curtinhas – do Vivi

O problema de passar tanto tempo sem escrever no blog é que eu acabo me perdendo, sem saber se já falei sobre o assunto tal, se já contei uma novidade… Aí, se eu gasto o tempo que eu usaria pra escrever um post, procurando no blog se eu já falei sobre isso, acabo desistindo de postar. Dito isso, mesmo correndo o risco de parecer esclerosada, seguirei contando o que eu acho que é novidade. Qualquer coisa, vocês colocam o “boneco” pra ler a história – sorry, é piada interna, só a família vai entender 🙂

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Vivi: A Jujú mora no Rio, né, mamãe?

Mamãe: Não, meu filho, ela morava. Agora ela mora em Cachoeiras de Macacú.

Vivi: Não, mamãe, ela mora no rio sim, porque tem um rio lá no sítio, então ela mora no rio/piscina, não no Rio/lugar.

Mamãe: É, faz sentido 🙂

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Vivi: mamãe, como é que a tia Flávia fala verde, mesmo?

Mamãe: veRde (com R do interioR de São Paulo)

Vivi: mamãe, sabe como a tia Flávia fala azul?

Mamãe: Como, vivi?

Vivi: AzulRRR. E cinza? CinzaRRR

Esse meu filho tá no caminho certo… não perde a oportunidade de zoar nossos amigos paulixxxtaxx 🙂

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Vivi: a mamãe não é meu amigo, ela é minhA amigA…

Mamãe: isso mesmo, Vivi!

Vivi: oh, no, mamãe não é minha amiga, ela é minha mamãe!

Mamãe: ué, como assim? E o papai não é seu amigo?

Vivi: Sim, o papai é…

(a entender na próxima “curtinha”)

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 Vivi: papaaaai,me dá um chocolate?

Papai: toma…

Vivi: 🙂

…..

V: mamaaaãe, me dá um chocolate?

M: mas você acabou de comer um! Tá comendo chocolate demais, Vivi, assim não dá! Não faz bem pros dentinhos, nem pra barriguinha…

V (porque a esperança é a última que morre): papaaaai, me dá mais um chocolate?

P: ah, Vivi, pergunta pra sua mãe se pode, ela é que manda nessa casa…

V: mamãe…

M: Vivi….

(saco, só o papai é legal….)

Em tempo: isso se aplica não só pro chocolate, claro, mas pra qualquer decisão que o papai Mauricio sabe que há 80% de chance da resposta ser NÃO. Mas em sua defesa, ele alega que faz isso pra que eu possa decidir, ou seja, é uma cortesia. Tão bonzinho, né? 🙂 Humpf!

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V: papai, depois que meus amigos forem embora então eu posso jogar meu DS?

P: seus amigos? que amigos?

V: ah, o tio Runan (Renan), o ti Ciano (tio Luciano)… o pessoal que sempre brinca comigo…

(ô moleque de sorte! tem amiguinhos pra brincar até quando não tem criança em casa)

maneiro X maleta

Descobri porque o Vivisauro às vezes tem crise de chatisse: ele não sabe a diferença entre maneiro e maleta :))

Que meu molequinho mais velho é uma figurinha rara, todo mundo sabe. Todo cheio de graça, um humorista nato. O que muita gente não sabe – só os íntimos – é que às vezes o molequinho torra o pacote, enche a pobre da paciência de maneira nunca antes imaginada.

Às vezes, durante esses momentos de chatice aguda, ele vira pra gente, faz com a mão o sinal de “legal” e diz maneiro! Ao que a gente responde, “não, Vivi, isso é ser MALETA!” E ele se acaba de rir 🙂

E o contrário também acontece :). Ele simplesmente não sabe a diferença entre as duas palavras e deve achar ambas muito engraçadas, aí, pra ter certeza que está agradando, tenta approaches maneiros e maletas. Só pode ser!

Bom, pelo menos é nisso que eu quero acreditar; só assim mantenho viva a esperança de que mais um pouco e ele aprende que ser maleta não é maneiro 😉

papo fútil

Recentemente tive um desentendimento com a balança – nada grave… não é como se estivesse acima do peso, ou como se minhas roupas estivessem apertadas, mas o fato é que a combinação de números que eu sempre via na balança, sumiu assim quase de um dia pro outro, o que me causou não só estranheza, mas um grande descontentamento: Caracoles, e agora?!?!

Quero voltar pra minha zona de conforto, mas não sei como. Por que? Porque eu como, ora! E bonitinho.

Não estou falando só do básico, não. Tô falando do básico, do supérfulo e do algo mais. Sim, talvez eu pudesse comer porções reduzidas, né? Pois então, tentei.

Dia desses almocei num prato menor, usando um garfo menor, mas claaaaaro, o prato parecia uma montanha, o que no fim das contas dá no mesmo que comer num prato grande.

Tentei também passar o dia sem comer doce. Claaaaro, o máximo que consegui foi me segurar até a hora do almoço, quando, de entrada, ataquei dois potinhos daquelas sobremesas de chocolate (tipo danete, sabe?) e de “sobremesa” ainda comi uma barra de Lindt. Gente, tentar não comer chocolate é ainda pior que comer chocolate, porque me deixa ansiosa, com a boca amarga, uma tristeza. E não venha me dizer: ah, come uma fruta… Porque pra me acalmar, só se a fruta vier coberta em leite condensado.

Semana passada, passei bem dois dias sem comer chocolate, acreditam? Como?? Comendo pavê de pêssego com creme especial, delicioso e super calórico – só um doce bem doce pra me fazer esquecer do chocolate por uns dias… Mas querem saber? É pior, muito pior, porque acabo ingerindo muito mais açúcar e gordura que o normal.

Mas então, voltando à balança, claro que eu não curti a maldita combinação de números, ainda mais que eu não estou comendo mais do que o habitual, não mesmo. Entretanto, o que está me preocupando de verdade é essa minha falta de controle com o doce. Será que é uma fase?

Aliás, alguém conhece alguma coisa que iniba o desespero por doce?? Tô falando sério, o caso é grave. Tão grave que hoje mesmo, teve uma hora que abri a despensa e peguei um chocolate, quando lembrei: ih, eu tô é com sede!! Isso mesmo, eu tinha ido  à cozinha pra beber água (coisa rara), mas meu inconsciente me mandou abrir a despensa e pegar um chocolate. É, a culpa é toda do meu inconsciente que me manda comer chocolate até quando eu não quero (ou será que isso é compulsão??).

Dessa vez eu fui forte, devolvi o chocolate, fechei a despensa, bebi minha água e subi toda orgulhosa.

Mas você sabe que você tem problemas quando, na falta do chocolate, você abre uma lata de leite condensado e mistura com ovomaltine, ou então, um pouco pior, quando pega o carro pra ir ao mercado só comprar um “ao leite” (sim, porque dark chocolate não tem açúcar nem gordura suficientes).

Preciso de ajuda profissional. Ou não-profissional. Alguma dica?

e o pipoca fala?

Pipoca acha que fala!

Nickitito tá numa fase muito engraçada em que ele olha pra você e dispara a falar, numa linguagem só dele. Ainda não consegui filmar – acho que ele fica tímido – mas vou continuar tentando, porque só vendo pra ter noção da fofura.

Ele faz um bico comprido e destrambelha a falar com diferentes entonações e expressões faciais. Uma graça.

Ás vezes, ele vem chegando, escala o sofá, a cadeira ou a cama, senta em cima de mim, segura meu rosto com suas duas mãozinhas gorduchinhas e me leva pra bem pertinho dele, nariz com nariz, pra que eu não tenha como fugir do seu olhar penetrante e palavras importantes. Eu não entendo bulhufas das palavras, mas tenho certeza que o assunto é sério, intenso até e sempre começa com “mamãe”, aí faz uma pequena pausa e destrambelha a falar em bebezês. Um fofo!

Será que se eu filmar, um dia, vai existir uma máquina tradutora de bebês e eu enfim matarei minha curiosidade e saberei do que se trata e, mais, porque ele quer tanto que eu preste atenção? Just in case, vou continuar tentando capturar um desses momentos, antes que o pequeno desenrole a língua e comece a tagarelar pra valer, como seu muso inspirador, o Vivi(sauro) 🙂

Em tempo: Não sei se já contei aqui – provavelmente não – mas ele fala Teddy (o polvo da Xuxa), quando faz xixi, fala que é cocô; continua fissurado em cocó (galinha), pipiu (passarinho), cacá (macaco), bé (carneiro), mé (vaca??) e mais recentemente (aquele barulhinho que a gente faz com a lingua no céu da boca pra imitar o cavalgar do cavalinho) pocotó. A fissura pelo pocotó surgiu após as Olimpíadas, porque não sei aí, mas a TV australiana mostrava na íntegra todas as competições de hipismo e o molequinho ficava doido! Criava a maior encrenca cada vez que a gente ameaçava trocar de canal. Ah, sim, tem outra palavra bem importante, que tá sempre presente: apuê! (assim com exclamação mesmo). E recentemente ele ficou feliz da vida porque conseguiu falar apple  – not sure se por causa da fruta ou da Apple 🙂

Bodas de cobre?

Oh yeah, baby! Já são oito anos de casamento (10, desde o primeiro beijo :)) e também quase oito anos que deixamos o Brasil em busca da nossa aventura particular (mas isso a gente deixa pra um próximo post).

Comemoramos? Ah, pode-se dizer que sim…

No dia mesmo, impossível, né? meio de semana, a molecada na barra da saia… não dá! Só rolou mesmo um jantarzinho improvisadíssimo (ainda mais improvisado do que o do ano passado, porque desta vez foi feito em cima da hora mesmo!) e, claro, ganhei flores lindas e chocolates especiais 🙂

Agora, o presentão mesmo foi o domingo de folga, a dois somente. Largamos as crianças na casa da tia Flávia e do tio Luciano (quem disse que a gente não tem família por perto?) e partimos pro nosso passeio em Olinda, uma cidadela fofa nas montanhas. Olha, não fosse a friaca desumana, teria sido ainda mais gostoso. Demos uma volta pelo centrinho, entramos em diversas lojinhas fofas e por fim almoçamos uma comidinha divina e partimos em direção à City, porque, gente, tava muito frio e uma neblina horrorosa – cês sabem, né? Sou carioca e pra carioca até o friozinho de Teresópolis tem prazo de validade 😉

Mas a delícia é que na City estava um solzinho muito gostoso e a gente pôde curtir as ruas movimentadas e no apagar das luzes rolou até docinho especial na Lindt.

Gente, a vida é boa, ainda mais quando a gente pode desovar a molecada na casa da tia Flavia sem esquentar a cabeça 🙂

chocolates especiais e flores lindas não podem faltar :); assim como uma comidinha gostosinha, nem que seja puro improviso!

Na pacata Olinda: um beijo de amor; uma miniatura do Titanic; um casal sorrindo pro frio; uma loja de coisinhas antigas; e um pulinho na City

Minha Melbourne linda e um encerramento de dia a dois com um treat especial nela: Lindt!

quem gosta de footy levanta a mão!!

Antes tarde do que nunca, fomos enfim a nossa primeira incursão em família a um jogo de Footy, pra prestigiar nosso time do coração, o Hawthorn, AKA Hawks. bem, na verdade, na verdade, o time é do coração do Vivi, que primeiro se entitulou torcedor do Bulldogs, mas como todo mundo tem direito a uma segunda chance, virou Hawks de coração, e claro, se ele é Hawks, nao há nenhuma razão pra que eu, torcedora doente do St. Kilda, não vire a casaca – muito embora ele não aceite muito bem essa ideia e viva dizendo por aí que ele o papai e o Nick são Hawks, mas a mamãe é St. Kilda… é impressão minha ou rola uma guerra de sexos? Se rola, eu tô ferrada, né? Minoria total!

Enfim, fomos!

Confesso que pra mim, a parte mais bacana foi antes do jogo começar, lá fora ainda, no trailler dos Donuts, MEO-DEOS-DO-CEO, aquele donut recheado de geleia de framboesa fresquinho é um abuso! Comi 4 (ou teria sido 5?). mas o jogo foi okay, apesar da lavada que o time do Vivi deu no ex time do Vivi 🙂

 

 

 

 

Levando a molecada ao circo

Dia desses aproveitamos o sábado de sol pra passear. Fomos ao circo!

Mas não vá você achar que foi um Ringling Bros, tampouco Soleil… foi um cirquinho digno de cidade interiorana, daqueles que chegavam de charrete ou trenzinho maria-fumaça, sabe? Pois então, lá fomos nós, mais pela comédia da situação do que pelo circo em si.

Pequenucho que só, o circo era bem cosy :), se bobeasse daria pra fazer o show aqui em casa (olha o exagero, Erica!).

O show já começou pastelão, com uma abertura hilária, que fez rir somente os puros de coração, ou então aqueles recheados de ironia. É a famosa diversão irônica, minha gente! E , olha, devo dizer que somos letrados em diversão irônica. E cá entre nós, o que interessa mesmo é se divertir, nem que seja rindo da precariedade da situação :).

Até o pobre do Vivi, num determinado ponto, já adivinhava o que estava por vir. Era só o mágico aparecer entre um a apresentação e outra, que ele já se adiantava: “vai sair uma mulher de dentro daquela caixa!” (da quinta vez que ele disse isso, a frase já não mais se encerrava como uma exclamação há muito tempo, claro…).

Mas foi gostoso, o bebê tirou uma soneca ao fim do primeiro bloco, o Vivi ficou entediado na metade do segundo e eu e o Mauricio rimos do começo ao fim, da piada que era aquele circo :). Sem falar que deu o maior medo de ver as exibições de risco… já pensou?? Mó circo tabajara, gente! tem que ter peito pra entrar no globo da morte, ou pra fazer estripulias na roda gigante.

O que eu sei é que o staff tinha no máximo umas 8 pessoas que se revezavam no palco: o palhaço era trapezista, a bailarina era contorcionista e o apresentador vendia os ingressos (tá, tô exagenrando um pouquinho só).

Mas o que ficam são as lembranças, né não? Então vamos às fotos 🙂