Faz tempo – Parte 2

Nesta casa, praticamente todo mês temos datas comemorativas. As celebrações começam ainda em março, quando maridinho roubou meu primeiro beijo. Em abril, celebramos o início oficial do namoro e também a data de aceitação no doutorado lá no Midwest americano. Em maio, celebramos nosso noivado. Em junho, nosso casamento civil. Em julho, nossa união religiosa. Em agosto celebramos nosso aniversário de saída do Brasil. Em Setembro, o aniversário do Pitoco. Em outubro, os aniversários do marido e do Vivi. Em novembro, o meu aniversário. Em Dezembro o Natal e em Janeiro o Ano Novo. Pra que o ano seja todinho de festa, ficou faltando somente fevereiro – será que isso é um sinal? Deveríamos encomendar o terceirinho pra chegar em fevereiro? Hmmm, tô dentro! (pena que nesse quesito, eu e o marido não estamos na mesma página, rs).

Anyways, o fato é que, de verdade mesmo, os meses mais agitados da casa são setembro, outubro, novembro e dezembro: nossos aniversários seguidos do Natal. É a época da engorda, dos bolos, brigadeiros, pudins, da comilança sem fim. Infelizmente são exatamente os meses que precedem o verão, a praia e o biquini. Oh, Deus! Fazer o que, né? Nessas horas, dou graças ao Pai doe Céu por estarmos bem longe das praias do Rio e da galera sarada-malhadora, porque, mermão, não tô fazendo bonito no biquini não, hahaha. Aliás, se alguém souber de uma loção-firmadora-exterminadora-de-furinhos-indesejáveis, me agida pelamor(!), porque como vocês sabem eu tenho problemas de relacionamento com academia e exercícios físicos em geral (por mais que todo ano eu decida que vou me exercitar rotineiramente, quando o verão vai embora, leva com ele toda minha disposição e motivação).

Mas eu vim aqui pra que mesmo? Ah, tá! Vim falar da primeira comemoração da temporada: os 4 aninhos do Pitoco!

Pitoquinho tava aflito pelo dia do aniversário, doido pra completar 4 aninhos. Passou um mês perguntando: “é hoje?”

Por fim o dia chegou. Ele acordou todo serelepe, já querendo saber onde estava seu bolo. Abriu todos os presentes e ficou especialmente encantado pelo único item que ele não havia pedido: um passarinho que canta várias musiquinhas e ainda repete o que você fala. Ficou apaixonado pelo seu pipiuzinho verdinho, também conhecido como Silly Billy 🙂

Mas, como ele tem uma mãe que mais parece madrasta, o pobrezinho acordou praticamente na cadeira do dentista – aliás, Vivisauro perdeu seu quinto dente na manhã do quarto aniversário de seu irmãozinho 3 anos mais novo que ele!

Como eu não gosto de bancar a bruxa má, abri uma mega exceção e, mesmo sabendo o que ouviria, deixei que ele escolhesse onde seria o almoço. Claro que o bonitinho se aproveitou do momento e, devidamente instruído pelo irmão, mandou logo um “Mc Donalds!!” né? Imagina se ele perderia a oportunidade de me fazer morder a língua, rs

Almoço no Maccas seguido de horas de brincadeira no Crocs, um playcentre aqui perto de casa. Não tá ruim não, né?

E pra encerrar o dia de celebração, fui pra cozinha fazer o tal do bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro pra que pudéssemos cantar o parabéns não oficial (sim, porque a festinha mesmo só rolou no fim de outubro). Bolo feito, coloquei as crianças para confeitarem com mm’s (tá no inferno, abraça o capeta, né não?), catei umas velinhas e pronto, a felicidade completa estava garantida. Terminei o dia ouvindo um sincero: “this was the best birthday ever!”. Criança se contenta com muito pouco, né, não?

Mas este foi só o começo das celebrações.

Menos de duas semanas  mais tarde, foi o aniversário do marido e claro, mais um bolo. Só que desta vez com festinha de última hora: churrasqueto ixperto com os amigos de toda hora . Como ano passado não rolou celebração oficial mas só um jantarzinho fora e um bolinho em casa, dei uma colher de chá pro marido e organizei  um eventinho naquele esquema de improviso que vocês conhecem 🙂

Detalhe: entre o aniversário do Nick e o do marido, teve outro evento aqui em casa: Footy Final (porque nós somos australianos desde criancinhas, rs). Churrasco, amigos, bagunça, crianças correndo pela casa, tudo bem do jeito que eu gosto 🙂

Uma semana após o aniversário do marido, tem o que? Aniversário do Vivi! E esse é danado, cobra cada pedacinho dos direitos que tem e que não tem. Dentre os presentes que ganhou, arrematou um super Lego do Lego Movie (mas até hoje não concluiu o projeto!). E como ele é exigente, tivemos um fim de semana inteiro de comemorações com o famoso bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro confeitado pelo próprio com m&m’s e um passeio no Puffing Billy, uma maria fumaça super inflacionada que percorre um trajeto relativamente curto, só que a passos de tartaruga manca, rs. O passeio foi até legalzinho, mas o preço é absurdo e além do mais, como bem notou o marido, eles curtiram mais o parquinho no destino do que o trajeto em si. Oh well… a gente tenta né?

E se você acha que acabou é porque não me conhece. Claro que ainda rolou, no final de outubro, a festa oficial dos moleques, né? Papai do Céu foi generoso e nos presenteou com um dia bacana, que foi fundamental para o sucesso da festa no parque.

A decoração preparei na semana da festa, e desta vez foi tudo muito simples, porque no fim das contas eles curtem mais a bagunça do que a decoração, não é verdade?

Vivi e sua gang foram devidamente entretidos pelo animador, com atividades diversas, enquanto Nickito se sua gang brincavam pelo parque. Os adultos por sua vez se entreteram com coxinhas e rissoles (yumiii!!), coisa rara por aqui 🙂

Um dia agradável que ao final ainda me presenteou com aquela sensação gostosa de missão cumprida – priceless.

Depois de tanta festa, tanto evento, tanto bolo, tanta comilança, só me resta comemorar o meu aniversário, super low profile pra compensar, rs 😉

 


 

Em tempo: Quase esqueci, teve também o tradicional trick or treat, no 31 de outubro, uma tradição aqui da neighborhood 🙂

Agora sim, the end 🙂

 

Voltando devagar – recapitulando os 3 meses de silêncio absoluto – Parte 1

Faz tempo que não apareço por aqui pra registrar os acontecimentos, mais de 3 meses! Nem sei se já passei tanto tempo sem postar aqui!

Mas deixe me ver o que aconteceu de lá pra cá…

Vivisauro perdeu mais um dente (ao todo 5 até agora) e está prestes a perder mais um, que está por um fio, mas tô deixando rolar porque ele andou doentinho e ainda está meio fradinho, se recuperando dos dias e noites de febre.

Aliás, por falar em febre, estes últimos meses tem sido um revezamento, cada hora é um integrante da família que fica de cama, seja por gripe, gastro, ou febres inexplicáveis como a que o Vivi teve esta semana. Desta última vez, primeiro com o Nick e agora com o Vivi, resolvi resistir ao impulso de sair correndo com eles pro médico e decidi esperar passar. Isso porque estou cansada desse esquema em que qualquer coisinha nos enfiam antibiótico goela a dentro – e antibiótico vocês sabem, né? Mata as bactérias ruins e as boas também (será que um dia vão inventar um antibiótico que ataque somente as coisinhas ruins?).  Já perdi as contas de quantas vezes dei antibióticos pros meus filhotes, mas pelo menos uma vez por ano eles tomam. Dessa vez não, desta vez arrisquei, deixei passar e não é que passou?!

Primeiro foi o Nick, ficou molinho, fraquinho, não queria comer, só bebia água. Muita tosse e febre, que comecei a controlar uma vez por dia com anti-térmico (novalgina infantil do Brasil). Para a tosse, Fluimucil duas vezes ao dia. Passados uns 3 dias, ele estava novo em folha, voltou a comer feito uma draguinha e apesar de ás vezes ainda tossir, está como novo.

Praticamente na sequência foi o Vivi… Só que “apenas” com febre. Febrão sem nenhum outro sintoma a não ser as pintinhas vermelhas que surgiam nas mãos sempre que a temperatura corporal se elevava. Com ele, a história começou com um desânimo, um cansaço e devagarinho foi evoluindo para a febre. Febre esta que controlei de uma a duas vezes por dia, durante 3 dias, com a mesma novalgina infantil, até que resolvi parar. Noite passada, após consultar fontes variadas no Dr. Google, resolvi suspender o antitérmico e acompanhar a febre. Sim, porque febre não é um problema, mas um indicador de que o corpo está lutando contra um problema, né? Funcionou! O bichinho começou a noite com febre, não tomou remédio e amanheceu Norlmalzinho da Silva. Claro que com antibiótico, o mal não teria durado nem dois dias, mas pra quê, né? Não me entendam mal, não sou contra o uso de remédios, mas há casos e casos. Às vezes acho que a gente pode e deve evitar…

Mas esse foi só um capítulo dos últimos 3 meses… depois eu volto com mais.