Gastro e aparências

Olha, vou te contar uma coisa, mãe é um ser que padece! Tem coisa pior do que ver seus pequenos doentinhos? O Nick é o campeão, especialmente quando o assunto é gastro. Ô bichinho pra ter o estômago fraco, nunca vi!

No inicio deste ano, ele desenvolveu uma intolerância à chicken nuggets e hot dog (o que, em parte, eu adorei! só assim para aniquilar de vez o junk food da casa – oi?). Toda vez que come, passa mal, assim de vomitar longe. Rios de vômito mesmo. Mas a beleza de intoxicação alimentar é que passa logo e não é transmissível. Já a tal da gastro, meu Deus, sai de baixo. Tem que sair desinfetando tudo em volta, senão a família toda entra na dança. E criança que vai à creche é alvo fácil pra gasto, né? Ainda mais no esquema “criança independente”, onde eles estimulam os pequenos a irem ao banheiro sozinhos (quem lava as mãos bem lavadinhas sem a mamãe por perto, heim?).

E não é que hoje, meu picoquinho passou a madrugada visitando o Mr. Toilet, super desarranjado, reclamando de dor no bumbum? Pra piorar, claro que teve a cerejinha, né? Amanheceu vomitando os bofes (na cama, no colchão novinho!). Vomitou tanto que ficou até fraco. Nem sorrir conseguia mais.

Não deu outra, tivemos que levá-lo ao hospital. Eu, que já não havia dormido na-da, lavei o rosto, escovei os dentes, coloquei o primeiro moletom que encontrei pela frente, amarrei o cabelo no melhor estilo mushroom (aquele coque bagunçado no cocuruto da cabeça), peguei uma garrafinha de água, um saquinho para emergência e saímos pro hospital.

Apesar de termos sido atendidos de pronto, ficamos lá a manhã inteira. In-tei-ra!

Nickito foi examinado, questionado, fez exame de urina, foi medicado com remedinho mágico que corta o vômito + o inevitável Panadol e lá pelas tantas, deram o veredito: gastro. A família que se cuide.

O detalhe é que ficamos confinados, restritos ao nosso cubículo e quando o Nick tentou se aventurar no cubículo ao lado, chamaram educadamente nossa atenção e pediram que nos restringíssemos ao cubículo P8 pra não “spread” a gastro. Imediatamente, veio a moça da limpeza, desinfetar o cubículo e ainda nos perguntaram se o pobrezinho havia se aventurado por outras áreas. Choquei! Enfim, a família leprosa passou horas ali e não fossem os clown doctors terem aparecido pra animar o ambiente, Nickito teria pirado de tanto tédio, porque aquela altura, os remedinhos fizeram efeito e o pequeno começava a esboçar vida.

Ele não poderia ter escolhido melhor época – às vésperas das nossas bodas (são 10 anos, gentem!), perigando “celebrar” nosso anniversary em casa…

Mas voltando a nossa visita ao hospital… lembram que eu disse que saí de moletom e cabelo amarrado? Então…

Quando estávamos prestes a sair de lá, a dona dotôra, vira pra mim e diz assim: “olha, se você quiser mantê-lo sem vomitar até o ciclo da gastro encerrar, você pode dar o remedinho que demos pra ele aqui… o problema é que é caro….”

Eu, sem pensar, pedi a receita, claro, afinal, quanto poderia custar o remédio? Caro seria o que? Uns 100 dólares por um comprimido? Sim, porque no desespero, 100 dólares a caixa já tá valendo.

Com a receita em mãos e a cabeça no lugar, comecei a pensar… remédio caro? O quão pobre será que ela acha que somos?

Já no estacionamento (que por sinal nos custou 16 dólares!) saquei meu iPhone e procurei quanto custava o tal remédio caríssimo. Gente, pára tudo, né? Trinta e seis dólares, uma caixa com 30 comprimidos. Tá brincando comigo? Quer dizer que de moletom e descabelada, eu não tô valendo um tostão furado? Pareço não ter 30 dinheiros na carteira? Bom, em tese eu não tinha mesmo, nunca ando com cash, hahaha, mas peraí, né?

Pra livrar um pouco a minha cara (?), devo dizer que o Nick também não estava na sua best outfit, já que foi “arrumado” pelo pai, rs Pai este que em hora de trabalho, estava nos acompanhando sem pressa usando calça jeans e barba por fazer. No mínimo, a “dotôra” achou que fossemos uma família desempregada, passando necessidades, rsrs

É por essas e outras que eu nunca saio de casa (nem pra ir ao mercado) de chinelo… Vai que algum;em resolve me dar um troco na rua, já imaginou? Já ouvi uma história assim aqui em Melbourne – juro, não foi comigo! Mas pelo visto poderia ter sido, hahaha (rindo pra não chorar).

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