne!

Tá, que Melbourne tá sempre (ou pelo menos nos 4 últimos anos esteve) lá no topo da lista das “the most liveable cities in the world” quase todo mundo sabe, né? Todo mundo também tá careca de saber os bons motivos pelos quais viver em Melbourne arruina a vida da pessoa pelo resto de sua existência. Eu mesma estou na primeira fila, entre aqueles que adoram morar aqui, por incontáveis motivos, mas querem saber de uma coisa? Meu saco encheu!

Ah, vai ter clima ruim assim lá na Noruega, caramba! Não aguento mais! Passo o ano inteiro mirando no verão, esperando por aqueles meses quentes de queimar os miolos e quando a tão esperada estação chega, cadê o sol? Cade o calor? Cadê, peloamordedeus, o verão???

Sério, ODEIO tempo frio. ODEIO-ODEIO-ODEIO! Odeio tanto que desde que cheguei aqui, nunca, nunquinha fui esquiar. Odeio tanto que NUNCA quis “curtir” inverno Europeu. No meu calendário, férias e diversão estão diretamente associadas a tempo bom, roupas leves, calor, SOL!

Eu sei que não se pode ter tudo ao mesmo tempo, mas convenhamos, o lado negativo de se morar na Austrália deveria se resumir a distância colossal de qualquer outro lugar do mundo, né? Ou então o fato de ser tudo caro pra caramba (tá, quando eu digo TUDO, não quero dizer tuuuudo… minha revolta é mais voltada ao custo de se comprar uma casa num lugar que não seja no meio de coisa nenhuma, uma casa na civilização). Mas até aí, vá lá, ainda assim vale muito a pena viver na linda Melbourne, que em tantos aspectos é sim um paraíso.

O que eu não tô mais aguentando é esse clima mequetrefe. Hoje, no que deveria ser o auge do verão, tivemos míseros 14 graus e com direito a chuva. Francamente!

Essas férias escolares estão sendo um fiasco. E eu que tinha tantos planos de passeios por Victoria, tantos planos de fim de dia lagarteando na praia. Tudo pelo ralo. E pior, as crianças estão going nuts and driving us nuts! Tô enlouquecendo com esses meninos dentro de casa numa agitação de dar pena – parecem bichinhos selvagens em cativeiro.

A coisa aqui é tão esquisita que até um dia lindo de sol, quentinho e gostoso, em vez de me deixar feliz me deixa tensa. Por que? Porque eu preciso parar tudo o que estou fazendo pra aproveitar – sabe-se lá quando outro dia desses dará o ar da graça!

Esta semana mesmo, tivemos um dia lindo, bem no meio da semana e, claro que fomos à praia, né? Mas como alegria de pobre dura pouco, saímos da praia com raios e trovoadas e fechamos o dia com chuva e tempo ruim. Tempo ruim que segue até hoje.

Tô muito revoltada. Tão revoltada que chego a sentir saudade da vida em Bloomington, Indiana, onde os invernos a -20C passavam e davam lugar a uma primavera deliciosa e a um verão quentinho, quentinho. Um dia de sol no verão não me deixava estressada, tensa, com medo do dia seguinte ser lama pura. Saudade de lagartear na grama do parque (nunca pensei que fosse dizer isso, muito menos escrever isso!).

Não vou nem comentar a saudade que eu sinto do meu Rio, né? Por mais que a galera por lá esteja toda reclamando, eu, nos 26 anos que vivi nas minhas lindas e quentes terras cariocas, nunca, nunquinha reclamei do calor. Tá, podem me chamar de maluca, mas prefiro um milhão de vezes a sensação térmica de 55 graus do Rio do que esse verão de meia tigela de Melbourne.

Já falei que ODEIO frio? E que estou de mau humor?

Pois é, hoje é um daqueles dias que arrumaria as malas e me mudaria daqui feliz da vida, sem olhar pra trás.

Então fica a dica, se você, como eu, precisa do calor pra ser feliz, pense duas vezes antes de se mudar de mala e cuia para “a melhor cidade pra se morar no mundo” 😉

PS. Chove lá fora e aqui faz tanto frioooooo, me dá vontade de saber… Verão, cadê você? Me telefonaaaaa….

Faz um solzinho e a gente corre para a praia

Em Melbourne não se pode vacilar, piscar os olhos ou deixar pra amanhã. Sempre que abre um solzinho e a temperatura está convidativa, a gente larga tudo e vai à praia 🙂

Não é exagero, é sério mesmo.

Nossa primeira semana do ano foi premiada, porque além do sol, tivemos mar morninho-azul-esverdeado-cristalino, com direito a visita de uma enorme água-viva linda (e provavelmente perigosa?).

Life is good.

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