L’Isle Sur La Sorgue+ Gordes + Roussillon


Hoje o roteiro foi intenso – já falei que faço a programação sempre na noite anterior? Geeeente, nunca fui assim, juro! Não sei o que está acontecendo comigo. Pelo menos até agora tem dado certo. Deve ser a proteção do Santo dos viajantes incautos, rs.

Começamos com uma visita despretenciosa a L’Isle Sur La Sorgue, onde nos deparamos com um mercado popular super pop (assim, com redundância mesmo), apinhado de gente, fato que dificultou um tantinho o estacionamento. A cidadezinha é uma fofura e, apesar de cheia de turistas (já viu isso: turista que não gosta de turista?! rsrs), encantadora. Passeamos pelas ruas, nos encantamos com as águas límpidas do rio Sorgue que margeia a cidade (gente, parecia até um rio cenográfico de tão limpinho e lindinho), fizemos umas micro comprinhas e saímos de lá encantados com a beleza.

Nossa segunda parada foi a linda Gordes, uma aldeia de arquitetura de pedra que te faz suspirar a cada esquina. O simples caminhar pelas ruelas já enche teu coração de alegria, mas como turismo com crianças requer um algo mais, cedemos (mais uma vez) aos pedidos insistentes do Vivi e visitamos um museu/ruína que havia, onde outrora funcionava uma moenda (?) de azeite – confesso que não foi o deinheiro mais bem investido, mas o que a gente não faz pra ver as crianças felizes? Rs No fim das contas, aprendemos um tanto sobre azeites e azeitonas e também sobre a história da cidade. O Vivi ficou um pouco entediado e confessou que estava achando que era uma caverna e não um “azeite blablablá”.

Mas Gordes não se resume a um conjunto arquitetônico de arrancar suspiros, nem a vistas de beleza estonteante. As surpresas escondidas também me conquistaram.

Volta e meia esbarrávamos numa exposição de fotografias, cada qual com sua temática. A que eu mais curti foi a “Pés”, um registro de, como o tema indica, pés 🙂 Tripés, pés de planta, pés de gente, pés de bichos, pés de móveis… a criatividade era o limite. Adorei ver arte pipocando a cada 100 passos.

Mas o dia não terminou em Gordes, Roussillon nos aguardava 🙂

Em Roussillon, a visita foi mais que completa. Fomos até convidados a entrar numa “casinha” nada “inha”. Gente, abafa o caso e a vergonha, porque eu não sabia onde enfiar a minha cara.

Estávamos nós passeando alegremente pelas ruas de Roussillon, apreciando a arquitetura e suas cores que estavam ainda mais lindas com a luz do sol da tarde, quando, num descuido nosso, Nickito faz toc toc toc numa porta alheia. Como não era bem uma porta, mas um portão, tipo portão de garagem, não me incomodei, só que para nossa surpresa, vieram abrir o portão (e eu fiquei com cara de tacho). Eu, ainda do outro lado da rua, vi a porta se abrir lentamente e do lado de dentro, aparecer um senhor num roupão laranja, que por um momento pensei ser um monge. O senhor, olhando pro Nick (o irresistível), deu boa tarde e nos convidou a entrar. Oi?? Como assim??

O pior? O pior é que entramos! Não me perguntem porque, rs, mas quando eu vi, já estava lá dentro.

Entramos e ouvimos a esposa dele perguntando a ele quem eramos. Ele respondeu: visitas!

O senhor nos levou até a piscina, nos mostrou a bela vista (gente, um dia, quando eu for rica e famosa, vou alugar uma casa em Roussillon com aquela piscine e auela vista, U-A-U!) e pra coroar minha vergonha com a cerejinha mais vermelha, a filha do casal se oferece para tirar uma foto da família intrusa à beira da piscina tendo ao fundo a mais bela das vistas. Olha, gente, a vergonha era tanta, que eu sentia meu rosto queimando. Mas eu sou boba, né? Quando saí dalí, fiquei imaginando: se fosse o Fred, meu sogro, ele não só teria pedido pra ver o resto da casa, como teria feito amigos e se bobeasse, teria sido convidado pro jantar, hahaha. Tá, vai, dá um desconto, já que eu não falo na-da de francês, mas ainda assim, mais do que a fluência, me falta mesmo é a cara de pau (aquela que o Fred e o Vivi tem de sobra), e que abre portas. Neste caso, literalmente, rs.

Sério, ainda não acredito que entrei na casa de um desconhecido assim, do nada. Já imaginou se fosse um serial killer? Ninguém nunca iria saber do nosso paradeiro! Hahaha

Brincadeiras à parte, o cara tinha a maior pinta de que havia alugado aquela casa por uma temporada. Aquele jeitão, aquele roupão… aquela falta de noção! Hahaha

Digam o que quiserem, viajar com crianças (especialmente as sociais como as nossas) dá trabalho, mas também dá muita história pra contar – ô se dá!

E pra encerrar a postagem do dia, as delícias de se fazer roadtrip pela linda Provence 🙂

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