“write to read”

Ontem fui a uma reunião no colégio do Vivi, o tema do dia era “ler para escrever”, uma técnica de ensino que começaram a implementar no meio do ano passado, ou seja, os preps de 2012 foram os primeiros porquinhos da índia e os de 2013 (isso inclui o Vivi) estão dando sequência ao projeto cobaia, rs.

A verdade verdadeira é que, gente, ser alfabetizado em inglês é muito mais complicado do que em português (não gosto nem de imaginar como é o processo de alfabetização em mandarim!) e em vez de ter que lidar com as 23/26 letras do alfabeto, eles tem que aprender os fonemas, os sons que estas letras (ou combinação de letras) têm. São 70 “códigos” e cada código pode ter de 1 a 6 sons diferentes. O código 1, também conhecido como letra “a” tem 3 (mate, path, lamb). Mas outros códigos, como “ought”, tem 6 sons diferentes (OMG!). Tipo, a gente sabe disso, mas pra ensinar os pobres meninos e meninas de 5 anininhos que atenção se escreve “attention” e não “attenshun” é um desafio, já que /sh/ e /ti/ tem o mesmo som. Então, notem que o ba-be-bi-bo-bu da língua portuguesa ficou bem fácil, né? rs

A nova técnica que vem sendo aos poucos implementada nas escolas australianas – acho que aqui no estado de Victoria, até agora somente 8 escolas aderiram ao programa – e, gente, até o presente momento, tenho que tirar meu chapéu, porque, não sei os outros, mas o meu pequeno começou a ler da noite pro dia. Claro que a estrada é longa, mas o caminho, pelo visto, é divertido. Cada letra/som/código tem um papel e uma estória por trás que explica porque se comportam de maneira diferente dependendo da “companhia”. Enfim, resumindo bem resumidamente o fundamento da técnica é explicar os porques, dar os motivos (de uma forma divertida), ao invés de empurrar goela abaixo que “antes de P e B só se usa M”, rsrsr

A reunião foi bem interessante, tudo muito organizado e explicadinho, achei ótimo. Várias dicas sobre como auxiliar em casa no aprendizado e tal… Só um probleminha: meu accent não é nada aussie, então, meu “a”, por exemplo soa diferente do deles, e sinceramente, não pretendo a essa altura da vida me empenhar num sotaque que pra mim não é natural – tipo, aprendi inglês em Indiana, no interior do milho americano, caramba! Meu R em inglês é igual ao de paulista do interioR, rs E isso nunca vai mudar (eu acho, rs). Então melhor eu deixar essa parte com as professoras, afinal, eu já tenho que ouvir do meu filho de 5 aninhos que meu inglês sometimes is funny, rs

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