Fontaine de Vaucluse + Menerbes


Hoje, pra encerrar nossa estada en Provence com chave de ouro, fomos à Fontaine de Vaucluse, um lugarejo lindo, de onde brotam as águas magnificamente translúcidas do rio Sorgue.

Chegamos e como já estava tarde, nossa primeira providência foi parar pra almoçar. Muito embora soubéssemos que seria furada, escolhemos (do verbo “meu marido escolheu”) um dos primeiros restaurantes que vimos pela frente, às margens do rio Sorgue e entramos. Olha, não é que se coma mal na França, não mesmo, mas quanto mais turístico é o local, pior é a comida (isso seja na França, na Espanha, ou em qualquer outro lugar do planeta). A verdade é que trata-se melhor o cliente que vai voltar e o turista não é um cliente cativo – já viu, né? Então, fica a dica, se você preza suas papilas gustativas, não coma em pontos altamente turísticos. Procure sempre que possível as ruelas e os restaurantezinhos escondidos. Nunca vá no lugar mais fácil, a menos que você não se importe com a qualidade do serviço e da comida.

Mas voltando ao nosso almoço. Fraco, muito fraco. Tão fraco que preferia não ter almoçado. Vejam bem, normalmente quando almoço num restaurante “fraco”, não saio de lá com raiva do restaurante, mas de mim por ter sido preguiçosa. Desta vez, saí com raiva dos dois, de mim pela precipitação e do restaurante que me fez deixar metade do prato insosso lá. Nem a sobremesa se salvou. Será que eu sou muito exigente? Enfim, ao menos a vista do rio era linda 🙂

Após o almoço fomos em direção à fonte, de onde brotam as águas cristalinas: uma “poça” azul com um buraco negro e infinitamente profundo no centro, dentro de uma caverna. O acesso não é fácil para crianças pequenas como o Nick, que ficou desiludido por não ter chegado pertinho da fonte, mas o Vivi adorou a aventura 🙂

O entorno é de uma beleza estonteante: montanhas, ruinas de um castelo, o rio lindo de águas límpidas que permitem ver a vegetação no fundo, e muito verde por todos os lados. A cidadezinha também é fofa, mas extremamente turística, ao ponto de extrapolar no número de vendinhas, então curtimos muito mais a parte natureza do lugar, que vale muito a visita.

Saindo de lá, fomos à Ménerbes, outra aldeiazinha fofa, toda em pedra no alto da montanha. Linda de doer. Entretanto, talvez por ser segunda-feira, a cidade estava meio fantasma, sem uma viva alma pelas ruas. Éramos nós, as casas de pedra, o sol e a brisa das montanhas. Além do conjunto arquitetônico lindo, a vista também era exuberante, mas nem assim, nos motivamos a gastar mais tempo por lá e o motivo é bem simples, estávamos exaustos, com a bateria fraquinha, precisando com urgência descansar.

Viajar tendo dois molequinhos elétricos pra look after é cansativo por si só, e o ritmo em que estamos levando essa viagem é frenético, tão frenético que os meninos chegam no hotel, tomam banho e capotam. Só acordam na manhã seguintes, e mesmo assim porque “arrancamos”os dois da cama, porque a maratona de passeios tem que continuar :).

Hoje encerramos nosso dia mais cedo, até porque, tinha jogo do Brasil, então, voltamos pra casa, tomamos banho e fomos pela primeira vez, jantar no restaurante do hotel, que estava, pasme, cheio (e não era de hóspedes)!

Comemos super bem e fomos muito bem atendidos. O prêmio garfo de ouro vai pro meu primeiro prato: camarões gigantes sautè – gente o que era aquilo??? Uma explosão de sabores, uma delícia – nunca nesses meus tantos anos de vida comi camarões tão saborosos.

Se estiver programando férias em Provence, recomendo: fique no Le Mas Des Amandiers e não deixe de prestigiar o Restaurante do hotel – vale cada centavo. Aliás, se é pra recomendar, jantem no Cafe du Progrès em Maillane, um vilarejo pertinho – atendimento nota 1000 e comida nota 10.000 (apresentação e qualidade). Apesar de não termos conseguido comer lá em nossa última noite (nosso plano era assistir o jogo lá), porque o dono disse que não serviriam jantar naquela noite (decepção), só tenho boas recomendações do lugar 😉

Amanhã é dia de partir. Partirei com o coração na mão…

PS. O jogo do Brasil, assistimos no salão do hotel, junto com uma turma de franceses, dentre os quais, havia um que, pasmem, falava português – quem poderia suspeitar? Um francês super gente boa, que já trabalhou em Angola e visitou o Brasil várias vezes (Rio, Salvador e até mesmo Jaguaquara lá no interiorzão da Bahia – tá mais brasileiro que eu, rsrsr).

Descobrimos no apagar das luzes que até o dono do hotel (que aliás super recomendo!), apesar de não falar, entende bem o português, dá pra acreditar? Assistimos ao jogo suado, regados a licor de menta (tô muito cachaceira, rs) e com background francês – que deixa qualquer ambiente mais refinado (chique benhê, rsrs). E assim com uma vitória suada do Brasil, demos por encerrada nossa estada em Provence – confesso que não sem ficar com gostinho de quero mais.

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