Vivendo em BCN


Na sexta no fim do dia, fomos a uma festinha de aniversário em conjunto de 5 amiguinhas da turma do Nickito – claro, de ônibus, né?

Fomos seguindo o pai da Rocio Blanco (amiguinha favorita do Nickito), sem nem saber pra onde estávamos indo. Achei que fosse num parque/parquinho e como estava choviscando, fiquei preocupada.

Descemos do ônibus e fizemos uma pequena caminhada, quando de repente ele pára e diz: é aqui.

Era uma porta, com uma plaquinha tímida – tão tímida que nem notei ao passar. Tocou o interfone e ficamos esperando alguém vir nos atender. Parecia uma coisa ilegal, escondida, escritório de mafioso, sei lá, rs.

O edifício era antigo, mas quando a porta abriu, vimos que dentro era um playcentre – coisa de cidade antiga e densa, que não tem espaço pra novas construções e também não comete assassinatos de edificações históricas. O playcentre era tímido, mas cumpria bem sua função.

Em todos estes anos indo a festinhas infantis, nunca, nunquinha vi crianças tão eufóricas e gritalhonas. Era uma gritaria de ensurdecer. A sensação era que todas elas vivem caladas, sob as rédeas curtas dos pais  (provavelmente dentro de apErtamentos) e em eventos como aquele, tem sua liberdade momentânea, a qual aproveitam até a última gota. Pulavam, corriam, gritavam, como se o amanhã não existisse, como se aquele fosse o último (ou o primeiro) dia de liberdade da vidinha deles.

Em alguns aspectos, a festinha me lembrou os estilo australiano: mesinha miniatura com cadeirinhas miniatura para as crianças sentarem e comerem. Tudo meio bagunçado, sem tema, nem decoração. A diferença é que havia um mesão com snacks pros adultos. Ah, e não rola lollibag na saída, rs, mas rola uma piñata, que por sinal, foi arrebentada pelas crianças indomáveis antes de chegar no lugar – um alvoroço! hahaha

A festinha foi bem animada, teve uma mulher fantasiada que chegou pra entreter a molecada com dança/estátua, face painting – mas tudo bem amador, desconfio inclusive que era uma das mães 🙂

O engraçado é que ninguém se incomodou com o fato de estarmos eu e Mauricio completamente deslocados.  Quando o  pai de uma das aniversariantes veio nos oferecer comes e bebes, achamos que ele estava tentando puxar papo, mas sabe que não?! Ele saiu de fininho na primeira oportunidade e ficamos lá a ver navios… Lá pelo meio da festinha (que aliás durou uma eternidade!) uma hermana argentina veio falar conosco toda animada, dando beijos e abraços, se apresentando, contando da vida, até que… meu digniíssimo marido conta que estamos aqui só por 2 meses. Pronto, falou a frase mágica: a mulher arrumou uma desculpa pra sair de fininho meio minuto depois.

Nem a bonitona que nos convidou pro evento, que por sinal era mãe de uma das aniversariantes, foi capaz de nos dar um alozinho. Fiquei bem chocada com o descaso.

Acho, quer dizer, acho não, tenho certeza, que a parte melhor da festa (pra mim!) foi ver que na verdade o Vivi tá arrastando um portuñol de respeito! Fiquei bem impressionada. Ele fala (ou pelo menos se esforça para falar) em espanhol com as pessoas – ao contrário do Nick, que apesar de sempre chegar em casa exibindo o espanhol que aprende, falou o tempo inteiro em inglês com todo mundo. Vai entender?

Os meninos saíram de lá exaustos de tanto brincar. Nickito estava com a camisa toda molhada de suor. Sério, esses meninos estão tendo the time of their lives! 🙂

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