Frio, muito frio

Hoje de manhã, nem tão cedo assim (às quase 9), a temperatura lá fora era de míseros 5 graus. É, isso mesmo, cinco graus! É nessas horas que eu levanto as mãos pro céu por não precisar acordar super cedo e pegar o trem pra ir trabalhar, porque, meuzamigo, às 7 da matina estavam 2 graus miserentos – com a sensação térmica de -2!!

Sério, quando você pensa em Austrália, aposto que imagina praia, sol, calor, buraco na camada de ozônio, mais calor, gente que vai à praia usando roupa e leva barraca (de camping!!), muito calor, surfistas, tanto calor que muitas vezes culmina em queimadas. Pois é, só que aqui em Melbourne o inverno castiga, e como eu sou garota (aham) carioca, apaixonada por calor – ainda que seja aquele que derrete os miolos! – praia, vestidinho, cabelos ao vento (ventinho tipo brisa morna, né, por favor!) e pele bronzeada, mor-ro de frio nesta terra de inverno gélido. Não tô podendo!

Aí, você que passa e me conhece de outros carnavais – aqueles que eu morei em Bloomington, Indiana, onde o inverno chega a -20C –  pergunta: mas, Erica, como assim? Você realmente acha que aí faz frio?

Acho não, gente, tenho certeza! Minha pele, meus lábios, meus cabelos, meu corpo inteiro confirma. Vim pra cá em busca (dentre outras coisas) do sol o ano inteiro (alguém me enganou ou será que eu mesma me enganei?), depois daqueles 5 anos na neve,  queria aposentar de vez o sobretudo, os casacões, as camadas da cebola (sim, porque é assim que você se sente: uma cebola, cheia de roupa). Entretanto, aqui estou eu, 4 anos depois, quase virando cidadã australiana e ainda inconformada com o frio.

Não é por nada não, mas no fim do verão, já entro em contagem regressiva para a primavera, rs. E vamo que vamo, porque agora falta menos!

a primeira vez e a estréia: redundância da boa

Ontem, às vésperas do dia dos namorados, fomos pela primeira vez ao teatro aqui em Melbourne. Sério, gente, após 4 anos aqui, ontem foi a primeira vez que saímos num date à noite na City.

Eu sou completamente apaixonada pela City, acho de um charme inenarrável. Tá, não tem o glamour de Paris, nem a fama de NY, mas é um afago às pupilas, que especialmente à noite se dilatam, não só pelas razões físicas, mas também pra não perder nem um pedacinho do que te (me) rodeia.

Quando chegamos à Melbourne, ainda sem carro, íamos demais ao coração da cidade, mas o tempo foi passando e fui tristemente me rendendo à suburban life, que meu marido acha ótima, rs (bem preguiçoso, rs), mas ontem à noite, recarreguei meu amor pela vida cosmopolitana, pelas luzes da cidade, pela vida, pelo people watch, por caminhar e pegar o trem (mesmo no frio, brrrr) ao invés de entrar no conforto do carro quentinho. Ontem à noite, me senti um pouco Erica novametne 🙂

Fomos assistir a pré-estréia do musical KingKong, que gente, achei fantástico! Tá, eu sou bem suspeita, porque sempre adorei musicais, mas este me sacudiu, adorei tudo, achei de uma perfeição incrível. Quem tiver a oportunidade, recomendo! Não há espaço pra arrependimento, garanto.

Gostei tanto que nem o fato do maridon ter comprado ingressos quase na cozinha (!!!) interferiu no meu julgamento – Como ele mesmo disse (um pouco envergonhado): “daqui a gente vê bem a cara do King Kong”, rsrs

Mas tudo bem, valeu super a pena e o Dr. Palmeira ainda ficou no débito comigo, prometeu que da próxima vez, comprará lugares mais apropriados, rs. Quem sabe, da próxima vez, a gente também não abusa mais da tia Flá e do tio Lu, que ficaram baby sitting os boys, e emenda num barzinho ou sai pra jantar? Tô com saudade de dizer que a noite é uma criança, rsE nessas horas eu penso: é… se eu tiver o terceiro filho, programas como este só daqui outros 4 anos… Talvez seja melhor mesmo eu engolir minha vontade, aceitar que serei mãe de dois apenas, que nunca ficarei grávida novamente e abraçar a ideia de voltar a ter uma vida social sem as crianças – não sempre, porque eu morro de saudade deles, mas vez por outra é até saudável, né? 🙂

Enfim, esperamos uma pré-estréia mundial pra (re)estrear nossa vida de casal social. Espero que isso valha como “pé direito” 🙂

Da Austrália para a Gazeta de Piracicaba

Do Rio para Bloomington, de Bloomington para Melbourne e de Melbourne para a Gazeta de Piracicaba 🙂

Hoje, domingo, acabou de sair uma matéria escrita pelo fofo do André Luís Cia, sobre cinco “Blogueiras Brasileiras… Cidadãs do Mundo”.

Quem quiser conferir, é só acessar o site da Gazeta  de Piracicaba, lá você pode conhecer um pouquinho da minha história 😉 Tem também história da Ann (Inglaterra) – Brasileiras Pelo Mundo – da Carol  (Hungria), da Karla (Israel) e da Martha (EUA)

não tá ruim, não, né, gente? 😛

 

fotcheenha na capa 😛

Quem diria, né? A carioca posando em jornal de São Paulo, rs