Les Baux de Provence

São 7:30 pm e eu tô aqui, sentadinha à beira da piscina com o solzinho de Provence batendo no rosto, enquanto atualizo o blog ao som do canto das cigarras – a vida é bela 🙂

Hoje nos programamos para fazer 3 passeios, mas acabamos por fazer apenas um.

Les Baux, apesar de pequena, nos tomou o dia inteirinho – mas ó, não tô reclamando 🙂 Turistar com dois molequinhos a tira-colo requer alguns ajustes.

Não saimos de casa tão cedo, nem voltamos tão tarde. Não pulamos de galho em galho, não pegamos rotas perigosas e sempre paramos quando avistamos um playground. Mas sabem de uma coisa? Esta viagem está me saindo muito melhor que o esperado. Tô bem feliz com nosso esquema de viagem familiar.

Les Baux é realmente encantadora, desde a primeira curva, quando a vimos coroando a montanha, senti meu coração bater acelerado – eu sou dessas, vocês sabem, né? 🙂 Mas antes de chegarmos ao vilarejo, ainda no início do caminho – que aliás, não sei porque, mas nosso GPS insiste em nos mandar por caminhos alternativos, por estradinhas estreitas pelo meio de fazendas – passamos por uma exuberante e inesperada plantação de girassóis. Claro que eu fiz o Mauri parar, né? O Vivi ensaiou uma reclamaçãozinha, mas logo lembrou: já sei, papai, “happy wife, happy life”, rsrsr – Isso aí, meu filho, quanto antes você aprender isso, mais feliz será sua vida 😉

Anyways, campo de girassóis devidamente registrado, voltamos ao nosso rumo.

Chegando a Les Baux, percorremos suas ruelas estreitas, visitamos igrejinhas, lojinhas e atelieres. E por falar em atelieres, no último que visitamos, guiados pelos meninos (amo muito isso deles se interessarem por galerias e museus), ao sairmos, Vivisauro decide sentar-se na cadeira vaga ao lado das artistas. Deu um bonjour, sentou e com a linguagem universal dos gestos se enturmou com as senhoras francesas. Nao demorou pra que o Nick entrasse na conversa, e aí, gente, nem preciso falar né? Vivi nos despachou e disse que ali era a casa dele agora.

Como as senhoras falavam algum inglês, a conversa rolou solta. Os folgados pediram até uma aguinha com gás pra sobreviver ao calor – morro de vergonha, gente! hahaha

Conversa vai, conversa vem, tivemos que tirar os meninos de lá arrastados, porque eles se recusavam a ir embora – as francesas se divertiram com o Vivi e ficaram encantadas com o Nick 🙂 Definitivamente, esse gene da extroversão pulou uma geração (dos dois lados da família!). Os meninos acumularam  o gosto pelo papo furado do vovô Fred e do vovô William. Perigo total! Se não quiser papo com eles, evite eye contact, rsrsr

Paramos numa sorveteria pra fazer um agrado pros meninos e aproveitei pra provar o interessante sorvete de lavanda – não é melhor que sorvete de chocolate, mas ó, provado e aprovado 😉

Seguimos em direção ao Castelo e lá, entre vistas magníficas e ruínas cheias de história passamos horas a fio.

 

No almoço paramos num micro restaurante, e para acompanhar tomamos meio litro de vinho (voltará pra Melbourne uma nova Erica, aviso!), o que me deixou um pouquinho menos desconfortável para responder a garçonete que insistia em falar (em francês, claro), olhando pra mim. Mas eu tô melhorando, gente… Já até arrisco um “ajuntamento” de palavras (não confundir com frases!) com um sotaque arrastado, pra fazer pose de quem sabe alguma coisa, rsrsr (sei nada!). Mas sem dúvida nenhuma, tentar falar a língua local abre portas, especialmente na França. E para aqueles que insistem em dizer que francês é rude, repito: desde de minha primeira experiência em terras francesas, sempre fui muito bem atendida pelos locais. Sempre com sorrisos e educação. Durante esta viagem não tem sido diferente.

Almoçados, tomamos o caminho da roça, no caso da Carrieres de Lumieres, um museu fantástico, diferente de tudo que já vi na vida – daqueles lugares que dão borboletas no estômago e te deixam de olhos arregalados. Um prato feito pra quem gosta de arte no seu estado mais “artsy” – se é que vocês me entendem 🙂

Pra quem quiser saber direitinho do que se trata, clica aqui ó

Hoje encerramos o expediente mais cedo, e como vocês podem ver, teve neguinho capotando no meio do caminho:


Voltamos pro hotel em tempo das crianças poderem aproveitar o dia quente na piscina (e eu aproveitei pra atualizar o blog).

A verdade é que o dia pode até ter terminado, mas a noite está apenas começando, então com licença porque eu tenho um França x Suíça pra assistir no boteco mais badalado de Maillane 😉

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