meu pipoquinha

O tempo passa rápido e meu pipoquinha tá crescendo, deixando de ser um bebê.

Quando eu olho pro Vivi, lindão, esperto, comprido, magrelinho, tagarela e palhaçito, ainda lembro dele “gorduchinho”, dono de pouquíssimas palavras, sério, quase emburrado e bochechudinho. Lembro das suas gracinhas e me emociono ao rever os videos da sua bebezice. Mas ele cresceu…

Ele cresceu, deixou a bebezice no passado e agora vejo seu irmãozinho, meu pipoquinha, seguindo o mesmo caminho.

Em breve ele não caberá mais no meu colo, nem naquele pijaminha que ele tanto gosta. Em breve ele será tão ou mais matraca que o irmão, tão ou mais comprido e magrelinho também. Em breve não será mais meu fofuchinho e abrirá espaço pra chegada de mais um “figurinha” na família.

Quando o Vivi abandonou a bebezice, eu sabia que passaria por isso novamente, sabia que teria um outro bebê, mas agora… quando acabar, acabou mesmo, it’s over, never more! Quando o meu pipoquinha crescer, ficarei para sempre orfã das  gracinhas do meu bebê, do abracinhos de braços curtinhos, da delícia que é vê-lo fazendo comidinha e me alimentando (mnham, mnham?). Ai, como é gostoso. Como eu vou sentir falta.

Sim, há vezes em que eu quase me arrependo por ter dado essa direção meio duvidosa a minha vida, deixando meu lado profissional em stand by, dizendo “vou ali e já volto” e não voltando… mas nessas horas, a realidade bate e eu vejo que mais um pouco e serão as namoradinhas a bater na porta, aí eu penso: trabalhar fora? Não agora! Eu quero mais é sorver essa bebezice até a última gota e ter cada momento, cada gracinha, cada palavrinha nova gravada a ferro e fogo nas minhas recordações pra que eu possa um dia viver dessas doces lembranças.

Mais um ano, ano e meio, e a bebezice do bebezuco acaba, o menorzinho começa a ir pra escola, vira um molequinho, como o irmão virou e eu estou free (buaaaaá) pra voltar a ser a Erica (mais do que mãe). Então, vou mesmo é aproveitar cada momento, cada preguicinha na cama de manhã com o pipoca, cada dia da semana que passo com os meus menininhos, cada vez que desço as escadas sentada com os dois no colo e a gargalhada solta, cada brincadeira de pega-pega em volta da mesa, cada aula de artes com a mamãe, cada momento embaixo do edredon assistindo Elmo com eles… porque esse tempo, ah, esse tempo não volta mais…

Confesso que ando triste, às vezes até choro, vejam vocês, só de pensar que tá acabando essa fase tão gostosa (coisa de doido, eu sei… mas nunca disse que era sã). E sempre que penso nisso, lembro daquela música do Toquinho, “valsa para uma menininha”, que mesmo quando eu era pequenina já me trazia lágrimas aos olhos.

Então, um pouco modificada, aqui vai a triste musiquinha de quem quer ter sempre filhotinhos pequeninos na barra da saia 🙂

(clique aqui pra ouvir)

Menininho do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão.
Menininho não cresça mais não,
Fique pequenininho na minha canção.
Senhorzinho levado, batendo palminha,
Fingindo assustado do bicho-papão.

Menininho, que graça é você,
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque a vida somente é seu bicho-papão.

Fique assim, fique assim, sempre assim
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.

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