O que uma frase faz na vida da pessoa

Mais uns diazinhos e lanço o modelo 3.5, mas e a crise?

Ah, gente, a crise tava quieta, adormecida, inexistente, até que…

Numa conversa de botequim, a pessoa aqui teve que ouvir:

– “… e aí, a doutora não me prescreveu a mamografia, porque disse que eu era muito nova, que só com 35 se faz esse tipo de exame”.

(tipo, ainda vai demorar, né, fofa?)

– 35? não passou a ser aos 40?

-Não, não, 35.

(okay, dá licença que eu completo 35 no final desta semana?)

Sou mal pra você? Não? Parabéns, você ainda é gata-garota. Nos meus ouvidos cheguei a sentir uma pontada, daquelas que a gente sente quando está no avião, sabe? DOEU! E pela primeira vez, senti doer a dor dos 35. Sim, porque agora não tô mais nos 30, tô caminhando aceleradamente pros 40. Quarenta???? Como assim? E aí, de repente, aquele papo de que os 30 são os novos 20 e que eu tô melhor que muita garotinha de 25, bem, vai tudo pelo ralo. Ô conversinha fiada, caramba!

Ai, gente, querem a verdade? A pessoa percebe que não é mais uma jovencita quando se toca que ainda se refere a suas amigas como “as meninas”. Lembro bem quando a minha mãe com seus 32 (eu com 8) se referia às amigas dela como “meninas”… Meninas??? Como assim??

Pior do que isso, só mesmo você começar a usar expressões que os seus pais usavam e se tocar que não são as expressões que são velhas…  mas você…

Mas, gente, abafa o caso e manda vir o champagne, porque no fim das contas ainda quero acreditar que tô sim melhor que muita garotinha de 25 – então um brinde aos meus quase 35 (ô crise danada!).

Uma semana pós-Phuket

Faz sete dias que estamos de volta em casa. Os três quilos me abandonaram, os cabelos estão se recuperando e a pele começa a ficar malhada.

Ô terrinha ruim pra manter bronzeado!

Mais uma semana e eu completo 35 primaveras. Este ano, maridinho convocou comitê pra organizar uma festinha, porque, gente, a maratona de comemorações em outubro foram brabera! E daqui a pouco começam os preparativos pro Natal, então eu tirei novembro de folga, então enquanto minha festinha estiver sendo organizada, eu estarei bancando a madame no salão fazendo unhas e cabelos. E, não, não me involverei em nada! Será que eu consigo?

Dedinhos cruzados pra que os comes e bebes do evento não se limitem a chips e fanta, rsrrsrsr.

Se tudo der certo, teremos fotos em breve 😉

Marronzinho e Bola Preta

Não poderia deixar de registrar aqui os mais novos apelidos carinhosos dos nossos molequinhos. Marronzinho e Bola Preta.

Marronzinho, por razões óbvias, é o Vivi, que fica extremamente bronzeado com uma facilidade invejável e segue pretinho, pretinho, ou melhor, Marronzinho, mesmo estando sem pegar sol há uma semana.

Já o Nickitito, ganhou a alcunha de Bola Preta, quando estamos na imigração, de volta a Austrália e, comparando as fotos dos passaportes dele e do Vivi, vimos que o pequenino sempre teve os olhões ainda maiores que os do irmão. Na hora, o Mauricio falou mais ou menos assim: “Nossa, que olhão de bola preta!” Aí, né, gente… pegou 🙂

Parece até dupla sertaneja, né? Quem sabe vai pra frente? Eles adoram cantar, dançar e tocar instrumentos… Já é um começo 🙂

 

Ele conhece a mãe que tem

Ontem tive que sair no meio da tarde, às pressas pra ir ao mercado: o Milo tinha acabado e quando isso acontece, meodeos, sai de baixo, porque o pequenininho fica uma fera! Abre a geladeira, procura, pede, grita, chora, entra em pânico. Mimado? Talvez. Mas o fato é que o pequeno não toma leite de maneira nenhuma, nem quente, nem frio, nem no milk shake (not anymore), nem com chocolate, tampouco com morango. Iogurte, só se for um daqueles de squeeze, sabe? Pois é, very particular… Oh well, o calcio vai no cheese stick e no Milo. Então lá fui eu carregando meus dois moleques impossíveis a uma incursão ao mercado.

Nickito, claro, dormiu no caminho (5 minutos de carro!) e teve que ser acordado, porque não dá pra dormir na cadeirinha do carrinho de compras, né? Enfim, ele acordou feliz, afinal, estávamos indo comprar Milo! 🙂

Peguei o famigerado e outras coisinhas mais, e quando estava quase chegando no caixa, passamos pelos donuts, OMG!, olhei de rabo de olho e passei batida. Entretanto, contudo, todavia…

Vivisauro parou e perguntou: mamãe, leva donut?

Eu, sem parar de andar, disse: okay, pega um copo (daqueles pequeninos, tipo rosquinha, sem recheio, coberto com açúcar e canela)

Ele, numa tentativa desesperada veio correndo e disse: peguei esse aqui (uma caixa com 8 dos grandes e bem “envenenados”)

Eu: filho, esse não, pega um copo daqueles mini-donuts…

Ele volta correndo pra trocar e lá de longe, segurando vários copos, grita (em inglês, pra todo mundo entender): Quantos, mamãe?

OMG! E não é que esse moleque conhece a mãe que tem? Vergonha!

Com muita vergonha, respondo: um só, Vivi .

À tardinha, em casa, enquanto Vivisauro brincava lá fora, eu, conversando com o marido, casulamente abri o copo e de um em em, sem sentir devorei todos os donuts.

Claro que houve neguinho reclamando, né? “Poxa, mamãe! Você comeu tudo?” O-oh….

E ele ainda completou: Assim você vai ganhar uma carinha triste 😦 porque não dividiu e o Papai Noel não vai trazer presente pra você… Okay, ele tem razão, shame on me…

De volta ao lar

Após 10 deliciosos dias na linda e tropical Phuket, chegamos em casa. Bom, na verdade quem chegou foi uma versao praiana da nossa família. Um pessoal bronzeado, com aquela malemolência brasileira/carioca que há muito não vejo. Acho que não me sinto assim desde que deixamos o Brasil há mais de oito anos.

O clima de Phuket me fez muito bem, a todos nós arrisco dizer.

No duty free do aeroporto aqui de Melbourne, fui tentar comprar minha base, mas não rolou, porque eu não estava certa de qual era o meu número e vamos combinar que minha cor pós Phuket nada tem a ver com a minha cor melbourniana, né não? Tudo bem, não é como se no shopping fosse tão mais caro… afinal estamos na Austrália e não no Brasil.

Mas por falar em Brasil, vejam vocês, pela primeira vez na história dessa estrangeira, me perguntaram se eu era brasileira! Fiquei toda prosa, claro, dei os créditos todos ao meu bronzeado 🙂 Foi uma vendedora do Duty Free que do nada, ao ver nossa familia de pele curtida e trajes veraneios, perguntou. E eu tava mesmo com ar (e cor e roupa e cabelo) bem brasileiro.

O lado ruim é que, conforme previsto, esses dias de sol, agua fresca e comilança tailandesa me renderam 3, isso mesmo, TRÊS quilos extra! Nem 3 meses no Brasil fizeram isso comigo. Je-sus!

Maridinho ganhou um mísero quilinho, mas também, pudera, o bichinho corria na praia e malhava na mini-gym do Resort (dedicado esse rapaz). Eu, a única atividade física que fiz foi correr atrás das bolinhas que errava no frescobol que a gente por horas tentou jogar – ô gente enferrujada! Em pensar que já fui boa nisso (tá bom, boa não, okay, rsrs)

Vivisauro tá mais marrom que os tailandeses, mas segue magrelinho, magrelinho – a beleza de ser criança… lembro bem desse tempo que comida nenhuma me fazia ganhar peso…Oh well, deixa quieto…

Nickitito fez greve de fome e praticamente só comia melancia e líquidos. Só nas últimas noites que resolveu jantar direitinho, mas no geral, nem reconhecia meu pequeno comilão… Vamos ver se volta ao normal agora que regressamos ao lar 😉

Agora, minha gente, vou lhes contar, ainda não estava preparada pra retornar e pra piorar, quando chego em Melbourne o tempo tá mais ou menos, 13 míseros graus e nublado. Minha energia foi pelo ralo. Tô morrendo de sono.

Ai como eu sou mais feliz num climinha tropical, impressionante! É outra energia…

De Phuket: Décimo dia

E eis que nós aproveitamos nossas férias até a última gota, até o ultimo suspiro. Praticamente 10 dias sem internet, sem comunicação com o nosso mundo.

Hoje, nossa manhã foi de piscina, massagem, almocinho gostoso de despedida e correria pra fechar as malas: perfeito!

Deixamos Phuket com gostinho de quero mais. O Resort bombou, Phuket bombou, férias perfeitas. Isso pra não falar de como tudo nessa terra é baratinho baratinho. Almoço, Mercado, passeios, tudo! Como bem disse meu marido, no fim das contas deu até dor na consciência por não termos caprichado mais nas gorjetas.

Não dá nem pra dizer que valeu cada moeda, porque valeu muito mais! Mal posso esperar nossas próximas férias, rsrsrs (pressão total!)

Agora é esperar o avião e aguentar os moleques no corre-corre pelo aeroporto (tão numa alegria de dar inveja!) – nessas horas eu penso que só mesmo sendo completamente insana pra querer ter um outro rebento. Já imaginaram mais um  como esses?? Misericórdia! rsrsr

De Phuket: nono dia

Nós somos todos errados, né não? Deixamos o passeio à Phi Phi pro ultimo dia, vê se pode? Aliás, longinho heim! De speed boat leva-se uma hora pra chegar e, no nosso caso que, acreditem, o barco quebrou (ha!), rolou mudança de planos que alterou bastante o passeio. Teve praia que tava muito crowded e não deu pra parar, e teve Monkey Island onde chegamos na hora da sonequinha dos macacos, ou seja, a promessa de ver de perto os miquinhos foi descumprida e o Nickito ficou só chamando “acacuuuú, adê ceeeê?”Pobrezinho… Mas ainda assim foi um sucesso. Paisagens lindas, mar delicioso, clima perfeito.

Vivisauro destemido só queria saber de pular do barco e amou go snorkeling, um fofo! Aliás, esses dias aqui transformaram suas habilidades aquaticas 🙂 Ele tá que tá atirado! Só nada de olhos abertos e se vira direitinho sem alcançar o chão. O instructor Matt vai ficar very proud of him – bom, isso se ele o reconhecer, porque ô moleque pra pegar cor fácil!

Na volta, a maré tava super baixa, baixa mesmo! O trecho final tinha apenas uma caminho de água rasa e areia dos lados, mais parecia um mangue (mais um cenário parecido com o da terrinha). Foi um tal de movimentar o povo de um lado pro outro no barco pra não encalhar que eu vou te contar. Demorou mas chegamos sãos e salvos. Parece que até se esperava ter uma maré baixa, por conta da lua, mas não assim. A maré pegou todos de surpresa.

Chegamos de volta ao hotel já era noitinha. Foi só o tempo do banho, da janta, do showzinho e cama – exaustos!

Já está chegando a hora de partir :-(. Só temos mais uma manhã e acabou-se o que era doce.

 

De Phuket: oitavo dia

Contagem regressiva pra voltar pra casa – oh my – e ainda não estou preparada pra dizer so long pra Phuket.

Ontem durante o jantar caiu um pé d’água daqueles, típica tempestade de verão, chuva forte e vento fresco com direito a cheirinho de terra molhada, revigorante, depois de dias seguidos de sol e mormaço.

O passeio a Phi Phi poderia muito bem ter sido hoje, já que até agora não tivemos uma gota de chuva sequer. O dia amanheceu nublado e assim ficou, com apenas um ou outro momento com um solzinho tímido – mas quente. Teria sido um dia perfeito pro passeio. Agora o jeito é rezar pra que amanhã não caia o tal temporal e o dia fique assim, como o de hoje, meio encoberto, porem morninho, pra garantir o sucesso do passeio e pra que não nos transformemos em camarões fritos chegado o fim do dia.

Hoje nos dividimos entre praia e piscina – aquela vidinha mais ou menos, sabe? – e tiramos algumas fotos. Acho que nunca fiz uma viagem com tão poucas fotos, mas a verdade é que o cenário é sempre o mesmo, estmos basicamente nas instalações do Resort – essas férias estão sendo completamente em função dos molequinhos, que estão aproveitando cada instante, cada atividade, cada pedacinho 🙂

Quando viemos pra cá tinha certeza que iria voltar uns 10 quilos mais pesada, e do jeito que estou comendo aqui (curry todo santo dia!), minha previsão pode chegar perto da realidade. Pô, o esquema aqui é come, relaxa e dorme, come, relaxa e dorme…

Hoje, apesar de ainda estar ardida do sunburn, acho que vou encarar uma massagenzinha mais tarde, porque minhas costas e pescoço estão me matando. Ter as crianças dormindo com a gente faz com que sobre nem dois palmos de colchão pra mim – muito embora a cama seja mais que uma king, ainda assim eles conseguem ocupar a cama toda e me deixar numa beiradinha (essa noite quase caí da cama!). Coisas da maternidade…

Vivisauro tá preto preto pretinho (segundo ele, “marrom, mamãe!”), uma cor invejável. Não sei de quem ele puxou esse tom de pele que pega um bronze fácil fácil. Nunca fica vermelho, impressionante. Ele é disparado o mais Moreno da família, parece um indianinho. Fofo 🙂

Baby Nick também tá coradinho e continua espalhando seu charme por onde passa. Faz caras, bocas e distribui sorrisos. Empresta seus brinquedos e conquista todo o staff do hotel. Todo mundo conhece o Nick, o molequinho mais simpatico do Sunwing. Acho até que deveríamos receber um desconto – seria justo, né? 🙂

Tinha planos de comprar uns objetos típicos tailandeses pra levar, não só de lembrança, mas também pra casa, mas pelo jeito vou ficar só na vontade, o tempo tá passando e nossa localização não é a mais favorável às compras…

Mauricinho tem ido a academia praticamente todos os dias, isso é que é vontade de ficar fit. Enquanto isso eu considero a possibilidade de voltar à Tailandia pra fazer um pacote “refurbishment”, sabe? Ouvi dizer que eles tem aqui os melhores hospitais e cirurgiões estéticos. Não seria nada mal voltar a ter meu corpo pré-gravidez, ai ai…

De Phuket: sétimo dia

Sétimo dia, de volta ao protetor ao invés do bronzeador. O único problema é que o protetor que encontramos aqui é uma bela porcaria e o nosso aussie acabou todinho. O raio do protetor thailandes é tao ruim que comeco a desconfiar que a culpa da queimadura foi dele e não do bronzeador 🙂

Hoje o dia amanheceu nublado, com aquele mormacinho gostoso que nos faz ter a sensação que não estamos nos queimando, sabe? Então, aquela ilusão que deixa marcas 🙂

O dia está sendo preguiçoso, so na piscina com as crianças, nem à praia fomos ainda… talvez mais pro fim do dia…

Haviamos marcado o passeio a Phi Phi pra amanha, mas remarcamos pra terça, véspera de nosso regresso à terra do cangurú, porque aparentemente a previsão pra amanhã é de heavy rain e ninguem merece fazer passei de barco o dia inteiro com chuva, né não?

Engraçado, lá se vão sete dias aqui e sinceramente não estou nem um pouco home sick, queria era ficar mais sete dias. Essa vida molezinha está me deixando mal acostumada (até tempo pra escrever no blog estou tendo, veja você!), vai ser dificil voltar a realidade.

Há três anos, estávamos em Fiji com o Vini e, meodeosdoceo, que experiencia diferente está sendo esta viagem! Apesar de termos não um, mais dois molequinhos, nossa estada em Phuket está muito mais fácil. O Nick, apesar de apresentar traços do terrible twos, é um ótimo menino e o Vivi já está grandinho, o que facilita bastante – apesar dele ser bem atrevidinho e mimado, a gente já consegue não ficar com a sensação de que vai precisar de outras férias… Se bem que, cá entre nós, não seria nada mal ter umas férias assim só que a dois, ai ai….

Começou a chuviscar, melhor eu fechar o macbook e procurear meus meninos 🙂

PS. Meus planos de ter uma viagem mais cultural foram, obviamente, por agua a baixo, já que sequer conseguimos andar por Phuket Town, quem dirá visitar templos e o Big Buda… A gente acaba tendo que abrir mão de diversas coisas por causa das crianças… Mas tudo bem, fica pra próxima, o que vale é que o Resort é perfeito pra férias em família, especialmente pra young families. Dois vivas pra rede Sunwing 😉 – que alias, precisamos visitar outros resorts da mesma rede, quem sabe na grécia ou na espanha? Não seria nada mal :-), sem falar que o turismo urbano seria muito mais viável também 😉