Os dois aninhos do Nickitito: ele não é mais um bebê…

Nickitito agora é oficialmente um “toddler”, mas não adianta, pra mim, continua sendo o bebê.

Ele está atravessando o terrible two? Sim, não há dúvida, mas ainda assim, não deixou de ser meu sweet baby. Carinhoso até dizer chega, ele vive me dando beijinhos estalados e abracinhos apertados (e gente, não há no mundo coisa mais gostosa que abracinho de “bebê”).

Mesmo quando entra no transe da pirraça, se eu falar com jeitinho, fizer beicinho, ensaiar uma carinha triste, ele acaba fazendo minhas vontades – seja ir pro banho, trocar a fralda, tomar o remédio, comer a comidinha… ele simplesmente não consegue ver a mamãe triste – how lucky am I?

Cheio de manias, ele continua sendo o Sr. Organizado: não pode ver uma porta aberta, uma almofada no chão, um brinquedo fora do lugar… está sempre arrumando a bagunça :). Outra mania que está cada vez maior é a tal de pegar os cabelos da mamãe. Ele até aceita outros cabelos (se forem parecidos com o da mamãe, claro), mas a coisa está ficando cada vez mais séria. Não satisfeito em segurar um faixo de cabelo, ele agora quer segurar dois (um com cada mão) e se puder esfregar a cabecinha dele nos longos cabelos da mamãe, ele o faz – fica se enroscando em mim feito gatinho novo, sabem? Tooodo manhoso. Nos primeiros minutos é até gostoso tanto chamego, mas, gente, chega uma hora que eu não aguento mais, quero fugir do contato humano, rsrs, ir correndo pra um quarto escuro e silencioso e me trancar lá sozinha, rsrsrs.

Ontem mesmo passei horas com um molequinho de cada lado, ora dormindo, ora assistindo tv. O dia estava frio, chuvoso, super propício pra um aconchego, mas pô, cheguei a ficar com os braços dormentes! E o pior é que à noite teve repeteco, na hora de dormir foi a mesma coisa, e vou te contar, uma cama pra 4 não é brincadeira não! Não há como descansar, tendo meio palmo de cama, um molequinho em cima de um braço e outro te fazendo de colchão. Ossos do ofício, I guess..

Mas o foco deste post deveria ser os dois aninhos do pequeno, né não? Então façamos um apanhado geral sobre meu chuchuzinho.

Bebezuco, apesar de ainda não falar direito, vive cantarolando e sempre ao final de cada canção, vibra “yaaaaaaay”:), uma gostosura! Suas canções favoritas no momento são”twinkle twinkle”, “black sheep”, “row your boat” e “Old Mc Donald’s Farm”. Vive cantarolando essa sequência, uma fofura. Ele é sempre tão felizinho, cheio de gargalhadas e brincadeiras, que é impossível eu ficar perto dele sem me pegar dando aqueles sorrisos de mãe babona. Ele me faz feliz, simples assim 🙂

Ele é encrenqueiro? Ô! Se é! Implica com o irmão o tempo todo. Entretanto, em sua defesa, posso dizer que o Vivi pede por isso. Vive cercando o baby brother, querendo agarrar ou comandar seus movimentos, o que sempre resulta em encrenca, confusão e a mamãe aqui entrando em desespero, porque, vou te contar, não é moleza não, minha gente!

Ele é genioso? Não, imagina… Geniosa sou eu, ele é do balacobaco! Não fazer o que ele quer, na hora que ele quer sem que ele arme o barraco é uma arte que poucos dominam. Ô bichinho difícil! Não sei como uma criança pode ser ao mesmo tempo tão doce e tão geniosa, mas ele é.

Ele é metido? Nossa, muito metido! Só gosta de comer sozinho e sentado à mesa com os grown ups – essa estória de cadeirão não tá com nada 😛

Super obstinado e independente, quando quer alguma coisa ele vai atrás. Quando não consegue fazer por ele mesmo, pede ajuda, ou seria mais apropriado dizer que ele ordena que o ajudem? Mandãozinho que só vendo 🙂

Brinca sozinho, quietinho e em silêncio, mas quando se junta ao irmão pra brincar de corre-corre, sai de baixo! É uma gritaria, uma alegria, uma agitação, que dá gosto de ver. É impossível não entrar na farra junto com eles!

Metódico, como nunca vi nessa idade, meu bebezuco preza as regras, o que é certo é certo. E aí de quem esquecer de prender o cinto de segurança todinho, seja no car seat, seja no carrinho. Nem uma fivelinha pode ficar solta.

Como um bom observador, aprende rapidinho como as coisas funcionam. Escolhe o filme que quer ver, coloca no DVD player, escolhe o trecho que mais gosta… tudo sozinho. Sua habilidade com iPad é invejável. Agora, nada é mais engraçado do que vê-lo imitando o Vivi 🙂 Simplesmente Impagável!

Ele adora fazer bolinha de sabão. Não pode ver um dia de sol, que aponta logo pra porta e fala “bubbles, bubbles!” e toda vez que sai pra fazer suas bubbles no parquinho fica todo-todo, se sente mesmo, porque a garotada fica toda em volta dele aguardando suas bolinhas.

Recentemente elegeu o Squeeze (o pinguinzinho do Toy Story), como seu companheiro. É o “Pupú”, seu amigo pra todas as horas. Tem coisa mais fofa que um brinquedinho de estimação? 🙂 Ele ele cuida direitinho dele, dá comidinha, põe pra dormir, dá beijinhos e abraços, canta pra ele, um abuso de tanta fofura.

Por último, mas não menos importante, finalmente, após completar os dois aninhos, acho que o processo da fala deu uma “acelerada”  – entre áspas, porque não se pode dizer que está realmente acelerado, né? Mas acho que está evoluindo mais rápido agora e muito embora ele ainda esteja longe de formar frases completas, ele já consegue falar palavrinhas com duas sílabas diferentes. Just like his big brother at the same age.

Este ano, resolvemos fazer uma festa só pros dois molequinhos, já que o intervalo entre os aniversários é de apenas 19 dias, mas claro que no dia 22 de setembro teve bolo e parabéns, né? 🙂 E sendo assim, nada mais justo do que liberar umas fotitas do picnic de aniversário do Nickitito, com direito a bolo de cachorrinho, velinhas e chapéuzinhos.

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 E como eu disse, as comemorações não param por aí. Em breve vai ter festa de aniversário dupla pros meninos mais lindos do mundo inteiro 🙂

Blogagem Coletiva das Mães Internacionais – Laços de família

Hoje é dia de blogagem coletiva do MI e o tema é sem dúvida alguma bem familiar a todas nós, mães internacionais: os laços de família.

E aí, como fica o relacionamento à distância?

Graças ao bom Pai do Céu  nossa geração conta com as facilidades  da Internet. Já pensou ter que escrever cartas pra saber das novidades? Ou então pagar uma pequena fortuna por uns míseros minutos ao telefone, com um chiado horroroso, linha cruzada e interferências mil? Deus me livre.

Hoje, a criançada nem sabe o que é telefone fixo (como assim? um telefone que só funciona em casa? pra quê?) e carta só conhece porque vê as contas chegando, ou então um convite de aniversário que algumas famílias (como a nossa) insistem em mandar pelo correio.

Aqui em casa, a criançada já acorda pedindo pra ligar pras vovós, pra ver os vovôs, pra falar com as titias, pra trocar umas ideias com os priminhos… e quando não são atendidos de pronto, passam a mão no iPad, clicam no Skype, selecionam o sortudo (ou a vítima, rsrsrs) e se o pessoal lá do outro lado do mundo der azar, o Skype toca até no meio da madrugada 🙂

Os laços de família são mantidos a custa da tecnologia – aliás, Santa Tecnologia! Pros meninos aqui em casa é super natural ter contato via Skype (com ou sem imagem, dependendo das condições da conexão do outro lado). Eles ficam felizes só de ouvir a voz do pessoal do outro lado do mundo e isso é muito corriqueiro.

Claro que esse não é o ideal, claro que eu preferiria mil vezes que eles pudessem ir à casa da vovó todo domingo, claro que eu gostaria que eles interagissem com os priminhos sem ter entre eles uma “janela”, mas dada a distância e o fuso (pô, Austrália é longe pra chuchú!), o jeito é fazer o jogo do contente e, sinceramente, no fim das contas, a gente (os pais) acaba sentindo muito mais do que as próprias crianças, porque pra molecada que nasceu fora esse é o default, essa é a realidade que eles conhecem. E se você pensar bem, isso faz com que nossas estadas na Terrinha sejam ainda mais especiais pra eles, afinal, é um evento – o evento de ver ao vivo aquele pessoal do computador :)! E eventos são muito mais aproveitados do que o dia-a-dia, né não. Lá eles são mais paparicados do que normalmente seriam, lá todos fazem TODAS as vontades deles, tanto que na volta pra casa, leva um certo tempo até que se faça a desintoxicação completa 🙂 e que eles voltem a respeitar os limites básicos que toda criança deve ter, rsrssrs.

Particularmente acho que os laços de família – ao contrário dos laços de amizade (que precisam e devem ser cultivados) – nunca se desfazem, nunca afrouxam. A saudade, às vezes bate forte, assim como a vontade de sentir o cheiro, o calor do abraço, de ouvir a voz bem de pertinho… isso pra não falar da falta que faz a comidinha inigualável da mamãe, os sucos super especiais do papai, o super cozido da sogrinha… e especialmente o puro e simples “estar perto dos seus”. Mas ainda assim, eu garanto, no caso da família, a distância e a saudade só fazem estreitar ainda mais os laços. Acho que isso é o tal do amor incondicional, sem limites, nem fronteiras.

No nosso caso, o que atrapalha mais nessa vida longe da família de origem é o famigerado fuso: morar na Austrália é muito bom, mas é ruim pra caramba!  dificulta bastante a comunicação. Não fosse por isso, acho que as crianças estariam até enjoadas de tanto falar com a família 🙂

O mais legal é que eles se interessam, procuram pela vovó, pelo vovô… não é como se fosse por obrigação: “venham cá falar com o pessoal, meninos”. Not at all! Eles amam ver os avós, tios, primos… é sempre uma festa!

E assim, no descompromisso do dia-a-dia, com as despretensiosas conversas via Skype, os laços vão naturalmente se mantendo estreitos e quando os moleques finalmente encontram a família, não há, de forma alguma, nenhum tipo de desconforto ou necessidade de “um tempinho pra se acostumarem”, porque eles estão “carecas” de conhecerem todo mundo. São super íntimos 🙂 – com o bonus de um tratamento super VIP, afinal, não é todo dia que se tem os gringuinhos por perto 🙂

Quer saber o que outras Mães Internacionais acham disso? Dá um pulinho AQUI  😉

 

Terrible twos

E quem diria? Não é que meu pipoquinha-bonzinho-que-só entrou com tudo no terrible twos?? Oh yeah, babe, a coisa tá preta! Ele oscila bastante entre a calma e o ataque do monstro da lagoa negra, vai do plácido pro insuportável-que-se-joga-no-chão, basta que não seja feita sua vontade (isso me lembra alguém? Ah é, o Vivi!).

No fim de semana, bebezuco tava um doce de criatura, já na segunda-feira à tarde o monstrinho mimado e pirracendo acordou e tocou o terror.

Segunda foi diz de levar o Vivi pra orientação na futura escolinha e como de costume, Nickito foi junto, fazer o que? O negócio é tão sério que, assim que chegamos, fui gentilmente convidada a deixar o Vivi lá e dar uma volta, porque o bebê fica muito “cranky”. A professora deu a sugestão num tom de extrema gentileza, mas, engraçado, a outra mãe que também leva a filhinha da mesma idade não recebeu a oferta. Por que será? Será porque a menininha é um anjinho? Não reclama, obedece, brinca quietinha sem incomodar os outros, não grita nem faz pirraça? Será por isso? Ah, francamente! rsrsrsrs

É, gente, o mar não tá pra peixe e o bebê (bebê??) não aceita de jeito nenhum ser contrariado.

Às vezes eu faço um drama que funciona pra cortar o ataque, é assim:

Ele começa a brigar, espernear, gritar.

Eu fico quieta, faço cara de triste, faço beicinho e digo em voz bem triste: você tá brigando com a mamãe?

Ele imediatamente pára o show, me oferece um beijo e um abraço e concorda em fazer o que eu quero (o problema é que ele espera que o contrário também funcione, né?)

Bem, isso geralmente funciona na hora de escovar os dentes, de colocar os sapatos, de arrumar a bagunça, de me dar a mão pra atravessar a rua e de tirar a sonequinha da tarde. Nessa situações, o drama quase sempre dá certo e o showzinho é encerrado com um “yeah”(com sotaque beeem australiano), onde ele concorda em fazer o que eu quero pra que eu não fique triste. Infelizmente, todas as outras situações estão imunes ao drama de mãe, aí, minhasamiga, ferrou, porque tentar contornar não adianta, brigar menos ainda. Confesso que às vezes tenho apelado pro “time out” no primeiro degrauzinho da escada e isso às vezes dá certo. Ele chora, mas acaba se conformando, aí eu converso, dou um abraço e a gente dá um reset.

Mas e quando não estamos em casa? HA-HA-HA pra mim! Ele se aproveita legal! Ele sabe muito bem que na presença de platéia eu evito colocar no “time out”, até porque isso demanda um tempinho de gritaria e eu não posso deixá-lo gritar em certos locais, né não? Então já viu, né? Ele se aproveita pra tentar ter todos os seus desejos realizados e fica completamente fora de si, entra num transe louco! Só que a mamãe aqui é experiente em menino-atacado e não se deixa abater. Infelizmente nessas horas de ataque mais intenso, quando a conversa e a tentativa de contornar falham, só me resta pegar meu saco de batata e ir embora. E é exatametne isso que eu faço. Foi isso que fiz ontem na escolinha do Vini, quando chegou a hora de ir embora, tentei conversar, explicar… em vão. Então “catei” a criança, segurei firme pra controlar o bichinho que se debatia e fui.

Acho que o problema maior acontece quando eu brigo com ele (por exemplo quando ele ataca o irmão) e ele faz beicinho e chora magoado. Aí já era. A mamãe se derrete e quase chora junto. Só um abraço de “pazes” é capaz de curar o chorinho magoado.

Agora, gente, vou lhes contar, é cansativo heim! Cansa o corpo e a alma. Imagina quando se está na TPM? Ui, cruel!

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Nickitito começou a falar “yeah” faz pouco mais de uma semana, porque até então só sacudia a cabeça indicando que sim. Ah, mas não se enganem, sua palavra predileta continua sendo o bom e velho “naum”- aliás, bem alto pra garantir que se fez entender.