Recordações

 

Esta semana, aparecemos no Brasileiros Mundo Afora mostrando uns shots das nossas primeiras viagens em família: primeiro quando éramos 3 e depois em 4.

A pergunta é: será que ainda teremos uma terceira “primeira” viagem em família? Sim, porque eu continuo com a ideia fixa de ter o terceirinho – o Thomas, lembram? 🙂

Enfim, o tempo dirá… e se eu não tiver mais um filho nos próximos 3 anos, vou adotar um gato. Pronto, falei! rs

Quem quiser conferir as fotos que são pura nostalgia, é só clicar AQUI 😉

cara de boba

Hoje na saída do colégio, falei pro Vivi: A gente não pode esquecer que você tem médico amanhã…

Vivi: Why? Am I sick?

(é, ele respondeu em inglês, fazer o quê?)

Eu: não, Vivi…

Vivi: Oh, I have a bad cough…

Eu: não é por causa disso não, meu filho… A gente vai conversar com ela, sobre sua falta de atenção…

Vivi: and how would that be helpful?

Eu:…. (cara de boba)

Ele pode até ser desligado, preguiçoso (pro que não lhe interessa), agitado e “surdinho”, mas aparentemente o raciocínio está afiado, rs

 

school open day

Ontem foi dia de escola de portas abertas pra receber os familiares e também novas futuras famílias. Eu e o marido fomos lá apreciar, por duas horinhas apenas (tem gente que vai pra passar o dia inteiro!), mas já deu pra sentir o clima e também pra conferir a figura que temos em casa.

Já na entrada dei de cara com pinturas inspirada em Matisse e o bonitinho não fez feio não – fiquei toda boba 🙂

A library, foi nossa segunda parada, já que hoje era dia de devolver o livro da semana e escolher outro. Claro que meu preguiçosinho de plantão pegou outro livro do Wally (por mais que eu e o marido tenhamos recomendado que pegasse um livro de verdade). Páginas e mais páginas para procurar o dito-cujo.

Anyway, pelo menos o bichinho está começando a ler e está indo até mais rápido do que eu esperava – thank God!

Ficamos um tempinho por lá, lendo livrinhos com ele e depois voltamos pra sala de aula, onde, pudemos ver um pedacinho do seu comportamento. O molequinho é agitado, mas hoje estava até que bem controlado, e não fosse aquela vontade de querer se exibir, teria sido “exemplar”. Toda vez que a professora ameaçava a fazer uma pergunta, a turma toda já estava de braço levantado, mesmo sem saber o que seria. Sério, no meu tempo não era assim não… levantar o dedo antes de saber a pergunta?? Como assim? rs

Ele respondeu com que letra começava a palavra “apple” e foi lá na frente escrever no “smart board” – logo a letra “a”?!!?!? Eu corto um dobrado com ele por causa dessa letra, tenho sempre que ficar lembrando pra que ele comece a escrever na posição “2 o’clock”, mas o menino é muito afoito, gente.

Passado isso, fomos assistir a cooking class. A garotada coloca a mão na massa mesmo! Fiquei apavorada com aquele monte de criança usando facas de verdade e pra meu desespero, o Vivi pegou exatamente a tarefa de cortar… pimentão!!!! Fala sério, até eu odeio cortar pimentão! Um verdadeiro convite a cortar o dedo :O|. Claro que, como eu estava lá, dei uma ajudinha, pra garantir que não haveria pedaço de dedo na quiche, rs

O bonitinho é que eles de fato preparam tudo: selecionam os alimentos, cortam, misturam, colocam pra assar, limpam as bancadas, recolhem, lavam e secam a louça utilizada, pegam os pratinhos, aguardam serem servidos, comem e depois jogam o farelo no lixo, colocam os pratos na lava-louça e limpam novamente as bancadas. Vocês precisam ver a fila que é pra lavar a louça – todo mundo quer! Em casa que é bom, duvido! rs

Fomos embora já passava das 11, mas ainda ficaram lá vários vovôs e vovós, pra almoçar com as crianças.

Deixo aqui uma fotos do “open day” pra mostrar um pouquinho de como é o ensino público por aqui 🙂

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disputa pra lavar a louça – em casa não tem isso, rrsrs

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quiche indo pro forno

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mistura, mistura

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gaiato!

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indo pra aula de culinária

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tem que lavar as mãos primeiro, né?

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cortando pimentão! que medo!!!

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good job 🙂

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Vivi em foco 🙂

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deixando a biblioteca e indo pra sala de aula

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aprendendo sobre aranhas…

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Todo contente, pegando seu livro da semana

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Na library – ele ainda não havia nos visto, rs

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Vai dizer que a melhor representação não foi a do Vivi?? rsrs

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Vivi Matisse

Vivi em sua primeira apresentação na escola

E semana passada fomos à primeira apresentação do Vivi na escola. Ai que emoção!

Tudo muito organizado, ingressos comprados online, a localização dos nossos assentos perfeita.

Pena que o bonitinho, já havia 2 dias que andava adoentado e quando ele fica assim, não consegue disfarçar, simplesmente se transforma num outro Vivi, uma versão calma, da voz serena, dos movimentos contidos. Definitivamente não é o meu Vivi-pipoca. Resultado? Coitadinho, nem se divertiu, nem aprontou, nem deixou a professora de cabelo em pé. Foi, e distraidamente se apresentou, fazendo os passos ensaiados da dancinha e depois, já no encerramento, quando todas as turmas dividiram o palco e aos pulos dançavam empolgadas, ele ficou lá no cantinho, sentado – é, isso mesmo SEN-TA-DO! só esperando aquela tortura terminar. Pobre Vivi…

Mas vão se os anéis e ficam os dedos, né? Então vamos às fotos 🙂

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apesar dele estar doentinho, dançou bonitinho

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Vivi e seu bestie Sol

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fofo

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Melhorou…

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Agora, sorria 🙂

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Tão bonitinho…

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Olha os pipoquinhas aí!

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olha pra foto, Vivi!!

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a mamãe fica toda boba

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a parceira de dança do Vivi quase jogava ele longe – super delicada, rsrs

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O palco antes do show começar

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sorriso clássico do rapaz

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e tome de pop corn dance!

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no final, a meninada toda compareceu..

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hilário!

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quer dizer, toda não..

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olha a entrada do Vivi pro encerramento

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tcharam!

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mas muito bem ensaiado 🙂

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e os professores também!

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até as professoras participaram da dança

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beautiful!

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só as crianças do prep ao grade 2

 

a balança e o inverno

Sabe de uma coisa? Minha balança é como eu, odeia tempo frio. Só que ela é ainda pior, se recusa a trabalhar direito e é desaforada. Resolveu me empurrar goela abaixo 2 quilos que não me pertencem! Quem merece isso?

Aliás, isso me faz lembrar de uma outra balança, que meu marido comprou faz uns 3 anos e devolveu, porque, segundo ele,  a bendita insistia em marcar o peso errado.

Tem gente que é assim, né? Prefere viver na ignorância, rs

Em tempo: hoje comi bolo com cobertura de chocolate de breakfast e sobremesa (e ainda pretendo comer no lanche e na sobremesa do jantar). Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.

“write to read”

Ontem fui a uma reunião no colégio do Vivi, o tema do dia era “ler para escrever”, uma técnica de ensino que começaram a implementar no meio do ano passado, ou seja, os preps de 2012 foram os primeiros porquinhos da índia e os de 2013 (isso inclui o Vivi) estão dando sequência ao projeto cobaia, rs.

A verdade verdadeira é que, gente, ser alfabetizado em inglês é muito mais complicado do que em português (não gosto nem de imaginar como é o processo de alfabetização em mandarim!) e em vez de ter que lidar com as 23/26 letras do alfabeto, eles tem que aprender os fonemas, os sons que estas letras (ou combinação de letras) têm. São 70 “códigos” e cada código pode ter de 1 a 6 sons diferentes. O código 1, também conhecido como letra “a” tem 3 (mate, path, lamb). Mas outros códigos, como “ought”, tem 6 sons diferentes (OMG!). Tipo, a gente sabe disso, mas pra ensinar os pobres meninos e meninas de 5 anininhos que atenção se escreve “attention” e não “attenshun” é um desafio, já que /sh/ e /ti/ tem o mesmo som. Então, notem que o ba-be-bi-bo-bu da língua portuguesa ficou bem fácil, né? rs

A nova técnica que vem sendo aos poucos implementada nas escolas australianas – acho que aqui no estado de Victoria, até agora somente 8 escolas aderiram ao programa – e, gente, até o presente momento, tenho que tirar meu chapéu, porque, não sei os outros, mas o meu pequeno começou a ler da noite pro dia. Claro que a estrada é longa, mas o caminho, pelo visto, é divertido. Cada letra/som/código tem um papel e uma estória por trás que explica porque se comportam de maneira diferente dependendo da “companhia”. Enfim, resumindo bem resumidamente o fundamento da técnica é explicar os porques, dar os motivos (de uma forma divertida), ao invés de empurrar goela abaixo que “antes de P e B só se usa M”, rsrsr

A reunião foi bem interessante, tudo muito organizado e explicadinho, achei ótimo. Várias dicas sobre como auxiliar em casa no aprendizado e tal… Só um probleminha: meu accent não é nada aussie, então, meu “a”, por exemplo soa diferente do deles, e sinceramente, não pretendo a essa altura da vida me empenhar num sotaque que pra mim não é natural – tipo, aprendi inglês em Indiana, no interior do milho americano, caramba! Meu R em inglês é igual ao de paulista do interioR, rs E isso nunca vai mudar (eu acho, rs). Então melhor eu deixar essa parte com as professoras, afinal, eu já tenho que ouvir do meu filho de 5 aninhos que meu inglês sometimes is funny, rs

hoje eu não vou reclamar

Por quê? Ora, porque estamos em pleno outono e tivemos hoje a supresa de um dia ensolarado maravilhoso, que fez as folhas coloridas ficarem ainda mais lindas. Porque a temperatura lá fora passou dos 25C. Porque na volta do médico (que não resolveu meu problema), eu olhei pro lado e vi o mar azul e manso. Porque eu resolvi chutar o balde, deixar a casa suja e bagunçada just because. Porque eu fiquei bem meia-hora sentada na areia (de calça legging sim, e daí? rs) olhando pro mar e ouvindo o desfazer da marolinha mansa e límpida. Hoje eu não vou reclamar porque Melbourne me deu de presente uma trégua na friaca de mamão e eu pude sentir a brisinha morna bater no meu rosto e ver crianças brincando na areia. Hoje eu tive a certeza que a praia e eu não podemos estar há mais de 10 minutos à parte – seja pra onde quer que a vida nos levar, o mar deve estar sempre ali pertinho, pra me consolar. Mas hoje eu não vou reclamar. Não tô nem aí se tem brinquedo até dentro da privada. Não vou reclamar nem de morar de aluguel, nem de não poder ver a praia da janela. Hoje eu só vou agradecer pelo dia lindo de outono morno – como todo bom outono deveria ser.

Um beijo!

E quando eu menos esperava…

Gente, não é exagero não, juro. Da noite pro dia, deu um clique na cabecinha do Vivi e o danadinho começou a juntar as letrinhas. Parou também de reclamar da hora do reading – tô tão feliz 🙂

Há duas noites que não surto na hora de ajudá-lo no dever de casa. Há duas noites que minha esperança ressuscitou e eu voltei a respirar.

Tão bonitinho vê-lo identificando os fonemas, juntando os pedaços e por fim, descobrindo as palavras. Emocionante!

A mamãe boba aqui ficou com os olhos rasos d’água.

“shoes and germs”

Aqui em casa é assim, cada criança tem (pelo menos) um T.O.C.

O Vivi com os germes e o Nickito com os sapatos – tá, o nick tem outros, mas achei que este dava um título melhor pro post, rs

Os germes:

Meu nem-tão-pequeno Vivi está cada vez mais apavorado com os tais dos germes. Chegou ao ponto de, noutro dia, não colocar a mochila nas costas, porque um amiguinho implicante, já sabendo do seu “probleminha”, deu um beijo em cada ombro dele. Resultado? “o fulano de tal passou germes pra mim! não posso colocar a mochila!”

Eu: Mas meu filho, você não tem que se preocupar com os germes, até poruqe eles estão em toda parte – mas isso não quer dizer que eles vão te fazer mal…

Ele: Eu odeio germes! Assim que chegar em casa vou tomar banho!

(e assim foi.)

E reações como esta acontecem a todo momento, até quando ele está super distraído, de repente dá o clique. Às vezes, nem receber beijinhos dos amigos/tios ele quer: “germs!” Dar um pouquinho da sua água pro amigo que está morrendo de sede? No way! Germs, só se for da família (mamãe, papai e Nick), que são germs amigos.

Agora, não me perguntem de onde ele tirou isso, porque eu não sei! Claro que eu ensinei o bonitinho a sempre lavar as mãos antes das refeições, após ir ao banheiro e sempre que chega em casa – coisa que ele sempre faz! Lava com sabão e nem preciso mandar.

Mas, juro, nunquinha botei o terror, nem nunca falei de germes. Dizia apenas que ele deveria lavar as mãos pra ficarem limpinhas e cheirosas – tá, e pra não ficar com bichinhos na barriga :0|

O lado bom é que ele realmente é muito asseado, mas em compensação, as situações pelas quais ele me faz passar… jesusu-maria-josé! Não tenho onde enfiar a cara.

Os sapatos:

Nickitito-farofinha, por sua vez, está com cada vez mais manias e a dos sapatos é das mais recentes.

Às vezes, quando acontece de estarmos atrasados pra levar o Vivi à escola, cato o Nick de pijama mesmo e ponho no carro, mas quem disse que o miudinho aceita sair de casa sem sapatos??? O pior é que muitas vezes não serve qualquer sapato, tem que ser OS sapatos, aquele par que ele quer naquele momento. E ai de mim se não calçar os benditos nele: é uma gritaria danada! “my shoes, my shoes!”

Eu explico que ele não vai sair do carro, mas ele grita: “my shoes!”

Eu digo que a mamãe leva ele no colo, mas ele implora: “my shoes!”

Eu finalmente pego o primeiro par de sapatos/chinelos que encontro pela frente, e ele: “não, esse não!”

Gente, não é fácil. Tinhoso demais esse molequinho.

Hoje, por exemplo foi um desses dias, quando eu tive que catar o bonitinho de pijamas e levar pro carro. Como ele estava sem meias, peguei um par de chinelos e, não sei como, ele aceitou – beleza!

No meio do caminho, um chinelinho caiu no chão do carro. Pra quê?? Foi um auê, uma gritaria – até que o papai, que estava de co-piloto, resolveu pôr um fim no escândalo. Como? Pegando o chinelo e calçando o bonitinho, claro 🙂

É muito óbvio quem manda nessa casa 🙂