A primeira vez…

Foi ontem à noite que, pela primeira vez, tive que enfrentar meu pavor e matar com minhas próprias mãos, quer dizer, com uma lata quase inteira de spray-mata-barata (que sabiamente comprei semana passada), uma baratona-pretona-cascudona-nojentona (e nem venha me dizer que barata de jardim não é nojenta, porque é! Todas elas são!) que apareceu no teto da sala de estar – elas, quando aparecem aqui dentro de casa, SEMPRE aparecem no teto, perto da saída do ar condicionado/aquecimento.

Anyways, a cada esguichada que eu dava na dita cuja, era um grito que saía do meu âmago, um arrepio nervoso de levantar todos os pêlos dos pés à cabeça, mas venci! Tá, como eu usei a lata quase toda, a barata morreria intoxicada ou afogada, não ia ter jeito.

E o nervoso, depois, pra pegar aquela coisa nojenta e jogar fora? Usei meio-rolo de papel toalha (não pensem vocês que estou exagerando porque não estou!), pra não sentir aquele cadáver nos meus dedinhos. Enrolei, coloquei dentro de uma sacola e dei dois nós. Só então, ela foi pro lixo – pô, tá pensando o quê? Já vi barata se fingir de morta! Eu é que não arrisco! Já imaginou se na manhã seguinte eu abro a lixeira e vem uma barata em cima de mim? Seguro morreu de velho…

Oh well, eu sobrevivi, e dessa primeira vez, infelizmente, jamais esquecerei. Só espero que não haja uma segunda… pelo menos não este ano.

Ah, os meninos assistiram, de perto, toda a cena (que pra fim foi em câmera lenta), calados e com os olhos arregalados. Será que eu fiz muito escândalo?

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