Blogagem Coletiva das Mães Internacionais – Laços de família

Hoje é dia de blogagem coletiva do MI e o tema é sem dúvida alguma bem familiar a todas nós, mães internacionais: os laços de família.

E aí, como fica o relacionamento à distância?

Graças ao bom Pai do Céu  nossa geração conta com as facilidades  da Internet. Já pensou ter que escrever cartas pra saber das novidades? Ou então pagar uma pequena fortuna por uns míseros minutos ao telefone, com um chiado horroroso, linha cruzada e interferências mil? Deus me livre.

Hoje, a criançada nem sabe o que é telefone fixo (como assim? um telefone que só funciona em casa? pra quê?) e carta só conhece porque vê as contas chegando, ou então um convite de aniversário que algumas famílias (como a nossa) insistem em mandar pelo correio.

Aqui em casa, a criançada já acorda pedindo pra ligar pras vovós, pra ver os vovôs, pra falar com as titias, pra trocar umas ideias com os priminhos… e quando não são atendidos de pronto, passam a mão no iPad, clicam no Skype, selecionam o sortudo (ou a vítima, rsrsrs) e se o pessoal lá do outro lado do mundo der azar, o Skype toca até no meio da madrugada 🙂

Os laços de família são mantidos a custa da tecnologia – aliás, Santa Tecnologia! Pros meninos aqui em casa é super natural ter contato via Skype (com ou sem imagem, dependendo das condições da conexão do outro lado). Eles ficam felizes só de ouvir a voz do pessoal do outro lado do mundo e isso é muito corriqueiro.

Claro que esse não é o ideal, claro que eu preferiria mil vezes que eles pudessem ir à casa da vovó todo domingo, claro que eu gostaria que eles interagissem com os priminhos sem ter entre eles uma “janela”, mas dada a distância e o fuso (pô, Austrália é longe pra chuchú!), o jeito é fazer o jogo do contente e, sinceramente, no fim das contas, a gente (os pais) acaba sentindo muito mais do que as próprias crianças, porque pra molecada que nasceu fora esse é o default, essa é a realidade que eles conhecem. E se você pensar bem, isso faz com que nossas estadas na Terrinha sejam ainda mais especiais pra eles, afinal, é um evento – o evento de ver ao vivo aquele pessoal do computador :)! E eventos são muito mais aproveitados do que o dia-a-dia, né não. Lá eles são mais paparicados do que normalmente seriam, lá todos fazem TODAS as vontades deles, tanto que na volta pra casa, leva um certo tempo até que se faça a desintoxicação completa 🙂 e que eles voltem a respeitar os limites básicos que toda criança deve ter, rsrssrs.

Particularmente acho que os laços de família – ao contrário dos laços de amizade (que precisam e devem ser cultivados) – nunca se desfazem, nunca afrouxam. A saudade, às vezes bate forte, assim como a vontade de sentir o cheiro, o calor do abraço, de ouvir a voz bem de pertinho… isso pra não falar da falta que faz a comidinha inigualável da mamãe, os sucos super especiais do papai, o super cozido da sogrinha… e especialmente o puro e simples “estar perto dos seus”. Mas ainda assim, eu garanto, no caso da família, a distância e a saudade só fazem estreitar ainda mais os laços. Acho que isso é o tal do amor incondicional, sem limites, nem fronteiras.

No nosso caso, o que atrapalha mais nessa vida longe da família de origem é o famigerado fuso: morar na Austrália é muito bom, mas é ruim pra caramba!  dificulta bastante a comunicação. Não fosse por isso, acho que as crianças estariam até enjoadas de tanto falar com a família 🙂

O mais legal é que eles se interessam, procuram pela vovó, pelo vovô… não é como se fosse por obrigação: “venham cá falar com o pessoal, meninos”. Not at all! Eles amam ver os avós, tios, primos… é sempre uma festa!

E assim, no descompromisso do dia-a-dia, com as despretensiosas conversas via Skype, os laços vão naturalmente se mantendo estreitos e quando os moleques finalmente encontram a família, não há, de forma alguma, nenhum tipo de desconforto ou necessidade de “um tempinho pra se acostumarem”, porque eles estão “carecas” de conhecerem todo mundo. São super íntimos 🙂 – com o bonus de um tratamento super VIP, afinal, não é todo dia que se tem os gringuinhos por perto 🙂

Quer saber o que outras Mães Internacionais acham disso? Dá um pulinho AQUI  😉

 

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