De Phuket: quarto dia

Esta noite foi punk, Vivisauro arrumou uma dor no estômago que me deixou em claro. Volta e meia ele acordava choramingando, reclamando de dor, com a mão no estômago. Primeiro achamos que fosse dor de barriga, não era. Depois achamos que ele quisesse vomitar, também não era. Passou a noite assim e por toda manhã também, o que nos fez cancelar o aluguel do carro e procrastinar nossa Aventura em terras onde não falamos nem “oi” na lingua nativa.

O dia hoje foi bem light, piscininha à sombra e poucas atividades. Na verdade, quem aproveitou mais o dia foi o nickitito, porque o Vivi ficou meio borocoxô.

Ai, foi aquele esquema, né? Super breakfast, piscina, curry no almoço e sonequinha no ar condicionado à tardinha.

Ainda pela manhã, Vivisauro foi se consultar com o médico do Hotel, que diagnosticou seu desconforto como sendo gases, vejam vocês. Jamais pensaria que fosse isso, mas o fato é que os remedinhos que ele passou funcionaram e o pequeno não sentiu mais nada desde que foi primeiro medicado. Mas, por precaução, passamos o dia taking it easy.

No finzinho da tarde, após mais uma piscininha, fomos assitir o showzinho infantil que rola diariamente aqui no hotel.  O show do Lollo and Bernie, dois personagens escandinavos, que apresentam uma performance, detalhe, em lingua escandinava!! Pra criançada (também escandinava). Gente, sabe “os alemão”que mencionei no post passado? São na verdade russos, noruegueses, suecos e tal. O hotel é dominado por eles. Só tem criancinha da cabeça branca, só tem mãe de poucos sorrisos. Pra se ter uma ideia, eu devo ser a menorzinha por aqui.  O engraçado é que apesar de serem todos loiros, são todos mais moreninhos que a gente (salvo o Vivi, claro), uma lástima! Mas hoje descobri o motivo: ao invés de protetor solar, a galera passa bronzeador, há! Outra curiosidade é que nunca vi um povo de tão poucos sorrisos. As pessoas simplesmente não sorriem pra ninguém, e se você sorri pra elas, elas se esquivam, muito estranho.

Descobrimos que esse hotel na verdade é uma rede escandinava – quando íamos imaginar? E pelo visto, deve haver um túnel direto daquelas bandas pra cá, porque vou te contar, isso aqui tá até parecendo  o quintal  deles. O pobre do Vivi é que tá sofrendo, tentando fazer amigos num lugar onde ninguém fala nenhuma das suas linguas. Poor little thing.

O mais engraçado é que o staff aqui do hotel também não fala a lingua da maioria dos hospedes, então muitas vezes quando alguém pede uma explicação sobre algum prato, por exemplo, fica no vácuo, porque os tailandeses que  tem um inglês resumidíssimo, não entendem bulhufas. Pra compensar, os escandinavos se sentem em casa no show do Lolo and Bernie, enquanto nós English speakears temos que nos contentar com meia dúzia de palavras soltas aqui e ali durante quase uma hora de apresentação.

Oh well, amanhã acho que vamos passar o dia fora, desbravando Phuket, lost in translation, com duas crianças a tira-colo. Boa sorte pra gente 🙂

Notinha: Lembram da barata? Foi encontrada e morta. Bom, o Mauricio jura de pes juntos que a barata encontrada era a de ontem, mas vai saber… De quebra, matou também uma outra menorzinha, que apareceu antes, talvez enviada pela barata mestre pra verificar se a passagem era segura… Coisas de país tropical, I guess, porque o hotel é tão limpinho… Não dá pra entender.

Okay, por hoje é só… especialmente porque tenho um Nick deitado bem em cima do meu braço mexendo nos meus cabelos e tentando colocar a cabeça na frente da tela do laptop as I type… night night, don’t let the roaches bite 😉

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