O dia das mães – um tanto atrasado, eu sei…

Queria, ainda que bem atrasada, deixar registrada a alegria de ter três meninos lindos na minha vida: meu maridão e meus menininhos 🙂

Meu Dia das Mães ( lá no segundo domingo de maio) começou assim: com café na cama e muita bagunça (isso pra não falar da cara de sono de quem foi acordada “antes da hora” rs)

Nunca fui daquelas que sonham em ser mãe. Tem mulher, que ainda menina, sonha em um dia casar, ter filhos e viver pra eles. Eu nunca, nunquinha desejei isso.

Sabia, entretanto que os teria – mas pra mim, era mais um “faz parte da vida” do que um desejo arrebatador ou uma necessidade.

Também unca imaginei dar uma pausa tão longa na minha vida profissional por conta das minhas crianças, pelo contrário, se fosse imaginar algo, me imaginaria mandando os pequenos à creche e voltando à ativa, tão logo completassem seis meses de vida. E na verdade, assim o fiz com meu primeiro, tamanha foi a falta que senti do meu trabalho – ato que me causa arrependimento até hoje, e quem acompanha nossas histórias desde outros carnavais sabe que fui obrigada a rever minha decisão naquela época, e sou grata à vida por isso.

O fato é que desde que meu primogênito (genioso que só) foi convidado a se retirar da creche aos tenros 9 meses de idade, minha vida mudou, meus conceitos viraram de ponta cabeça, assim como meu dia-a-dia. Minhas metas foram revistas e minha prioridade passou a ser a maternidade, o que foi um passo bem arriscado, especialmente pra quem ama a profissão. Quando eu voltaria à ativa?

O tempo passou e seguimos nossa vida cigana, deixando os Estados Unidos e vindo parar na longínqua Austrália, onde logo engravidei e passei a ser mãe de dois. Desta vez, decidi não cair no mesmo erro e optei por esperar meu segundinho completar um ano de vida. Então começou a vontade de ter o terceiro (ai, gente, tá sobrando um espaço no meu colo, tem uma brechinha no meu coração…).

Não tive o terceirinho, mas também não voltei a trabalhar… não formalmente. Arrumei ocupações e atribuições (como se a vida de mãe-zumbi e dona de casa não fosse suficiente) para preencher o “me time” e segui na vida de mãe. Mais um ano se passou e eu segui procrastinando minha volta ao mercado, simplesmente por querer sorver cada instante da infância dos meus pequenos. Quem diria…

Hoje, meu segundinho está com quase 3 anos e ainda não me vejo saindo pra trabalhar às 8 da manhã e voltando pra casa só à noite. Não me vejo tendo que viajar a trabalho, tampouco fazendo hora extra. Não quero de jeito nenhum ser mãe de fim de semana 😦  Minha prioridade, faz tempo, não está centrada em mim, mas nos meus filhos e, por mais que eles sejam impossíveis, barulhentos, bagunceiros… é com eles, com a minha família, que eu tenho os momentos de maior felicidade, de maior contentamento, de maior satisfação.

Mas eu sei, eles vão crescer. E aí, como eu fico?

E é por isso que venho tentando trilhar um caminho alternativo, que eventualmente em breve vai me conduzir à procura de emprego formal, como parte do processo, parte do plano maior. Mas eu vou sofrer! Vou me jogar no chão, espernear e lamentar cada momento que eu perder. Vou me crucificar pelos dias inteiros que meus molequinhos passarão na escola/creche – mas eu sei, eu sofrerei muito mais do que eles.

Ser mãe, pra mim, é mais do que uma condição, é um estilo de vida no qual eu mergulhei de cabeça, sem saber direito o que havia no fundo – sigo descobrindo. Ser mãe pra mim é um presente do qual eu cuido com carinho e dedicação,  porque o tempo passa, mas o amor de mãe fica. E eu amo com força, com muita força.

E quando me perguntam qual é o meu background, minha boca diz: “arquiteta”, mas meu coração bate acelerado dizendo “sou mãe, caramba!”.

Em tempo: nesse Dia das Mães, ganhei dois presentes comprados: uma máquina de costura (porque eu sou uma mulher à moda antiga) e uma prancha digitalizadora, pra eu fazer arte (porque eu sou moderna, pô! rsr). Mas o maior presente de todos eu recebo todos os dias: o apoio, a generosidade e o amor do meu marido, que me permite viver a maternidade na íntegra, sem  cobranças, sem pressão. Me sinto extremamente privilegiada e eternamente grata. Obrigada, meu amor.

 

 

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