Ele disse sim! E agora?

To have or not to have? Eis a questão.

Após mais de dois anos insistindo no ponto do terceirinho, ontem, após eu ter ficado por umas horinhas com o baby de uns amigos, surtei! Vi que não era desejo, era necessidade, eu precisava realmente ter o terceiro filho, que já nem sei mais se chamaria-se Thomas.

Falei com o marido ao telefone e pra minha surpresa, desta vez ele concordou. Ahn? Como assim? Dois anos tentando convencê-lo e sempre ouvindo as mesmas coisas: “começar tudo de novo?”, “a gente vai ficar pobre”, “desse jeito nunca compraremos uma casa!”, “logo agora que a vida estava começando a ficar mais fácil?”. Finalmente maridinho se rendeu às minhas súplicas desesperadas de quem sente que a família ainda não está completa. E foi com um “ai meu Deus, não acredito que eu tô falando isso…” que meu digníssimo me trouxe lágrimas aos olhos de tanta alegria.

Desliguei o telefone, sentei, respirei fundo e comecei a procurar informações sobre grávidas com síndrome de Sjogren. A princípio, a síndrome ou qualquer outra autoimune que eu possa ter não parece ser um empecilho, o problema é que não é só isso. Esta semana mesmo estive fazendo nova bateria de exames (que ainda não acabaram!), e já descobri que meus níveis de ferritina estão muito baixos (o que pode ser a explicação da queda radical cabelos, do cansaço extremo, da pele ressecada…), e claro, níveis baixos de ferritina é um dos responsáveis por infertilidade – que sorte a minha. Fora isso, outros exames e especialistas me aguardam, então, por mais que eu queira me jogar nas tentativas hoje mesmo, tenho que segurar a onda, ver se realmente é viável, aos 36 anos e com alterações consideráveis na saúde, encomendar o quinto elemento da família. Que angústia.

Em pensar que eu já poderia estar com o terceirinho aqui, antes mesmo de ter aparecido meus primeiros sintomas… Mas não tinha quer ser assim e talvez nem aconteça a terceira gestação, mas ainda assim estou muito feliz, principalmente porque logo após falar com o maridinho ao telefone sobre o assunto, vi esse update na timeline dele:

Atenção ao “feeling happy”:)

Ainda que não dê certo, estou muito contente que o concordar com o terceirinho não foi resignado – tá, no primeiro instante até foi, mas logo a resignação deu lugar à alegria de ter um terceiro molequinho correndo pela casa 🙂

Em tempo: Se a encomenda se concretizar, só saberemos o sexo do baby ao final da gestação. Eu sei que eu vivo dizendo que eu gostaria de ter um terceirinhO, mas realmente, o mais importante é ter um bebê saudável e feliz. Além do mais, já passei por duas gestações, na terceira, quero surpresa de saber na hora, até porque eu sei que na hora H, a emoção é tanta, que pouco importará se não for um terceirinhO.

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