Bormes Les Mimosas (+ quick Cassis)


Hoje foi dia de praia. L’Estaggnol. Praia longe. Praia que pra chegar, pegamos duas horas e meia de estrada e alguns pedágios (ô terra pra ter pedágio, meu Deus!) e quando chegamos, encontramos um estacionamento que mais parecia um camping, no maior estilo farofa e que pra entrar cobrava 8 euros.

Encontramos também uma praia com uma faixa estreita de areia já quase toda tomada devido o adiantado da hora (chegamos já passava do meio-dia, no final eu conto o porquê). Mas sabem de uma coisa? Adorei! Por quê? Porque adoro praia :), especialmente nesses moldes: pequena e com um mar calminho de cor linda e temperatura agradável. Mediterrâneo, I love you!

Cometemos a gafe de não comprar cangas ou toalhas de praia, contando que a praia fosse estilo as de Sitges, com vendedores pelo caminho. Ledo engano. Não só não havia uma cidadezinha colada, como também não havia mais do que dois restaurantes e uma vendinha que alugava cadeiras, e àquela altura, nem havia mais espaço na areia pra elas.

Ainda assim, seguimos as placas e láaaaa no finzinho encontramos a tal vendia que por sorte vendia esteiras de palha, mais baratas que o aluguel das cadeiras. Compramos duas esteiras e lambemos os beiços, rs.

Passamos horas felizes dormindo na esteira, brincando na agua e jogando frescobol. Que dia revigorante! Depois de tantas andanças o dia inteiro, todos dias, estávamos mesmo precisando desse refresco (as crianças, claro, a-ma-ram!). Como não levamos a farofa, rs, quando a fome bateu, resolvemos levantar acampamento e ir almoçar na cidadezinha no alto do morro (Bormes les Mimosas).

Gente, que gracinha de cidade! E pra deixá-la ainda mais cheia de encantos, estava rolando um festival de flores, que por estar já no finzinho, estavam distribuindo de graça, bouquets de flores lindíssimos 🙂

Como nem tudo são flores, demos nossa segunda mancada do dia: ainda impregnados pelos hábitos espanhóis, fomos almoçar tarde, e no sul da França, almoço rola até as 2pm. Se às quatro você senta num restaurante, assumem que é pra beber, ou tomar um sorvete… Menu do jantar só a partir das 7. Tivemos que nos contentar com um sorvete, fazer o que?

Demos uma volta pela cidade fofa, que estava toda enfeitada em bandeirinhas no melhor estilo junino e antes de pegarmos o caminho da roça, fizemos uma parada estratégica no banheiro público, porque meus meninos tem que visitar o Mr. Toilet a cada duas horas, e ao abrir a porta, me deparei com o inesperado: instalações no melhor estilo chinês! Buraco no chão :O Saindo de Bormes, resolvemos dar uma passada em Cassis, pra uma prainha de fim de dia (já que a noite só cai depois das 10pm), mas foi furada. Só encontramos praias de pedrinha – nada apropriadas para as crianças – e o tempo estava nublando, o que transforma instantaneamente um mar lindo, num mar sem graça. Até demos uma meia parada, mas nos conformamos rapidamente e fomos embora – detalhe: ainda sem almoçar!

Antes de irmos pro hotel, passamos em nosso boteco preferido em Maillane pra saber até que horas a cozinha ficaria aberta e fomos pegos de surpresa pela notícia que eles não estariam servindo jantar esta noite – oi? Como assim? Bom, eu acho que, como era dia de jogo do Brasil, eles preferiram não trabalhar e assistir o jogo (até porque, o palpite deles para a final, que estava estampado na frente do restaurant sob forma de duas bandeiras enormes, era França e Brasil – com a França, claro, ganhando do Brasil de 4 x 1, rsrsr). Anyway, no dinner for us!

O jeito foi passarmos novamente em St. Remy pra comer aquela pizza que dispensamos ontem à noite, já que nossos trajes praianos não estavam apropriados para estabelecimentos de mais respeito, rs. Compramos duas pizzas, uma garrafa de vinho, uma de água e fomos pro hotel. Encerramos o dia comendo pizza direto da caixa, no quarto – que viagem que não tem seu dia de pobre? 🙂

Em tempo: sabem porque, muito embora tenhamos acordado super cedo, saímos super tarde do hotel hoje? Porque perdemos a chave do carro – há! Acordamos, nos arrumamos, arrumamos as crianças, arrumamos a mochila, tudo pronto, até que o marido pergunta: “onde está a chave do carro?” Oi? Como assim? tá no lugar de sempre (que pode ser, ou em cima da mesa, ou do armário, ou da mala). Não estava. E assim começou a saga da procura da chave que levou, quase duas horas. Procuramos no estacionamento, no caminho até o quarto, perguntamos na recepção, reviramos o quarto de cabeça pra baixo, levantamos colchões, olhamos atrás do vaso, embaixo das camas, dentro de todas as malas, bolsas, mochila, geladeira, armário. Sacudimos cada lençól, corbertor, travesseiro. Esvaziamos a mala de roupa suja duas vezes, até que desistimos (justo no único dia em que programamos uma viagem mais longa). Sentamos e começamos a pensar. Não havia mais onde procurar, nem São Longuinho resolvia. Perguntamos mil vezes pro Nick se ele havia pegado a chave (porque ele adora brincar com chaves), se havia levado pra fora… tentei refazer caminhos com ele, mas ele sempre alegava que não havia pegado a chave. Mas como pode?? Iamos ter que ligar pra locadora. Até que o marido levanta e tira toda a roupa suja de dentro da mala (de novo) e ao mover a mala, ouve um barulho: era a chave, que não estava dentro, mas atrás da mala,  caindo no chão. E neste momento, Vivi da Silva Sauro, olha pra gente e fala: “Desculpa, desculpa, desculpa! Ontem eu me apoiei na mala e senti uma coisa caindo atrás, mas não sabia que era a chave”.  E assim, perdemos duas horas de praia nesse domingo ensolarado e ainda ganhamos uns cabelos brancos e umas rugas de brinde. Thanks, Vivi 😛

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