Meu menino é um gênio!

O Vivi é um gênio e eu sou uma mamãe muito coruja – aí já viu, né? rs

Ontem meu nem tão pequeno chegou em casa com a novidade: pulou mais um nível no reading! Pra quem no mês passado havia pulado do 2 pro 4, desta vez, passou batido pro nível 6. Ai como eu tô orgulhosa 🙂

Realmente, modéstia à parte, meu pequeno está lendo que é uma belezinha – mal posso acreditar no que meus ouvidos me contam. Ele lê tão bonitinho! Ainda por cima, usa a entonação certa de surpresa, pergunta, espanto… uma gracinha. Em pensar que nos primeiros meses do ano, a coisa era tão dramática que eu já havia me conformado com ele terminando o ano sem aprender a ler 🙂

Eu tô super feliz e ele também: feliz e motivado a fazer ainda melhor. Valeu a pena insistir, persistir na linha dura. Sua escrita, por exemplo, estava mais pra garrancho do que pra letra, mas agora, ele se dedica, e quando faz uma minúscula muito grande ou uma maiúscula muito feia, ele mesmo apaga, dizendo assim: “I can do better than that” – vê se meu coração aguenta, gente?!

Pode ser que seja só uma fase boa que vai passar, trazendo de volta o Vivi pirracento, mas que esta semana eu estou mega contente com meu molequinho, ah estou! 🙂

Já o ex bebê Nick… bom, isso é uma história pra outro(s) post(s)… rsrs

Alegrias que só uma mãe sente

Imagine a situação: O filhotinho, que outrora era um comilão, resolve que vai parar de comer. Não quer mais carninha, não quer mais arroz, não quer mais feijão, não quer mais frutinhas, nem legumes… só quer saberde biscoito, bolo, suco de maçã e pão. Qualquer mãe entra em desespero, né não?

Agora visualiza o momento: O filhotinho que tava chatinho pra comer, faz pirraça meia hora antes do almoço porque quer comer bolo. A mãe, decide dar um pedacinho, porque o pobrezinho não comeu bolinho no dia anterior, mas fica com o coração apertado porque sabe que a pequena chance dele almoçar foi pelo ralo. Só que não, porque a mãe, que é persistente e insistente, pergunta (com um certo desânimo) mesmo assim: “filhinho, você quer que a mamãe prepare seu papazinho? Tem arrozinho, feijãozinho, carninha e saladinha de tomate” E a surpresa chega trazendo alegria pro seu coração: “Sim!!! (dando pulinhos contentes) Oba!! Papazinhooooo!!! (como se comida não lhe fosse oferecida por muitos dias, rs)

E assim ele bateu um prato digno de trabalhador (após ter comido seu pedacinho de bolo, claro).

Vai entender as crianças…

genioso é apelido carinhoso


Nosso ex-baby Nick está se mostrando cada vez mais genioso. Experimenta não fazer as vontades dele, tenta dizer que “agora não”… o escândalo é tão grande que mais parece que ele está sendo torturado.Uma gritaria sem fim (o pequeno é de um fôlego invejável!).

Quando estamos em casa é mais fácil e um pouco menos estressante lidar com os ataques do anjinho, mas e quando estamos na rua, no shopping, no mercado? Aí, minha gente, é um Deus nos acuda, porque o bichinho sabe que ele tem a vantagem do local público, ele sabe que meus recursos ficam escassos e que eu não tenho o “naughty spot”, o cantinho de pensar, onde ele fica por 2 minutos (?) até se acalmar.

Este fim de semana, fomos, em família, ao shopping para renovar o guarda-roupa do marido e já na entrada, nosso pequeno mostrou sua face encrenqueira. Bateu o pé porque queria brincar no carrinho (aquele que a gente põe moedinhas, sabem?) e, como eu disse que “agora não”, ele entrou em desespero, começou a gritar um grito que atraía não só olhares, mas principalmente julgamentos – e nessas horas, a minha vontade é de mandar os juízes de plantão pra um lugar bem feio e bem longe, mas não faço porque minha educação é muito maior do que a deles.

Anyway, passamos quase uma meia hora tentando negociar o inegociável – porque tem sempre que ser do jeito dele, na hora que ele quer. Não há negociação. Eu tentava conversar e ele me puxava pra onde queria ir. Eu dava tchau e saía de perto, me escondia atrás de uma planta, ou virava a esquina em uma loja e ficava de olho. Ele gritava ainda mais alto, daquele jeito agudo que só os molequinhos pirracentos sabem fazer.

Juro, nunca, nunquinha fui dessas crianças que dão ataque na rua. Nem eu, nem minha irmã, nem meus marido, nem o irmão, nem a irmã dele. Entretanto, parece que fomos premiados, porque o Vini, dos 12 aos 24 meses era uma praguinha daquelas que torna impossível sair pra almoçar (ou mesmo ir à padaria comprar pão). E o Nick, apesar de ser bonzinho grande parte do tempo, quando decide que vai aporrinhar, sai de baixo, porque ele é mestre na arte de apoquentar o juízo. Mestre não, doutor!

E aí? Será o famoso “terrible twos”? Se for, tá um pouco atrasado, né? O bichinho faz três anos em pouco mais de 2 meses…

O jeito é esperar pra ver se passa e enquanto isso aguentar a fúria do menininho mais fofo do universo. Nick, o paradoxo em forma de gente pequena.

é muita pressa!


Vivizinho, ainda tem mais 3 meses até completar 6 anos, mas aparentemente seus dentes permanentes não sabem disso.

Semana pasada, ao escovar seus dentes, notei um “carocinho de arroz” na arcada inferior, só que não era um carocinho, mas um dentão novinho em folha que apontava por trás do dentinho de leite que nem mole estava.

Não bastasse ele já ter os 4 molares permanentes, agora essa…

Tá, eu sei que, dada a sua idade, o nascimento do permanente não é precoce, entretanto, custava o dentinho de leite ter ficado molinho e caído antes? Vamos respeitar o processo, caramba! rs Enfim, até segunda ordem, estou com um filhote de tubarão em casa. Um não, dois, já que o Nickitito tem um dente de leite a mais na boca – oh, my!

Amanhã, ele vai visitar a dentista pra sabermos se o dentinho de leite vai ser arrancado ou amolecido na marra, rs

O dia das mães – um tanto atrasado, eu sei…

Queria, ainda que bem atrasada, deixar registrada a alegria de ter três meninos lindos na minha vida: meu maridão e meus menininhos 🙂

Meu Dia das Mães ( lá no segundo domingo de maio) começou assim: com café na cama e muita bagunça (isso pra não falar da cara de sono de quem foi acordada “antes da hora” rs)

Nunca fui daquelas que sonham em ser mãe. Tem mulher, que ainda menina, sonha em um dia casar, ter filhos e viver pra eles. Eu nunca, nunquinha desejei isso.

Sabia, entretanto que os teria – mas pra mim, era mais um “faz parte da vida” do que um desejo arrebatador ou uma necessidade.

Também unca imaginei dar uma pausa tão longa na minha vida profissional por conta das minhas crianças, pelo contrário, se fosse imaginar algo, me imaginaria mandando os pequenos à creche e voltando à ativa, tão logo completassem seis meses de vida. E na verdade, assim o fiz com meu primeiro, tamanha foi a falta que senti do meu trabalho – ato que me causa arrependimento até hoje, e quem acompanha nossas histórias desde outros carnavais sabe que fui obrigada a rever minha decisão naquela época, e sou grata à vida por isso.

O fato é que desde que meu primogênito (genioso que só) foi convidado a se retirar da creche aos tenros 9 meses de idade, minha vida mudou, meus conceitos viraram de ponta cabeça, assim como meu dia-a-dia. Minhas metas foram revistas e minha prioridade passou a ser a maternidade, o que foi um passo bem arriscado, especialmente pra quem ama a profissão. Quando eu voltaria à ativa?

O tempo passou e seguimos nossa vida cigana, deixando os Estados Unidos e vindo parar na longínqua Austrália, onde logo engravidei e passei a ser mãe de dois. Desta vez, decidi não cair no mesmo erro e optei por esperar meu segundinho completar um ano de vida. Então começou a vontade de ter o terceiro (ai, gente, tá sobrando um espaço no meu colo, tem uma brechinha no meu coração…).

Não tive o terceirinho, mas também não voltei a trabalhar… não formalmente. Arrumei ocupações e atribuições (como se a vida de mãe-zumbi e dona de casa não fosse suficiente) para preencher o “me time” e segui na vida de mãe. Mais um ano se passou e eu segui procrastinando minha volta ao mercado, simplesmente por querer sorver cada instante da infância dos meus pequenos. Quem diria…

Hoje, meu segundinho está com quase 3 anos e ainda não me vejo saindo pra trabalhar às 8 da manhã e voltando pra casa só à noite. Não me vejo tendo que viajar a trabalho, tampouco fazendo hora extra. Não quero de jeito nenhum ser mãe de fim de semana 😦  Minha prioridade, faz tempo, não está centrada em mim, mas nos meus filhos e, por mais que eles sejam impossíveis, barulhentos, bagunceiros… é com eles, com a minha família, que eu tenho os momentos de maior felicidade, de maior contentamento, de maior satisfação.

Mas eu sei, eles vão crescer. E aí, como eu fico?

E é por isso que venho tentando trilhar um caminho alternativo, que eventualmente em breve vai me conduzir à procura de emprego formal, como parte do processo, parte do plano maior. Mas eu vou sofrer! Vou me jogar no chão, espernear e lamentar cada momento que eu perder. Vou me crucificar pelos dias inteiros que meus molequinhos passarão na escola/creche – mas eu sei, eu sofrerei muito mais do que eles.

Ser mãe, pra mim, é mais do que uma condição, é um estilo de vida no qual eu mergulhei de cabeça, sem saber direito o que havia no fundo – sigo descobrindo. Ser mãe pra mim é um presente do qual eu cuido com carinho e dedicação,  porque o tempo passa, mas o amor de mãe fica. E eu amo com força, com muita força.

E quando me perguntam qual é o meu background, minha boca diz: “arquiteta”, mas meu coração bate acelerado dizendo “sou mãe, caramba!”.

Em tempo: nesse Dia das Mães, ganhei dois presentes comprados: uma máquina de costura (porque eu sou uma mulher à moda antiga) e uma prancha digitalizadora, pra eu fazer arte (porque eu sou moderna, pô! rsr). Mas o maior presente de todos eu recebo todos os dias: o apoio, a generosidade e o amor do meu marido, que me permite viver a maternidade na íntegra, sem  cobranças, sem pressão. Me sinto extremamente privilegiada e eternamente grata. Obrigada, meu amor.