caixa cosmo e outros detalhes

Hoje o dia amanheceu friozinho (praga de Melbourne! rs), então resolvemos levar as crianças ao museu de ciências.
Primeiro ato:
Saímos de casa, pegamos o elevador e quando chegamos na portaria, que fica trancada aos finais de semana, meu digníssimo olha pra mim e pergunta: cadê a chave?
Sur-tei! Subi novamente com a esperança de encontrar a chave do lado de fora da porta do apê (porque, claro, a porta não abre por fora sem a chave). Adivinha? NÃO ESTAVA LÁ!
Desci novamente com a esperança de que o marido me recebesse com aquele já conhecido sorriso de vergonha, dizendo: tava no meu bolso… Mas não, o que encontrei foi um marido aguardando ansioso pela minha volta com a chave em mãos.
Surtei novamente! “Não é possível, Mauricio! Você deixou nos trancou pra fora de casa? E, pior, pra dentro do prédio! Comecei a imaginar a gente indo de porta em porta até encontrar um vizinho em casa que pudesse nos libertar do prédio, ou quem sabe, ligar pra um chaveiro…
Enquanto isso, Mauricinho começou a revirar a mochila, até que tadah! encontrou a bendita chave. Onde? Dentro do bolsinho de moedas da carteira (oi?!). E ainda levei a culpa: “nisso é que dá você falar comigo enqunto estou fechando a porta”. Okay, às vezes eu esqueço que o maridinho não desempenha duas funções ao mesmo tempo. Ou pensa, ou fala, ou fala ou tira a louça da máquina…
Enfim, estávamos sãos e salvos.
 
Segundo ato:
Saímos do prédio em busca de um taxi, pra evitar caminhar no friozinho, já que o Vivi havia acordado com o nariz funguento e uma tossezinha de cachorro. Fail!
Nada de taxi passar. Decidimos pegar o metro e fazer baldiação mesmo, e como aparentemente o marido é antigo, não se contentou com meu app do metro no iPhone, tampouco com o maps, voltou em casa pra pegar o mapa tradicional de turista. Enquanto isso eu fiquei no parquinho com os meninos.
Meia hora mais tarde, marido volta, contando que pegou o mapa, saiu, mas teve que voltar porque havia esquecido a mochila. Hello?? Escleroseeee! hahahaPassa tempo, tempo passa… Cadê o marido enrolado? Em casa, procurando o mapa. Liguei pra ele, já que ele preferiu procurar em vez de me perguntar onde estava, rs
Quando finalmente estávamos prontos pra seguir nosso caminho, Vini e Nick saem correndo, feito loucos selvagens e, vendo o sinal de pedestres verde, atravessam a rua sem nem olhar! O detalhe é que em ruas menos movimentadas, quando o sinal fica verde pros pedestres não fica vermelho pros carros, mas amarelo e piscando, ou seja, os carros podem passar – ou seja, pedestres, fiquem atentos!
Quando eu vi, estava gritando e correndo atrás deles feito uma maluca (aliás, já devo ser conhecida na praça, rs).
Nick estava na versão monstrinho. Ficou irado com a bronca e começou a berrar, chutar, bater, fazer pirraça das feias (e eu tentando contornar com a calma que tirei sei lá de onde). Eh… aquela cara de anjinho engana muito! Tudo o que ele tem de fofo, tem de atacado. Vai do amoroso pro monstro de sete cabeças em meio segundo!
Tudo mais ou menos sob controle, agora sim, seguimos em direção ao metro.
Terceiro ato:
No metro, Nick já estava na versão menino-fofo, dando beijos e abraços e carinhos (quando eu digo que este menino é bipolar, não é sem motivo!). Sentamos para esperar o trem, quando o Vivi notou que havia um grupo de turistas brasileiros ao nosso lado (uma família inteira na verdade: tinha pai, mae, filhos, sobrinhos… só não tinha netos ainda, rs). Brasileiros puxadores de papo 🙂 Como o Vini já “nem é chegado”, o papo rolou solto. Até que uma das meninas pergunta, instigada pelo sotaque carregadíssimo do nosso gringo maior: “mas de onde eles (apontando pros meninos) são? Aí a gente explica brevemente e ela entende porque o menino de 6 anos fala daquele jeito, rs. Este é um daqueles momentos que me dá uma pontinha de tristeza em constatar que nossos filhos são e sempre serão gringos – especialemente o Vivi que bate no peito com orgulho e diz que é americano, toda vez que alguém pergunta de onde ele é. 😦
Quarto ato:
Após alguma confusão, dois trens e uma caminhada ladeira a cima, chegamos ao museu.
Eu que estava super feliz que, pra variar, estávamos indo a uma atração barata (a mais barata e mais bem avaliada atração familiar de Barcelona: 4 euros cada adulto, e free para crianças de até 16 anos), fiquei triste em constatar que dia 18 de maio é o Dia do Museu(!!!!), ou seja, TODOS os museus (inclusive os caros) são de graça!!! Eu, a pobre, quase tive uma crise de arrependimento, hahaha
O museu de ciências de “la caixa” é simplesmente fascinante! As crianças amaram e nós também. Diversão para a família toda.
A cada passeio que a gente faz, a cada lugar que a gente para pra comer, a cada praça antiga que “cruza” nosso caminho, a cada ruela, a cada edifício histórico e claro, a cada Gaudí, meu coração fica cada vez mais devoto de Barcelona e minha vontade de morar aqui fica cada vez mais difícil de caber dentro de mim. Não me interprete mal, Melbourne rocks! Mas Barcelona tem aquele algo mais que completa a minha alegria, tem os ares antigos, tem história.
Ato final:
Barcelona, te quiero!
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PS. Estamos chegando num ponto de cansaço profundo, todos nós. No fim do dia eu mal aguento manter os olhos abertos. Hoje, antes de sair de casa tomamos um café reforçado e só fomos comer novamente à noite, em casa, porque o Nick capotou no sofá e ninguém tinha disposição pra sair pra jantar. Estou andando como não andava desde os tempos de faculdade. Mas isso é bom, porque do jeito que tô comendo prosciuto, pãozinho de leite, doce de leite(!!!!), croquete, tapas, comidinhas gostosinhas e nada light, se eu não estivesse andando MOOOOITO, já não passaria mais na porta 🙂
PS 2: Mauricinho tá tão viciado no tal do croquete, que agora a noite, faltando 20 minutos pra lojinha fechar, foi cor-ren-do comprar a xepa. Coitado, só tinham 5 e ele ainda teve que dividir comigo :O|

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