o desfralde do Nickito – parciais

Uma semana após começar o treinamento, posso dizer que o desfralde está sendo um sucesso – yay! 🙂

Fralda agora só pra dormir, mas mesmo esta acorda sequinha.

Durante o dia, quando ele está brincando no parquinho, já tivemos 3 acidentes de número 1, mas vamo que vamo, porque o saldo tá bom demais, rs

Será que a gente encerra o ano livre das fraldas?? Dedinhos cruzados!

O ano tá acabando e aí?

Dois mil e treze tá nas últimas, graças ao bom Pai do Céu!

Este foi um ano difícil, dolorido, recheado de surpresas desagradáveis, de descobertas indesejáveis  do princípio ao fim. Desculpe, mas aqui do auge do meu egoísmo queria mesmo que este ano nunca tivesse existido, que sumisse do calendário e levasse com ele todas as bombas que com ele vieram. Mas isso não é realizável, então o que me resta é aceitar o inaceitável, me conformar com o inconformável e torcer, rezar e mentalizar para que 2014 seja um ano verdadeiramente bom.

Pra este ano que vem aí, tenho sim alguns planos – doze meses, doze planos (não necessariamente um por mês):

1- fazer meu business emplacar e poder enfim chamá-lo de “meu trabalho”:)

2- passar dois meses na zoropa (maio/junho) – algo me diz que este item está em conflito com o primeiro…

3-começar a yoga e a meditação (pra ontem)

4- começar finalmente meu inevitável tratamento (e não esquecer de tomar minhas homeopatias, florais e vitaminas), senão até o fim de 2014 já estarei usando peruca.

5- voltar a praticar um dos meus hobbies favoritos, a fotografia (se não me engano, esta resolução fazia parte da lista do ano passado…)

6- Fazer mais arte: não parar nunca mais de desenhar e também me empenhar em aperfeiçoar minhas técnicas (oi?) de desenho e produzir mais ilustrações, estampas e quem sabe, alguns objetos 🙂

7- fazer mais projetos pra casa (reformar minhas mesinhas laterais da sala, meu móvel do quarto, minhas mesas de costura e de computador)

8- ser mais ativa na escola do Vivi (será?)

9- colocar em prática meu projeto social para crianças (este vai ser complicado, dado que os números 1 e 2 da lista já vão abocanhar uma parte gigante do meu tempo)

10- Tirar alguns projetos/designs da cabeça e outros do papel e começar a produzir umas peças de decor

11- desenvolver meus social skills (um must!), leia-se: ser mais cara-de-pau 🙂

12- e por último, mas não menos importante: viver um dia de cada vez e bem devagar, pra desfrutar ao máximo de cada momento, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Hoje eu ainda tenho alguma energia pra tentar fazer as coisas que curto (e também as que preciso), mas a verdade é que eu não sei até quando vou conseguir e também nem quero pensar nisso… Logo eu, que sempre fui fã de fazer mil coisas ao mesmo tempo, tenho agora que me contentar em fazer uma de cada vez, num tempo completamente diferente 😦

Já que, no meu caso, pedir por saúde seria o mesmo que pedir por um milagre, vou começar mais humilde e pedir por energia (da boa, please). E se, minha saúde puder não piorar muito rápido, eu agradeço também 🙂

PS. Ah sim, outro item importante na minha lista pra 2014 é: Ficar ligada pra não perder mais um mundo de fotos por causa de um HD externo queimado – agora tenho o backup do backup, mas ainda preciso colocar tudo na nuvem, just to be safe.

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Desejo a todos os meus leitores (eventuais ou assíduos), amigos (reais ou virtuais) e família, um 2014 de muita saúde, amor e paz. Tendo isso, a felicidade vem e do sucesso a gente corre atrás 😉

Beijos de Ano Novo

Vivi curioso – mentirinhas de natal

Nosso big boy andava numa aflição danada pela noite de Natal. A ansiedade era tamanha que ele começou a me rondar, tentando descobrir o que havíamos comprado pra ele. Começou com perguntas e por fim, no apagar das luzes, resolveu meter o bedelho no meu home office – o único lugar da casa que eu sempre peço encarecidamente que eles não entrem: fuxicou atrás de uma tela enorme e lá finalmente encontrou um monte de sacolas de presentes que, detalhe, eu ainda não havia embrulhado. Foi numa questão de segundos que ele bateu o olho e confeiriu vários personagens do Star Wars dando sopa. Até aí, nada demais, o problema é que este foi o pedido pro Papai Noel! O que esses brinquedos estariam fazendo ali, desembrulhados, antes da noite de Natal?

Eu fiquei muito brava e ao mesmo tempo sem saber o que dizer. Ele saiu de fininho, fingindo não ter visto nada (sonso que só vendo, rsrsr). Fui atrás e de tanto eu insistir, ele resolveu confessar que sim, ele havia visto um monte de bonecos do Star Wars e uma porção de outros brinquedos. Tanto trabalho, tanta dedicação, pra que? 😦 Num momento desesperado, ele jurou que ia tentar esquecer de tudo o que viu (como se fosse possívei, rsrs)

Como achei que ele não havia visto todos os bonecos, expliquei pra ele que aqueles eram os presentes que nós havíamos comprado e que o Papai Noel traria outros. Aproveitei o embalo e fiz aquele sermãozinho básico, explicando que ele deveria sempre ser um bom menino e que desobedecer a mamãe não era uma coisa legal… mas não sei não, tenho receio que este tenha sido o último Natal encantado do Vivi 😦

No fim do dia, coloquei todos os presentes sob a árvore  – e ele logo perguntou: “quais são os do Papai Noel?”

Expliquei então, que os do Bom Velhinho só estariam ali na manhã de Natal…

Na manhã do dia 25, ele levantou cedinho, cedinho e ficou enchendo o pacote, queria porque queria descer pra ver se afinal o Papai Noel havia passado mesmo. Primeiro, desceu as escadas e foi checar se as “meias de natal” estavam cheias, voltou saltitante, gritando: “ele veio! Santa veio!!” Depois, quando bateu o olho na árvore e viu embrulhos diferentes, entrou em êxtase 🙂

Bom, não sei se ele ficou completamente convencido que aqueles presentes diferentes foram deixados pelo Noel, mas sinceramente, espero que sim. Eu sei que tem muitas mamães que não curtem “enganar” os filhotes sobre o Papai Noel, mas sabe de uma coisa? Tenho lembranças muito queridas dos meus Natais, na época em que eu acreditava no Bom Velhinho – pra falar a verdade, nem lembro ao certo quando parei de acreditar, mas lembro bem que durante muitos Natais, pedi pra dormir na sala, pra ver se conseguia pegar o Noel com a boca na botija, rsrs. Claro, nunca consegui… criança tem sono pesado, né? rsrs Mas ficava encantada com os presentes sob a árvore na manhã de Natal :), então, enquanto meus molequinhos puderem ser enganados, vou enganar mesmo 🙂

 

o Natal

Este ano o Natal aqui em casa não teve pompa nem multidão. Fiz uma ceia em família, pra pouquíssimos: nós 4, família Kamimura (foi o primeiro Natal do Ben :)) e tia Carolzinha.

A vida anda me impondo fazer escolhas sobre como utilizar minha energia, e eventos sociais podem consumir demais de mim, então após muito refletir, resolvi terminar o ano pegando leve e parti pra uma celebração mais íntima.

Arrumei uma mesa improvisada com renda e chita, amarrei os guardanapos com tirinhas também de chita, e coloquei sobre a mesa a Adelaide e o Chiquinho, o Gumercindo, a Zulmira e o Genarinho para arrematar o tom brasileiro de mais este Natal longe da Terrinha-Mãe.

quem não tem toalha de mesa bem grande pro mesão, usa retalhos de chita e renda, e ainda faz um look bem brasileiro 🙂

os amigos retirantes marcaram presença sobre o florido da chita

que tal a tirinha de chita pra amarrar os guardanapos?

velas, pinheirinhos cônicos e cerejas deram o tom Natalino à minha mesa tropical

Quem reaproveita, tem – ou quem tem, reaproveita 🙂

um close no guardanapo – algo me diz que eu tô postando isso no blog errado, rsrs.. isso é material pro HomeSweetener 🙂

Adelaide e Chiquinho sempre presentes

uma geralzona da mesa

a árvore com os presentes (não os do Papai Noel)

olhando pra essa foto, eu percebo que preciso urgentemente comprar um aparador mais vintage (usado mesmo) e bem colorido.

O mais bacana é que muito embora fôssemos poucos, a diversão foi garantida e as gargalhadas se fizeram presentes do princípio ao fim – e olha que nem rolou álcool, hein!

Meu desejo pro próximo Natal é que eu possa ter novamente uma mesa bem grande e bem cheia de pessoas queridas – mas desta vez, se não for pedir demais, quero muito, muito mesmo que ao redor da mesa esteja também nossa família, que não pôde estar aqui este ano, conforme o planejado 😦

petisquinhos de Natal

com a noite caindo

e tome de fotos – acho que fiquei traumatizada por ter perdido meses de fotos, rsrs. Se eu deixar aqui no blog, elas ficam de alguma fora eternizadas 🙂

A comilança! Éramos apenas 5 adultos, 2 crianças e um recém-nascido, mas a ceia dava pra uma dúzia, pelo menos!

 

Desejo também que até lá eu já tenha conseguido me adaptar à nova condição e tenha aprendido a gastar minha energia com as coisas certas – só que pra isso, preciso parar de arrumar atividades extra :O|, preciso urgentemente matar esse bicho-de-corpo-inteiro, esse siritutico de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Preciso parar de me frustrar por não conseguir mais dar conta de tudo e mais um pouco. Preciso aprender com urgência a não me incomodar tanto com a bagunça, nem com a poeira, ou o farelo de biscoito no chão. Preciso focar nos prazeres da vida e em viver cada dia da melhor e mais agradável forma possível, sem estresse. Enquanto muitos por aí, dentre as decisões de Ano Novo, resolvem que precisam se organizar, eu preciso mesmo é exterminar a alcunha de D. Organizadinha. Isso tudo vai  ser muito difícil… mas eu hei de conseguir, quem viver verá! 🙂

Espero que o Natal de vocês tenha sido de muito amor e paz e que o Ano Novo seja só felicidade!

3 anos de vida e calo no dedo

Hoje o Pitoco chegou mostrando o polegar machucado: era uma bolha!

Sabem por que? De tanto jogar DS.

Não, não estou orgulhosa disso – de maneira nenhuma! Mas o que fazer se o bichinho a-do-ra jogar? Claro que a gente regula, não é todo os dia que pode, mas a verdade é que ele fica ansioso, seco pra jogar, seja xbox, seja DS – se não tiver, pode ser no iPad ou no iPhone da mamãe mesmo.  Pelo menos, ele é disciplinado o bastante pra respeitar as regras e sabe direitinho que dias pode e que dias não pode jogar.

O bacana é que ele tem uma super coordenação e uma noção mil vezes melhor que a minha no jogo. Sabe exatamente o que fazer e quando fazer, impressionante.

Antes que alguma mãe-chocada-de-plantão apareça pra dar sermão ou mesmo me criticar em silêncio, rsrsr, não se preocupe, porque o filhote também adora correr no parquinho, chutar bola, brincar com seus brinquedinhos, desenhar e “ler”. Adora também aprender a soletrar palavras e é super curioso com qualquer tipo de aprendizado. Super interessado.

Mas confesso que a bolha no dedo me deixou bo-la-da.

Enfim, de Natal ele vai ganhar do Papai Noel um daqueles Leap Frog, que é como se fosse um iPad educativo – se é pra ser eletrônico, vamos pelo menos estimular atividades didáticas né? 🙂

Nick e o desfralde

Lembram da estória do desfralde de uma mês e meio atrás? Pois é… BIG FAIL!

Tá, não foi totalmente perdido, já que o número 2 tem sido respeitado e devidamente depositado no vaso. O “ploft” faz sucesso aqui em casa. Quando ele sente que tá chegando a horinha dele, pede logo: “mamãe, posso fazer ploft no vaso??” E lá vamos nós para uma longa sessão, porque ele só sai de lá quando resolve completamente a situação – nada de doses homeopáticas, rsrsr.

Devo dizer que o sucesso no ploft no vaso se deve em grande parte a minha total falta de psicologia  minha estratégia do banho completo: fez cocô na fralda? Ficou muito fedorento, então precisa de um banho completo, lavando inclusive a cabeça (ele tem pânico!). Na marra e após muitos banhos completos no mesmo dia (tinha dia que eram 3), ele aprendeu e agora ele pensa 3 mil vezes antes de cocozar a fralda/cueca. Psicologia zero; eficiência 9.0. 🙂

Já o número 1, ai ai ai… o dificuldade! às vezes ele até pede, mas o bichinho bebe muita água e como não está acostumado a prender o xixi, ficava molhado 3 vezes em menos de uma hora. Resumo da ópera voltei com a fralda e resolvi esperar a chegada oficial do verão. O problema éque esperar pelo verão em Melbourne pode ser uma tarefa um tanto frustrante.

Hoje começamos novamente o treinamento. Cuequinhas novas. Fraldas só pra dormir. Boa sorte pra gente 😉

último dia de prep – uma breve (?) retrospectiva

Ontem foi o último dia de Prep do Vivi. Ano que vem, as turmas se misturam e no Grade 1 apenas 5 crianças da turma permanecem juntas – no caso do Vivi, ele será acompanhado por 3 meninos e uma pobre menina. A triste notícia é que nenhum de seus 3 best friends o acompanhará no próximo ano.

O Vivi é super social, faz amigos rápido, é expansivo, adora fazer palhaçada/piada, liderar brincadeiras… uma verdadeira figurinha, que, até onde eu sei, todos gostam :), então sei que nem preciso me procupar com a mistura de turmas, porque ele certamente vai tirar de letra. Entretanto, uma coisa me preocupa, ou melhor, me choca: a falta de apego que ele apresenta.

Quando fiquei sabendo da separação da turma e que ele não ficaria junto de nenhum de seus close friends no próximo ano, fiquei tão triste que não consegui esconder o desapontamento: “Caramba, Vivi! Nenhum dos seus amigos vai pro grade 1 contigo!”(cara mega triste).

Pra minha surpresa, sua reação instantânea foi dizer: “and?” (agora me imaginem com cara de tacho) “eu sempre posso encontrar com eles no intervalo…” (ui, essa doeu! Seria isso excesso de maturidade ou uma completa falta de apego?).

Quando ele finalmente notou a minha perplexidade (Erica, a apegada!), fingiu uma cara de triste, abaixou a cabeça e disse: “eles não vão ser mais meus amigos…” – mas sabem aquela reação atrasada, super falsa e que dura muito pouco? Então, foi exatamente isso que aconteceu.

Por um lado, fico feliz que além dele ser um rapazote extrovertido e cativante, tem uma atitude bem positiva às mudanças – está sempre aberto a elas, SEMPRE. Por outro lado, me preocupa o total desapego, que infelizmente já foi notado em outras situações bem mais tristes. É uma conformação muito instantânea, uma aceitação rápida demais, quase uma incapacidade de sentir perdas. Não me interpretem mal, não quero, de maneira alguma, que ele seja como eu, que sofra além da conta, mas ao mesmo tempo, acho importante que ele sinta os acontecimentos, que não os deixe passar assim tão despercebidos. Muitas vezes parece uma total incapacidade de ser tocado. O Vivi só fica triste quando alguma coisa não sai do jeito que ele quer, quando ele pessoalmente é afetado (ex. se não ganha algo que quer; se alguém mock him; se é contrariado… ele fica magoadíssimo, chora como se fosse a pessoa mais sensível da face da Terra. Mas só quando é algo que mexe com o mundinho egocêntrico dele. Isso me deixa arrasada).

De tanto alertá-lo, ele começou a se policiar. Não sempre, claro, mas às vezes o vemos “fazendo de conta” que se importa – o que já é um avanço! Sinal que ele está aprendendo a viver em sociedade, aprendendo que por mais que ele não se importe, precisa demonstrar certa preocupação, dar atenção aos sentimentos daqueles que o rodeiam.

Este, sem dúvida nenhuma, foi um ano de crescimento na vida do Vivi. He came a long way e está um ser humaninho melhor 🙂

Começou o ano deixando não só a mim, mas também a sua professsora e até a pediatra de cabelos arrepiados. Eu tinha certeza que ele não iria engrenar na alfabetização, que teria que repetir o Prep, mas não! Terminou o ano no nível 14 na literacy – bem acima da média da turma, bem acima do esperado. Fiquei toda boba, claro 🙂 Especialmente porque acompanho de perto (e sofrendo) o desenvolvimento dele, sei que no início o interesse pela leitura era zero (-1 talvez) e hoje ele lê até o que não é pra ler e super rápido, bem danadinho 🙂 Sem falar que ele finalmente está se interessando genuinamente pela leitura. Tá, não é como se ele pedisse de Natal um livro, mas o progresso é observado a olho nu!

Fora isso, ele está muito mais centrado, menos fanfarrão, mais paciente, menos agitado (diminuir consideravelmente o doce funciona!), um bom menino enfim. Em compensação, o Nick, que costumava ser todo bonzinho, gente… sai de baixo! Tá que tá! Chuta, bate, grita, parece um animalzinho selvagem – faz coisas que o Vivi, em toda sua agitação, jamais fez. Mas isso é história pra um próximo post 🙂

Deixo aqui os parabéns pro meu big boy, por um ano de vitórias curriculares e extra-curriculares. Quem sabe, daqui um tempo, ele vai conseguir ler as “páginas”deste blog em português e rir de suas peripécias e das minhas loucas preocupações? 🙂