Tá achando que nóis é jeca?

Dia desses, numa sexta-feira, recebi uma ligação do Colégio do Vivi me pedindo que fosse buscá-lo porque ele estava com diarréia. Como eu estava sem carro, passei a incumbência pro marido que teve que sair do trabalho bem mais cedo.

O curioso é que ao chegar em casa, o bonitinho tava normalzinho e não teve nada que se assemelhasse a tal da diarréia.

O fim de semana foi ótimo também e só lá pelo meio da tarde de Domingo foi que ele, após procrastinar o quanto pôde, ficou tão apertado pra ir ao banheiro que teve um pequeno acidente já chegando ao banheiro. Mas não chegou a ser um big deal. Depois voltou a brincar e em nenhum momento reclamou de nada.

Pois bem, chegou segunda-feira, dia de escola! Acordou de cara amarrada e, quando já estava de uniforme, se jogou na cama e se contorcendo, reclamou: to com dor de barriga… Acho que estou com diarreia… (Com aquela voz espremida)

Aham, tá bom, pode deixar que eu acredito…

Sem nem dar atenção, apressei o bonitinho pra Escola.

Já era meio-dia quando meu celular tocou. Adivinha? Era da Escola! A professora preocupada pedia que eu fosse buscá-lo porque o pobrezinho estava muito mal (aham…) e havia sido encontrado no banheiro chorando!

Lá fui eu. Catei o Nick, que fez uma gritaria enorme (nova moda) e fui buscar meu aprendiz de Pinóquio.

Chegando lá, vejo um Vivi com cara de coitado, mas que logo se animou com a perspectiva de voltar pra casa. Enquanto o Vivi foi, todo faceiro, buscar sua mochila, conversei brevemente com a professora sobre como achávamos que o espertinho estava tentando nos manipular.

Eu que não me cuide! Vai ser esperto assim lá longe! Rs

Em casa, mandei-o pro banho e depois descansar. No TV, no play time. Claro que não demorou pra que ele reclamasse de fome. Ofereci uma maçã, Mas ele recusou. Também, com comer maçã, sentindo cheirinho de macaroni & cheese especial da mamãe? Fez tanto drama, que acabei dando pra ele.

Pergunta se ele teve dor de barriga novamente? Claro que não!

Mas aposto que amanhã de manhã ela aparece novamente 😉

Mas já avisei no Colégio: Fiquem de olho nas artimanhas do menino! Ele é danadinho!

Tá pensando que nóis é jeca?

Em tempo: sabem porque ele estava chorando no banheiro?? A verdade verdadeira é que ele não curte limpar o próprio bumbum, tem nojinho, posso??? Então ficou lá fazendo um drama em voz alta pra ver se uma alma caridosa vinha socorrer. Deu certo. Sempre dá.

Eles crescem rápido demais

É assim, um belo dia a gente acorda e os filhos não são mais bebezinhos. Aí, a gente pisca e eles estão na escola. A gente vai ao banheiro e quando volta, estão na faculdade. Ai, meu Deus, esse meu coração de mãe não aguenta, segura esse relógio, por favor!!

O Vivi tá tão comprido, tão crescido, tão rapaz – e nem saiu dos 5 anos ainda – isso me assusta! Tavez por isso, me pego prendendo meu menorzinho na qualidade de bebê (é assim que eu o chamo: bebê, bebezuco, bebezinho…), talvez por isso, aos quase 3 anos, ainda não o estimule a tirar a fralda, talvez por isso permita que ele durma deitado em cima de mim, mesmo eu não conseguindo respirar direito de tão pesado que o bichinho está. Talvez seja hora de let it go, de deixar o bebê crescer, perder a fralda. Pô, ele joga Xbox melhor do que eu, arruma a bagunça, super disciplinado, após brincar (tá, nem sempre, rsrsr), adora brincar de super hero com o big brother… ele sem dúvida nenhuma, cresceu – apesar da mamãe aqui continuar achando que ele é um bebê.

E como o tempo passa rápido demais, só me resta me agarrar às fotos – elas representam tão bem as traquinagens dos meus molequinhos!. As fotos é que vão me confortar no dia em que eles sairem de casa pra terem seus próprios bebês. Ai meus Deus, não posso mais piscar, nunca mais! rs

PS. nossa, só agora me toquei que faltam apenas 95 posts pra marca dos 1000! O The Jump completou  4 anos e mesmo eu não sendo assim uma “postadora” assídua, acho que tenho registrado, desde que pisamos em terras aussies, bastantes momentos nossos. E por falar em momentos registrados, lembrei que é hora de selecionar as fotos para a impressão anual! Vamos precisar de outra estante!

Oremos

Deus, por favor, me permita continuar enxergando em meus amigos queridos algo além da intolerância e ignorância que eles demonstram. E principalmente, permita que meu carinho por eles não seja envenenado pela violência verbal com que eles atacam. Amém.

Brasileiros na Austrália

18.6.13

Na última terça-feira tivemos aqui em Melbourne um movimento em apoio aos protestos que andam acontecendo no Brasil.

Só pra deixar registrado este momento, deixo aqui uma amostrinha dos brasileiros insatisfeitos aqui do outro lado do mundo – sim, brasileiros que saíram do Brasil em busca de qualidade de vida. Que deixaram pai, mãe, irmãos, amigos… e migraram para enfim viver. Viver com segurança, sendo respeitados. Vieram também pagar impostos altos, sim,  mas com orgulho, porque aqui se tem sáude pública exemplar, ensino público fantástico. Aqui se sente segurança em casa e nas ruas. Aqui, as estradas são um tapete lisinho e o transporte público funciona e, apesar de caro, atende muito bem a população. Aqui, o dinheiro que se paga em impostos é bem aplicado. Aqui não há a palhaçada que toma conta do Brasil. Aqui as coisas funcionam.

Eu saí do Brasil há quase 10 anos e sinceramente não me imagino voltando. Cada vez que vamos de férias, me aborreço. Me irrito com a falta de educação das pessoas na rua, nos shoppings, na fila do cinema. Fico indignada com os serviços porcarientos (tanto o público quanto o privado). Isso pra não falar da insegurança que sinto, da falta de tranquilidade. Aí, a bola de neve cresce, penso na corrupção generalizada, nesse governo palhaço, nas regalias absurdas que só os políticos do Brasil tem… Lembro que o Brasil é o país das maquiagens, do engana trouxa, das melhorias pra gringo ver. Lembro que a justiça não funciona, que nada funciona… e me revolto – quando vejo, estou esbravejando e desejando voltar pra casa (casa = Austrália, calaro!).

Hoje, não me imagino morando no Brasil (até tento, mas não consigo), entretanto torço, do fundo do meu coração que as coisas melhorem por lá, que o Brasil pare de se nomear país do futuro e seja enfim o país do presente.

foto: Carolina Martins

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

foto: Otávio S. Costa

Em tempo: Acreditem, gastei horas escrevendo, apagando e rescrevendo este post, dando meu parecer sobre os movimentos, sobre este governo sem vergonha enfim… mas depois achei por bem apagar, afinal de contas, o The Jump não é um blog político, mas um blog de família, rs.

 

Sol e frio

Sabe aqueles dias lindos de sol e céu azulzinho, que você olha pela janela e dá vontade de mergulhar lá fora? Sabe quando esses dias lindos vêm acompanhados de um frio glacial?

Pois é, se este dia for uma terça ou uma quinta, a minha solução é mergulhar numa banheira quentinha e cheia de espuma… e ficar com o sol tostanto o rosto, enquanto a água aquece a pele.

Nesses dias, minha alma agradece 🙂

foi ontem…


Lembram que um tempo atrás eu andava toda preocupada, achando que o Vivi nunca ia aprender a ler? Cheguei a me conformar, achar que este ano estava perdido e que o jeito era focar no ano que vem… Pois é, o bichinho não só tá aprendendo bonitinho, como pulou um nível!

Ontem ele chegou em casa todo eufórico, dizendo: “mamãe, mamãe, adivinha?!! passei do nível 2 pro nível 4 no reading! pulei o nível 3!!!

Fui correndo checar. E não é que era verdade mesmo??! Esse é o meu garoto 🙂

E melhor que isso, está lendo tão direitinho que nem precisa de ajuda. Tão bonitinho vê-lo curtindo a leitura…. Chega em casa e vai logo pegando  seu livrinho. Senta e lê sozinho – um fofo!

Tô super feliz com meu school boy 🙂

Até a matemática tá afiada – fico toda orgulhosa.

Agora falta mesmo é ele se empenhar na escrita, porque o garranchinho dele tá difícil, hein! rsrs Mas tudo bem, baby steps… pra quem achou que o ano estava perdido, tenho que lamber os beiços e parar de reclamar.

Go, Vivi!

Como diz o papai Mauricio: he is brilliant after all 🙂

Em tempo: Vivisauro não é um exemplo em sala de aula – sinceramente, não sei como ele aprende as coisas! A professora chama sua atenção todo santo dia! Ele vive conversando, se mexendo e mexendo em tudo a sua volta. Se distrai com qualquer coisa. Não ouve o que a professora fala – nem presta muita atenção quando ela briga. O bom desempenho dele na leitura é um milagre, só pode ser… Ou então, o bichinho é brilhante mesmo. Imagina só se ele prestasse atenção?? 😛

Smurfs, podem chegar!


Faz dois dias que ao sair da garagem, me deparei com objetos não identificados próximo à porta dos fundos daqui de casa. Do alto, mais parecia que um bicho sem vergonha havia pulado o muro pra fazer seus “business” no meu quintal. Entretanto, antes de reclamar (ando reclamona, gente!) abaixei pra olhar de perto. Eram cogumelos! Já são três, mas tenho vontade de ver até onde eles chegam se eu deixar.

No dia, mostrei pro Vivi, que instantaneamente perguntou: mamãe, a gente pode fazer pro jantar?? (não tem comida em casa não, menino? rsrsr)

Ele agora tá com essa onda de achar maneiro colher a comida ao invés de comprar. Volta e meia, chega em casa com um limão no bolso – coisa phyna, sabe? Daquele verdinho que aí no Brasil custa nada e aqui é super caro. Então, diz ele que acha caído no chão do pomar da escola – mas vai saber né? rs Bom, eu faço a minha parte, e explico que não pode ficar colhendo limão de pés alheio, até porque, limoeiro tem espinhos, né? Enfim, o caso é que o bonitinho está numa onda de colher os alimentos – claro, influenciado pelas aulas de “gardening” na escola (lá é assim: uma semana eles tem uma aula na horta, na outra, uma na cozinha).

Tô vendo a hora que ele ele vai me pedir pra fazer uma horta em casa, rsrs

Eu até já tentei fazer uma hortinha de ervinhas, mas as pobrezinhas não duraram muito – acho que eu não sou uma boa cuidadora de plantas (pergunta só pra minha samambaia… se bem que a situação dela tá tão preta que nem “falando” ela está mais).

Enfim, acho que vou fazer o teste e ver se o village dos Smurfs cresce por conta própria, assim o filhote fica feliz e eu não arrumo mais uma atribuição. Se bem que corre o risco dele querer comer os cogumelos – meu Deus! rs