Há exatos 12 anos

Foi no Bistrô Brasil, há exatos 12 anos, que fui apresentada ao homem da minha vida. Mas essa história, se não me engano, já contei aqui não uma, mas algumas vezes.

Este ano, completaremos 10 anos de casados e também 10 anos de vida estrangeira. Uma vida que poderia dar um livro, mas em vez disso, rendeu 3 blogs, meia-dúzia de fotoblogs, dois filhos e ainda há de render muita história pra contar.

Todo ano, sempre recapitulo, nem que seja mentalmente, o início da nossa história, que apesar de eu nunca ter contado aqui, me rendeu também uma ex-amiga – e apesar disso, tenho que dizer que se pudesse voltar no tempo, faria tudo igualzinho, porque hoje enxergo cada fato, mesmo os atropelos, como tijolinhos que construíram nossa história.

Sinto náuseas em pensar que uma atitude diferente, ainda que pequeninha, pudesse alterar o curso dos acontecimentos. Meu estômago dói em imaginar que por muito pouco, tudo poderia ser tão diferente.

Não sei no que você acredita, não sei nem muito bem no que eu mesma acredito, me pego crendo  ora no destino, ora no  livre arbítrio, o que pode parecer confuso (e é!), mas o fato é que ao mesmo tempo que hoje, olhando pra trás, acredito piamente que os caminhos que eu trilhei, os que eu evitei e os que eu encerrei, me conduziram para aquela noite no Bistrô Brasil, ao som de Alex Cohen, conhecer meu maridinho, acredito também na versão conto de fadas, numa força que vai além do consciente (destino?), que impulsionou todas as escolhas para que nossos caminhos se cruzassem e se entrelaçassem para sempre.  Mas talvez crer no destino seja apenas eu querendo que nada que eu pudesse ter feito, resultasse numa vida diferente – evidência de felicidade!

Mas de tudo o que eu posso acreditar, acredito mesmo é que, muito embora sejamos muito diferentes em muitos aspectos, “nós fomos feitos um pro outro, pode crer…” 🙂 E foi por isso, que não pisquei quando ele me perguntou: “se eu aplicar pro doutorado nos EUA você vem comigo?” – o pedido de casamento menos romântico do mundo inteiro, rs.

Hoje, 12 anos após eu conhecer aquele garoto crítico, 11 após eu ter concordado em sair do país com ele e quase 10 desde o sim oficial, não consigo, nem por um minuto imaginar minha vida sem ele, que pra mim é o melhor marido do mundo inteiro.

Obrigada, meu amor, por ter acreditado que eu cairia nos seus encantos, mesmo quando tudo naquela noite, levava a crer o contrário 🙂 Te amo pra sempre!

4 Comments

  1. Ericaaaaaaaaaaa! Que lindo, snif snif. E snif snif de novo, já que tinha um seculo que nao ‘te’ lia aqui. Tô ainda tentando entender o que vc passou e o que está passando. Confesso que meu coraçao voou até vocês agorinha. Te beijo com amor e te observo encantada, mais uma vez. Neste momento, mais do que nunca, você é minha heroína romântica! (Jane Austen teria um lindo papel pra você! Ahhh teria…)

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  2. Oi Erica ! Estou sentindo falta dos seus posts! Adoro seu blog ! Voces ja devem ter viajado e esta enrolada, ne ? Nao demora muito para aparecer por aqui nao! Bj da sua admiradora carioca virtual de Michigan. 🙂

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    1. Oi, Fernanda
      O pior é que estou com uns 30 posts no draft, acredita? Escrevo praticamente todos os dias 🙂 Só tá faltando tempo pra adicionar as fotos e postar, rs
      Mas até semana que vem, eu acho que consigo deixar o blog up to date 🙂
      Beijos!

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