Sitges, o pueblo gay


Saímos mais tarde do que pretendíamos, mas ainda assim deu pra aproveitar bastante a aldeia fofa e até pegar um solzinho na praia – isso mesmo, fui à praia antes das 5, contrariando o bom senso.

Na verdade, não lembro se postei sobre isso aqui, mas um pouco antes de sairmos em viagem, mudei de clínico geral, de reumatologista e de diagnóstico. Não, não estou curada, rs, mas ao que tudo indica (pelo menos até agora), fiz muito bem em não começar a tomar aquele tanto de remédios fortes, porque aparentemente meu Sjogrens (ainda) é primário, ou seja, nada me impede de pegar sol. Vocês tem noção do quão feliz eu fiquei quando ouvi isso?

Enfim, isso é só um parêntese, conto mais depois, quando voltar à vida normal. Por enquanto estou de férias de tudo, até de mim mesma, rs)

Voltando à Sitges…

Gente, super recomendo! Uma delícia de lugar. Pueblo de ruas estreitas e arquitetura lindinha, com uma igrejinha fofa na “esquina do mar mediterrâneo”.

Passeamos um pouco pela cidade e depois escolhemos uma praia pra relaxar – muitos selfies e gargalhadas, voltei no tempo, me senti 10 anos mais nova. Confesso que metade de mim sentiu culpa por não estar ali com os meninos nem o marido, mas sabem de uma coisa? Me fez um bem danado ter esse tempo pra mim, com minha amiga-topa-tudo da qual eu tanto estava com saudade. Verdade seja dita, desde que virei mãe, nunca mais tive um dia inteirinho só pra mim, muito menos um dia só de meninas – isso faz falta, sabe? Tô renovada! rsrs

Após a prainha, fomos almoçar. Paella gostosinha, de frente pro mar acompanhada pelo meu mais novo vício: sangria de cava. Ai, gente, bom é apelido, rs. Tava tão gostoso que quase desisto de contar sobre o atendimento nota -1 do restaurante. Mal chegamos e a garçonete já estava de má vontade. Apontou lá pro fundão, nos indicando uma mesa lá longe. Perguntamos se ela poderia limpar a mesa que havia acabado de vagar na frente, e ela, com ódio no coração, puxando a toalha, batendo copos e quase cuspindo na nossa cara, nos fez o grande favor de permitir que sentássemos ali.

Mas não parou por aí… Pedimos o menu do dia (desses que incluem entrada, principal e sobremesa), que, sem exagero, todos estavam comendo, e a outra garçonete diz que infelizmente não poderia porque havia acabado os ingredientes. Oi? Conta outra né? Mas a gente não queria comprar outra briga, achamos melhor morrer no prejuízo de pedir um prato normal mesmo. Aliás, ô lugarzinho caro! A cerejinha do bolo foi a hora da conta: eles cobram o uso dos talheres!!!!! Oi(2)? Quase dois euros pra usarmos garfo e faca. Será que é opcional? rsrs. Ao perguntarmos pra garçonete, ela respondeu com um sincero: “isso é Sitges”.

Okay… Almoçadas, fomos dar uma última voltinha e aproveitamos pra comer um crepe enquanto fazíamos o bom e velho people watch (amo!). Depois fomos pra casa, porque muito embora o sol ainda estivesse alto, já era bem tarde. Deixo aqui meu agradecimento pro maridinho que, mais uma vez,  buscou os moleques no colégio 🙂

beijinho no ombro pra quem não passou o dia em Sitges 😛

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