quero iemédio

Doentinho, ele acorda pela manhã e antes mesmo de dar bom dia ou de abrir os olhos direito ele segura meu rosto e diz: mamãe, quero iemédio (remédio).

Metade do meu coração derrete com a fofura do pedido e metade fica em pedacinhos: o bichinho está sofrendo 😦

Eu contei que ele andou doentinho, né? Durante esses dias, ele quase não comeu, e em vez de acordar pedindo breakfast, como de costume, pedia pelo remédio. O pedido era incentivado pelo gostinho de morango, eu sei, mas tenho certeza que no fundo, ele sabia que após o gostinho vinha alívio da febre, do frio e do mal estar.

O problema é que meu pitoquinho cria hábitos muito rapidamente, e certametne, o hábito do remédio não é algo que deva ser estimulado em ninguém.

Eu, que nunca tomei nem vitamina C (no dia-a-dia), agora tenho uma bandeja responsa repleta de remedinhos. São florais, homeopáticos, vitaminas, naturais… (e outros barra pesada). Me ver recorrer à bandeja todos os dias, 4 vezes ao dia, fez meu pitoco ficar intrigado e querer experimentar – olha o perigo! “Posso, mamãe?”, ele pergunta com os olhões pedintes.

– Não meu filho, isso é remédio pro dodói da mamãe…

– oh

– a mamãe toma o remédio do Nick?

– não..

– então, remédio do Nick é pro Nick, remédio da mamãe, é pra mamãe…

– oh…

Acho que ele entendeu  – pelo menos não voltou a pedir 🙂

meu filho bilíngüe

Nosso pequeno grande Vivi anda tendo dificuldade pra falar em português. Às vezes começa bem e no meio da frase tropeça e entra desenfreado no inglês. Noutras, trava completamente, porque não sabe como fala aquela palavra em português. “Nessoura” (cenoura) é um exemplo clássico, rs – tadinho, ele bem que tenta 🙂

Há também aquelas vezes em que, brincando com os amigos no parquinho, tem um branco e inventa palavras, passando do português pro inglês bem nos moldes “embromation”, deixando os amigos com a interrogação na testa: what the heck is “frei” (ler com pronúncia de gringo, please)??? Dia desses, ele andava de bike e mandou um “… and I couldn’t frei!”, ao que o amigo pergunta: you mean “you couldn’t break”? rs

A gente insite tanto pra que ele fale em português em casa, que se estamos presentes, ele acaba se enrolando e fazendo uma salada danada.

A verdade é que o default pra ele é o inglês, é o que flui com naturalidade, e mesmo em casa, ele acaba falando mais inglês do que português, se você considerar que as brincadeiras são todas in English.

Noutro dia, sentei pra brincar com ele e ouvi o que, até agora, foi o melhor exemplar de palavra trocada: “baquête”

O pior é que ele fala com uma naturalidade quase convincente: “aí, a bolinha cai ali, puxa a corda e o baquête sobe”.

– O que é baquête, meu filho?

– Bucket, mamãe…

– balde, filho! rsrs

E quem consegue segurar o riso? Eu não 🙂

Ontem à noite, ele vira pra mim e diz assim:

-mamãe, às vezes eu falo uma palavra em português com quem não entende…

– é filho? o que você fala?

– hoje na swimming class, eu falei “tá” pra instructor…

Eu ri e respondi:  join the club, meu filho… a mamãe sempre enfia um “tá” na conversa, rs

Se bem que australiano sempre fala “ta” (thank you), então, dependendo do contexto, nem devem notar a confusão 🙂

 

saúde nossa de cada dia – cadê você?

Ontem à noite, finalmente, meu menorzinho conseguiu comer um pouquinho (bem pouquinho mesmo), mas já fazia tempo (assim uns 10 dias), que o pequeno não comia mais do que dois biscoitos Maria ou uma torrada por dia. Sobreviveu à base de água, o pobrezinho. Mas agora, parece que enfim, o antibiótico está fazendo efeito. Esta manhã ele comeu com boca grande uma tigela de mingau de aveia – nada mal 🙂

Passei esses dez dias com o coração na mão, com dó desse pinguinho de gente que estava ficando só pele e osso. Ficou ainda mais cabeçudo, tadinho :(. Não dormia direito, quase tossia os pulmões pra fora e por fim, quando já estava medicado, começou a ter diarréia e vomitar (nem sei o que, se ele não comia). Há duas noites, quando finalmente a tosse parecia ter melhorado um pouco, o colocamos de volta na caminha dele. O pobrezinho foi dormir exausto e acordou com uma crise de tosse – eu pensei: ah, não, tudo de novo! -, o marido foi checar e o bichinho estava coberto em vômito. Colchão, travesseiro, tudo vomitado. E o rostinho dele todo lambrecado, porque o pobrezinho estava tão fraco, que nem forças pra levantar de cima do vômito teve. Papai cuidou de limpar as coisas, enquanto eu limpava o pequeno. Voltamos com ele pra nossa cama e, claro, dormi com um olho só, como de costume.

Enfim, foram longos dias e longas noites, mas agora, finalmente parece que ele pegou o caminho da melhora 🙂

E agora, bem… agora é minha vez. Parece que meu corpo estava só esperando a poeira baixar pra shut down. Sim, porque antes do Nick ficar doente, foi o Mauricio e antes do Mauricio, o Vivi teve umas três noites de crise (não chega a ser asma, mas precisa usar a bombinha). Ontem fui dormir enjoada, tive uma madrugada dos infernos e estou aqui, sem comer o dia inteiros (okay, comi dois biscoitos Maria e tomei uma caneca de infusão de hortelã). Tô tão fraca que mal consegui escovar os dentes (foi a escovação mais abreviada da minha existência).

Minha boca está mais seca, minha pele também. Meu cabelo, bom, melhor nem entrarmos nesse mérito 😦 Impressionante como quando minha imunidade está baixa meu corpo instantaneamente vai pro buraco, como se fosse empurrado de um penhasco. E a dor de cabeça?

O enjôo também segue, não consigo nem pensar em comer e, pior, nem sentir cheiro de comida! Os meninos vão ter que sair pra jantar fora hoje.

E eu tenho tanta coisa pra fazer, que fico ainda mais agitada e nervosa por estar perdendo tempo doente. Mas estou de mãos atadas, o jeito agora é esperar passar e torcer pra que passe bem rápido. (sério, até escrever este post me cansou… e eu que pensei que “já que estou doente”, conseguiria pelo menos atualizar este diário de bordo. Tsk tsk tsk…

 

Em tempo: Sei não, nossa family doctor nao é normal… Ela é colombiana e apesar de boazinha, sempre vem com uns papos muito naturebas de corpo e alma… Tipo, quando precisa, ela passa antibiótico… mas… gente, onde já se viu, uma médica com habilidades digitadoras fenomenais?? Eu nunca vi! Normalmente, os médicos são os maiores catadores de milho do universo, e ela, bom, ela não só digita com a agilidade das secretárias dos anos 70, como consegue te olhar nos olhos, conversar e digitar na velocidade da luz ao mesmo tempo. Ou ela finge que está digitando, ou o diploma de medicina é falso 🙂

meu school boy – leitura nota 10!

Quando eu lembro que no início do ano, achei que o Vivi fosse um caso perdido, que teria que repetir o Prep, que seria o mais atrasado da turma… tenho que rir. Mas um riso bobo, daquele orgulhoso de mãe enganada que foi surpreendida, sabe?

Pois é, meu pequeno lê que é uma beleza. É preguiçoso, não há dúvida, mas lê tudo!Lê placa na rua, letreiro de loja, cartaz no poste, recado na mesa… se der mole, até bula de remédio ele lê.

E é tão bonitinho lendo os livrinhos da escola… meu coração derrete igual manteiga fora da geladeira em verão carioca, ai ai…

Mas nem tudo são flores e a letrinha do indivíduo continua garranchenta. E vez por outra ele ainda dá umas mancadas, trocando o D pelo B. Mas no geral, ele tá sensacional! Volta e meia chega perto de mim e super empolgado soletra uma palavra – ai que orgulho 🙂

Nunca imaginei que pudesse ser tão gostoso acompanhar a evolução da alfabetização do filho. Mas garanto que é daquelas alegrias sem preço. Recomendo 🙂

o menino do banquinho


Recentemente, Pitoquinho descobriu as vantagens do banquinho. Agora, sempre que ele quer alguma coisa, passa a mão no banquinho amarelo e carrega pra onde quer que queira alcançar.

Começou na despensa: abria a porta e posicionava o banquinho pra alcançar a prateleira de biscoitos.

Depois descobriu que poderia usar o banquinho pra me perseguir: Sempre que estou em pé na bancada da cozinha, preparando alguma refeição, lá vem ele com o banquinho. Coloca do meu lado, sobe e fica mexendo no meu cabelo – ô vício! rs. Isso quando ele não sai correndo atrás de mim com o banquinho na mão, às gargalhadas, pedindo: cabelo, mamãe, quero cabelo! (ai, como eu vou sentir saudade disso tudo…)

Mas o mais grave estava por vir… a novidade é que o Pitoquinho curioso sempre quer ver o que estou cozinhando – alerta vermelho! Ele pega o banquinho, coloca perto do fogão e pergunta: deixa eu ver? (Pânicooooooo!)

Já expliquei, conversei, falei do perigo, que faz dodói e tal, mas ele insiste. Resultado? Sempre que tô com a panela no fogo, fico com ele na sala, pra não correr o risco. Resultado 2: a comida leva o dobro do tempo pra ficar pronta, já que não posso fazer mais nada enquanto a panela tá no fogo.

Oh vida…

no penúltimo bimestre…

Aqui em casa, as festividades começam como apagar de setembro, quando, aos 22, o Pitoquinho faz aniversário. Depois disso, outubro entra e é a vez do Papai Mauricio, bem no comecinho, no dia 4, e uma semana depois, o Magrelinho, dia 11. No mês seguinte, é minha vez (30), depois vem Natal, Reveillon e finalmente o circuito intenso de comemorações se encerra e ano novo começa 🙂

Mas vamos às celebrações do penúltimo bimestre de 2013:

– Tivemos bolinho pro Nick no dia 22 de Setembro…

– bolinho pro marido, dia 4 de outubro…

– e bolinho pro Vivi dia 11 de outubro.

Mas claro, bolinho aqui em casa não substitui festa, né? Não pras crianças, rs (desta vez, o maridinho ficou prejudicado e de comemoração de aniversário teve só um jantar fora com os amigos e um bolinho em casa pra apagar as velinhas).

Este ano, dando sequência à já tradicional festa de aniversário dupla, os meninos comemoraram seus aniversários com uma festa de halloween do balacobaco 🙂 Teve música, jogos e muita animação! Teve também bolo de cenoura recheado de brigadeiro feito com amor pela tia Ana e decoração super exclusiva desenhada e executada pela mamãe. Não tá ruim não, né? 🙂

O problema é que terminada a festa, o Nick continua esperando os bolos semanais de “happy birthday”, rsrs Ele não entende porque parou de repente, tava tão legal… Era um tal de, toda semana, ter bolo confeitado, chapeuzinho, vela e parabéns pra você… Ele que é o rei das manias, incorporou rapidinho o evento ao calendário semanal, rsrs

Detalhe, iss tudo porque minha energia está fraquinha e eu vivo cansada… só que tem alguma coisa dentro de mim que grita mais alto, muito mais alto que a razão (ou que a disposição). Chama-se inquietação. Então, por mais que eu prometa que vou maneirar, acabo mordendo a língua e gastando até a última gota de energia do meu corpo. Resta saber até quando vou aguentar…

equipe organizadora: tia Ana Carol, tia Anita, mamãe Erica e tia Fla (com o Ben na pança, rs)

Ah, sabia que você pode fazer o download da papelaria da festa AQUI? Sou tão gente boa, né? 😛

 

mais de outubro

Esqueci de comentar, mas outubro mal começou e já rendeu mais alegrias (alegria de pobre, né? pobre fica feliz com pouco, rs).

Ontem à noite, ao deitar, senti o que há muito tempo não sentia: a boca úmida! Quase não acreditei, mas havia sim um que de saliva na minha boca. Nem comentei nada com o marido – pra não criar expectativa – e fui dormir. Acho que já comentei, né? que estranhamente tenho dormido bem, apesar de todo o estresse, tensão, angústia, tristeza…

Enfim, acordei na manhã seguinte (pela primeira vez em muitos meses, não tive que acordar de madrugada pra beber água) com a boca seca, claro, bebi minha água e levantei pra tocar a vida. Nem cheguei a ficar triste, porque na verdade não acreditei que a sensação gostosa de ter a boca hidratada naturalmente fosse permanecer.

O fato é que no meio do dia, estava eu fazendo a sobrancelha, quando eu sinto a saliva acumular sob a língua – oi? como assim?? – Sim, ela estava lá! Saliva, sua linda! 🙂 Desci correndo as escadas emocionada e contei pro marido :).

Passei boa parte do dia com um conforto maior na boca, mas como tivemos uma festinha à tarde, bati muito papo (fartamente regado à água, claro, senão a voz embarga) e minha boca voltou ao estado árido – alegria de pobre, né, gente? Dura pouquinho, pouquinho.

Mas sabem que, cada vez que eu experimento uma melhora, por menorzinha que seja, eu tenho aquela esperancinha, lá no fundo, de tudo ter sido um grande engano. Mas aí eu lembro do meu ANA nas alturas e volto a colocar os pés no chão – apesar de que, o que eu mais desejo é poder ficar com a cabeca nas nuvens, aliás, acima das nuvens, de cara pro sol e vez por outra descer e colocar os pés, não no chão, mas na água no mar. Mergulhar e voltar pro sol.

Eu sigo sem ter iniciado o tratamento – por enquanto só nas vitaminas, florais e naturais e em breve nos homeopáticos. Mas sei que não poderei adiar por muito mais tempo. Apesar de que, tenho sim a esperança de que tudo isso seja produto do meu estresse, e que assim que eu conseguir começar meu plano de meditação, tudo vai passar. Fé em Deus e pé na tábua.