Barrio de Gracia

Hoje resolvemos dar uma voltinha pelo Barrio de Gracia (não confundir com o Passeig de Gracia). Saimos de casa caminhando sem rumo, só mesmo pra explorar a região.

Passamos por diversas praças super simpáticas, daquelas cercadas por edificações residenciais (sem ruas que separem) que abrigam no andar térreo restaurantes e um pequeno comércio. Absolutamente encantador e cheio de vida. Dizem que na época das festas de Gracia, o bairro todo fica em festa e as ruas todas enfeitadas. Este é um dos festivais que preciso presenciar. Não será este ano, nem no próximo, mas um dia eu volto aqui especialmente para participar dessa festa – ah, volto!

As ruas do bairro são na maioria bem estreitinhas, algumas somente para pedestres, outras ainda aceitam a passagem de veículos, mas de maneira moderada: vez por outra passa um carro, que se encolhe magicamente – só pode! – para caber em tão limitado espaço.

E foi numa dessas ruelas estreitas que encontramos o Samsara, um restaurantezinho super aconchegantes de tapas no melhor estilo gourmet – dos melhores que já experimentei!

De comer primeiro com os olhos, bem do jeito que eu gosto, os tapas agradaram os adultos e as crianças. Passamos muito bem!

O único porém foi que eu tive a nítida sensação de que o ambiente não dá boas vindas a crianças. Tipo, não tratam mal, mas também não são tão receptivos como o de costume por aqui.

Após o almoço e de volta a nossa caminhada, paramos para experimentar a famosa orxata, uma bebida refrescante bem tradicional na Espanha. Eu provei, né? Mas me trouxe lembranças horrorosas da minha infância, quando eu, que era chatinha pra comer, era obrigada a tomar, todo dia de manhã, uma bebida de germen de trigo que meu pai preparava com muito carinho (e que eu com mais carinho ainda, jogava pelo ralo). Anyways… mas o  mais interessante da nossa paradinha não foi a orxata, mas observer o Vivi fazendo amigos.

Enquanto estávamos lá provando a bebida de sabor esquisito, que só se salvou porque era muito doce e muito gelada, Vivi, se aproximando de um senhorzinho que sentava-se à mesa próxima à janela, começou a puxar papo – note que o Vivi não fala espanhol, por favor.

Engrenaram numa conversa longa. O senhorzinho mostrando algo sobre futebol pra ele no jornal e explicando sobre o time. Vivi não se intimidou e respondeu, fez perguntas – de um jeito meio torto, mas fez. E ganhou mais um amigo. Ele ficou encantado com o Vivi, tão encantado que comprou uma Coca-Cola pra ele (e eu que estava regulando o consumo de refrigerante dos moleques, me dei mal, claro). Vivi saiu de lá feliz da vida e eu sem saber onde enfiava a cara de vergonha, rs)

 

Mas voltando ao Barrio de Gracia, gracinha de lugar – moraria lá facinho 😉

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