Uma (sem marido nem crianças) tarde em Montserrat

Hoje a tarde foi em Montserrat, um mosteiro cravado numa montanha rochosa linda de viver. Um dos lugares mais bonitos que já visitei.

Pra falar a verdade, o mosteiro em si não me arrancou suspiros (a não ser pelo fato de ser cravado no topo de uma montanha, de acesso dificílimo, claro), mas as vistas, ah, essas me fizeram delirar.

Fomos somente eu e Gi, os meninos foram pra escolar e o Mauricio pra Universidade.

Não fizemos muitos planejamentos, acordamos e fomos. Compramos os tickets de trem na hora e decidimos no lugar se iríamos de teleférico ou furnicular. Foi praticamente no cara ou coroa que o teleférico ganhou – e nos arrependemos dois minutos depois de comprados os tickets, mas aí já era tarde.

Na primeira perna da viagem ficamos observando quem havia optado pelo teleférico – todos os Americanos, turistões típicos –  e quem havia optado pelo furnicular – os asiáticos, super organizados com roteiros completos.

A nós só nos restou rir, pra não chorar, rs

A viagem de furnicular era a mais sem graça, uma linha reta cabo a cima, que levava não mais que 5 minutos, contra os 25 do furnicular que circundava a montanha.

Na fila do teleférico, conhecemos um grupo de garotos Americanos super animados, eram universitários, jogadores de football. Engrenamos num papo, puxado pelo responsável da molecada, que pra provar que este mundo é uma aldeia, era de In-di-a-na! Sim, nossa segunda casa! Sério, what are the odds??

Chegamos lá já passava do meio-dia, logo não tivemos muito tempo pra ver tudo o que havia pra ser visto. Optamos por visitar o monastério, assistir o coral dos meninos e partir pro hiking montanha acima. Que hiking! Fiquei de pernas bambas, mas oh, valeu cada segundo. As vistas eram magníficas, de cair o queixo. O percurso não era dos mais fáceis, o chão muito seco, coberto por uma terrinha fina, quase uma areia e cheio de pedrinhas, deixava o percurso especialmente deslizante. E quem foi que disse que pra baixo todo santo ajuda?? A cada metro que subíamos eu não parava de pensar como seria a volta. De fato, vimos muita gente se estabacando, rs. Nós, graças a Deus, não sofremos nenhum arranhão.

Fomos até o topo, paramos pra descansar, tiramos fotos e pegamos o caminho da roça.

Queria ter tido mais tempo pra desfrutar mais do cenário. Queria também ter me planejado melhor e levado mais agua (e gelada). Lembram que eu tenho a boca seca? Então, ficou árida! A pouca água (quente) que tinhamos foi mérito absoluto da Gi – valeu, Gi!

Na volta, adivinhem? Perdemos o trem e o próximo só passaria uma hora depois. Já fracas de fome, fomos em busca de um lugar pra comer, mas àquela altura, os restaurantes estavam todos fechados, claro. Só nos restou encarar um sanduíche na xepa e correr pra pegar o próximo teleférico, rezando pra não perder novamente o trem.

Chegamos em casa mais tarde que o planejado. Resultado: Maridinho teve que não só buscar os moleques no colégio, como também levá-los pro futebol. Acidentes de percurso…

Mas o dia foi uma delicia, super recomendo o passeio!

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