Sagrada Familia

Nove anos se passaram desde aquele dia em que eu, pela primeira vez em Barcelona, subi as escadarias do metrô e me deparei com ela, a Sagrada (e pomposa) Família toda-toda, encaixadinha no meu campo de visão.

Lembro bem da emoção, do quase nó na garganta, por estar diante de uma das obras mais detalhadas de arquitetura do mundo. Lembro ter sentido as bochechas queimando e também um panapaná inteiro na barriga. Eu estava sendo apresentada, em pessoa, a uma das obras que mais mexem comigo. Quando entrei, a emoção dobrou e a cada passo, a cada pilar “florestal”, a cada feixe de luz, eu ficava mais admirada.

Sou fã de Gaudi de carteirinha. Arrisco dizer que se estivesse vivo, lhe pediria um autógrafo (sério! E quem me conhece sabe que eu não sou do tipo que pede autógrafos, not at all).

Hoje senti a emoção de um esperado reencontro. Paquerei muito, quase todos os dias, a uma certa distância, durante mais de um mês, até que enfim passei pela porta e, novamente, me veio um nó na garganta. Que boba, né? Que exagero! Pode ser… mas foi exatamente o que senti – por que omitir?

Desta vez, os vitrais coloridos já estavam no lugar, filtrando a luz que permeia a igreja. O piso também ganhou forma e até um altar já começa a ser esboçado, atendido por cadeiras temporárias no centro do edifício.

A monumentalidade daquele interior, reforçada pela floresta de colunas que tão bem simulam a natureza te faz sentir parte do cenário. A organicidade da arquitetura te abraça, te afaga, e mesmo aquelas paredes cruas te fazem sentir o aconchego, o calor do ambiente.

Por dentro e por fora,  o todo e também cada detalhe é inspirador. Não, não existe no mundo outra arquitetura que desperte em mim tantos sentimentos – inclusive o de mediocridade (minha, claro) – como minha linda Sagrada.

Se ano que vem voltarmos aqui, quero repetir todo o processo de paquera, de espera, para então me deleitar mais uma vez, vendo o progresso dessa obra que, por mim, poderia ser eterna, porque a complexidade é tamanha, que a obra não precisa estar concluída para emocionar.

Sagrada, eu volto. Ah se volto 🙂

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Em tempo e sem destaque nenhum – impossível algum outro tema se destacar na mesma página da Sagrada – ao final da nossa visita, almoçamos num outro mexicano, mais um pra lista de restaurantes favoritos. Pra você que vai à Barcelona e obviamente planeja visitar a Sagrada Familia, não deixe de ir na La Taqueria – imperdível! Pode pedir qualquer prato, sério mesmo. E pra beber, peça a água de goiaba – meodeos, é de morrer!

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