10 anos desde o sim

Sexta passada completamos 10 anos desde o sim. Dez anos desde que nos tornamos oficialmente um casal. Dez anos de uma vida a dois de muito amor, cumplicidade e aprendizado.

Os anos iniciais (before kids) foram sem dúvida nenhuma os mais fáceis. Dois anos de namoro perfeito somados a três de lua-de-mel inesquecível nos prepararam para o que viria ser o maior desafio do nosso casamento: virar uma família.

Ao longo dos anos pudemos comprovar o quão diferentes somos um do outro. Tão diferentes que se alguém, há 12 anos chegasse pra mim e descrevesse quem viria a ser meu marido e pai dos meus filhos, eu teria dado uma bela gargalhada (acho que já escrevi isso antes).

Eu gosto de passar horas na praia. Ele fica entediado.

Nos fins de semana, eu gosto de passear. Ele prefere voltar do futebol e dormir no sofá em frente a tv ligada e com os pés pro alto.

Eu adoro viajar. Ele tem preguiça.

Quando viajo, adoro visitar cada museu. Ele prefere não “exagerar”.

No dia-a-dia, gosto de fazer sempre os mesmos caminhos. Ele prefere pegar caminhos diferentes.

Eu acredito na veracidade das avaliações do FourSquare (e nunca me arrependo). Ele prefere arriscar qualquer restaurante (e sempre que o faz, se arrepende)

Eu curto uma vida urbana. Ele prefere a suburbana.

Eu gosto dos barulhos da cidade (mesmo pra dormir). Ele fica extremamente incomodado.

Eu gosto de dormir com edredom pesado (até no verão). Pra ele, um lençolzinho basta.

Eu odeio ar-condicionado. Ele adora.

Eu não ligo pra TV. Ele não passa sem.

Eu prefiro roupas lindas. Ele prefere as confortáveis.

Eu adoro tirar fotos de tudo, mas também gosto de aparecer nelas. Ele gosta que eu tire fotos de tudo, mas não gosta de tirar fotos, logo, foto minha é coisa rara.

Eu sou contra dar palmadinha nas crianças. Ele acha que às vezes é necessário.

Eu queria muito ter o terceiro filho. Ele não. Eu desisti.

Eu, se um dia sair da Austrália, se não for pra um país europeu, gostaria que fosse de volta pro Rio. Ele prefere voltar pros EUA.

Eu sempre acho que a pessoa é menos esperta do que se apresenta. Ele acha que a pessoa é mais esperta (e sempre se decepciona).

Eu sou exagerada. Ele é contido.

Eu amo sair pra dançar. Ele odeia.

Eu não sou nada esportiva. Ele é super.

Eu como doce super rápido. Ele devagar.

Eu prefiro Thai. Ele indiano.

Eu acredito em Deus. Ele não tem certeza.

Eu arrumo a casa. Ele bagunça.

Quando eu faço alguma coisa, faço 100%. Ele se contenta em fazer 80.

Eu lembro todas as datas. Ele precisa ser lembrado.

E apesar de tantas coisas que NÃO temos em comum, ele é o meu melhor amigo, o melhor marido que eu poderia ter, o melhor pai que poderia escolher pros meus filhos, o melhor companheiro, que eu quero ter ao meu lado por todas as décadas da minha vida.

Este ano, ele tirou o dia off. Almoçamos juntos no thai que eu tanto gosto, comemos sobremesa no San Churro e à noite fomos a um musical que eu estava doida pra assistir, o Wicked – desta vez com lugares de respeito :). Combinamos também que daqui pra frente, agora que os meninos estão maiores, vamos resgatar nossas saídas a dois, porque por mais que eu ame meus moleques, respirar é preciso 😉

PS. Gostaria de deixar registrado aqui que sinto falta das manhãs musicais de domingo, quando eu era acordada por ele tocando violão. Sinto falta também das cartinhas – tá, eu também não escrevo mais cartinhas faz tempo, mas eu publico posts, então tô desculpada, né? 😉

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